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Exposição “Para além da escravidão” ressalta liberdade negra e cooperação Ibram–Smithsonian no MHN
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em parceria com o Smithsonian National Museum of African American History and Culture (NMAAHC), inaugurou no Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro, a exposição Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo, versão brasileira do projeto internacional In Slavery’s Wake: Making Black Freedom in the World.
Aberta ao público de 13 de novembro de 2025 a 1º de março de 2026, a mostra reúne cerca de 100 objetos, 250 imagens e 10 filmes, distribuídos em seis seções que convidam o visitante a refletir sobre os mais de três séculos de escravidão, suas consequências e as múltiplas trajetórias de resistência e liberdade das populações negras em diferentes partes do mundo.
A iniciativa é fruto de uma cooperação entre o Ibram e o Smithsonian Institution, com curadoria compartilhada entre profissionais brasileiros e norte-americanos. No Brasil, a exposição é apresentada pelo Museu Histórico Nacional, unidade vinculada ao Ibram, e integra um esforço mais amplo de cooperação internacional na área museológica, que busca reconstruir narrativas históricas a partir da perspectiva das populações afrodescendentes.
“Esta parceria reforça o papel dos museus como espaços de memória, reparação e diálogo intercultural”, destacou a presidenta do Ibram, Fernanda Castro. “Ao lado do Smithsonian e do Museu Histórico Nacional, reafirmamos o compromisso do Brasil com uma política museal antirracista e com a valorização da herança africana na formação do nosso país.”
A exposição também cumpre um papel pedagógico essencial: ao tornar visíveis objetos, imagens e relatos da escravidão e da luta negra por liberdade, contribui para a educação patrimonial e para o enfrentamento das desigualdades raciais, promovendo o reconhecimento da dignidade, da memória e das contribuições das populações afrodescendentes.
Com acesso gratuito, Para além da escravidão convida o público a mergulhar em um diálogo entre passado e presente, entre o Brasil e o mundo, reafirmando o poder transformador dos museus na construção de sociedades mais justas e igualitárias.