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PRÓ-ÉTICA
CGU premia 128 empresas por excelência em programas de integridade e adoção de práticas corporativas responsáveis
Cerimônia de entrega dos prêmios foi realizada em Brasília (DF), nesta quarta-feira (01/07). Foto: Kenzo Suzuki/CGU.
A Controladoria-Geral da União (CGU) premiou, nesta quarta-feira, dia 1º de julho, um número recorde de empresas vencedoras do Programa Empresa Pró-Ética, na edição 2025-2026. A iniciativa tem como objetivo reconhecer organizações comprometidas com a integridade, a prevenção e o combate à corrupção, além da promoção da responsabilidade socioambiental e do respeito aos direitos humanos.
Nesta edição, 128 empresas de diferentes regiões do país e setores econômicos foram premiadas. A cerimônia fez parte do encerramento do Dia da Integridade Empresarial, evento realizado nos dias 30 de junho e 1º de julho, em Brasília (DF), que reuniu representantes do setor público, do Comitê Pró-Ética, da academia, do setor empresarial e de instituições parceiras.
O secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna, agradeceu a participação das empresas e enfatizou o exemplo relevante que elas constituem. “Cada empresa reconhecida nesta edição contribui para demonstrar que a integridade pode ser um motor de desenvolvimento. O Pró-Ética busca justamente dar visibilidade a esses exemplos e incentivar que as organizações avancem na construção de ambientes corporativos éticos, responsáveis e preocupados com a sustentabilidade e o respeito aos direitos humanos” reforçou Marcelo Pontes.
O selo Pró-Ética aumenta a competitividade das empresas e contribui para a integridade dos processos do governo brasileiro. A partir desta edição, as instituições premiadas não precisam passar por avaliação de seus programas de integridade ao participarem de contratações de grande vulto da Administração Pública Federal e o selo pode ser usado como critério de desempate em licitações. O benefício vale por dois anos, conforme a Portaria Normativa CGU nº 226, de 9 de setembro de 2025.
A edição 2025-2026 também consolidou outras novidades: a inserção de novos quesitos de avaliação das empresas relacionados à responsabilidade socioambiental, aos direitos humanos, à diversidade e à igualdade, reforçando uma visão ampliada de integridade empresarial; e a instituição do pré-requisito de adesão das empresas ao Pacto Brasil pela Integridade Empresarial para participar do Pró-Ética, outra iniciativa da CGU por meio da qual as empresas assumem, voluntariamente, o compromisso público com a integridade privada.
Avanços
Esta edição registou recordes de premiados e de interessados em participar do programa: 402 empresas acessaram o Sistema de Avaliação e Monitoramento de Programas de Integridade (SAMPI) da CGU, e 128 alcançaram os critérios necessários para o reconhecimento.
Em comparação com a edição anterior, houve aumento de aproximadamente 52% no número de empresas premiadas. Também foi registrado aumento de cerca de 11% do número de empresas interessadas em participar, que acessaram o sistema SAMPI.
Outro destaque da edição 2025-2026 foi o retorno das empresas estatais federais dos setores financeiro, de petróleo, gás e energia ao grupo de organizações com possibilidade de participação no Pró-Ética. Quatro empresas estatais foram premiadas, reforçando a consolidação de práticas de integridade, governança e transparência nessas instituições.
Programa Empresa Pró-Ética
Consolidado como uma das principais iniciativas públicas de fomento à integridade empresarial no país e internacionalmente, o Pró-Ética simboliza o reconhecimento para instituições que possuem programas de integridade de excelência, comprometidas com a prevenção, detecção e remediação de atos de corrupção e fraude, assim como com a responsabilidade social, ambiental e respeito aos direitos humanos, contribuindo significativamente para a disseminação de boas práticas de governança, ética e sustentabilidade no ambiente corporativo brasileiro.
O programa foi reconhecido por organismos internacionais como agências da Organização das Nações Unidas, a Society of Corporate Compliance and Ethics (SCCE) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A premiação reafirma o compromisso da CGU com sua política pública de prevenção da corrupção através do fortalecimento da cultura de integridade no setor privado e evidencia a evolução do programa ao longo de suas edições, refletida no crescente engajamento das empresas. Além de reconhecer instituições que se destacam pela adoção de medidas robustas de integridade, a iniciativa impulsiona o diálogo entre os setores público e privado e incentiva a construção de um ambiente de negócios cada vez mais ético e transparente.
Confira no Painel Pró-Ética informações detalhadas sobre as empresas aprovadas na edição 2025-2026, bem como dados analíticos relacionados ao histórico das edições anteriores.
Além da cerimônia de premiação das empresas aprovadas no Programa Pró-Ética 2025-2026, a agenda contou com painéis voltados ao compartilhamento de experiências entre organizações reconhecidas pelo programa, debates sobre os desafios contemporâneos da integridade corporativa e discussões sobre temas estratégicos relacionados à governança, compliance e promoção de ambientes de negócios mais íntegros e sustentáveis.
Acesse as fotos do evento no Flickr da CGU
Dia da Integridade Empresarial
A programação também foi marcada pelo lançamento do Painel Lei Anticorrupção e Integridade Privada em Dados, ferramenta de transparência pública que reúne, em uma única plataforma, informações sobre o Pró-Ética, o Pacto Brasil e processos de responsabilização de empresas e acordos de leniência.
A CGU lançou, ainda, a versão atualizada do Guia do Programa de Leniência Anticorrupção, que reúne, em uma única referência técnica, as regras e etapas dos acordos de leniência previstos na Lei Anticorrupção.
Além disso foi apresentada a terceira edição do Manual de Responsabilização de Entes Privados e anunciada a abertura de uma Consulta Pública para uma proposta de regulamentação relacionada à desconsideração da personalidade jurídica em processos administrativos de responsabilização.