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IV FG destaca-se pela participação da sociedade civil
O maior avanço do IV Fórum Global Contra a Corrupção foi a participação de representantes da sociedade civil nas oficinas e painéis. A iniciativa do governo brasileiro de convidar organizações não-governamentais (ONGs) e representantes das universidades foi aplaudida pelos participantes do Fórum. O evento reuniu delegações 103 países, somando cerca de 1.800 participantes.
Na cerimônia de encerramento do Fórum, a ministra de Serviços e Administração Públicos da África do Sul, Geraldine Moleketi, destacou que o envolvimento de segmentos da sociedade nas discussões fará com que as medidas de combate à corrupção sejam aplicadas mais rapidamente. Ela ainda elogiou o Programa de Fiscalização a partir de sorteios públicos, instituído pela Controladoria-Geral da União (CGU). "O governo brasileiro não está apenas adotando medidas punitivas, mas também sendo rigoroso em ações preventivas", afirmou.
O diretor de Governança Global do Banco Mundial (Bird), Daniel Kaufmann, comentou a capacidade de organização do Brasil, que ampliou o evento - nos três primeiros Fóruns, os participantes representavam apenas entidades governamentais. "A participação da sociedade civil e dos acadêmicos reflete a abertura democrática do Brasil", afirmou. Kaufmann elogiou ainda a dinâmica das oficinas e painéis, com mais debate e menos discursos longos.
O diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, disse que o IV Fórum de Combate à Corrupção conseguiu "com grande competência" reunir, pela primeira vez, representantes da sociedade civil. Abramo também destacou que, pela primeira vez, foram discutidos assuntos como a mensuração da corrupção e os limites das ONGs na fiscalização do Estado.
O representante do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), Reiner Pungs, também considerou uma excelente iniciativa a inclusão da sociedade civil nas discussões. Disse, ainda, que a realização do Fórum é importante para que os países conheçam as experiências de outras nações. "Tenho certeza que algumas medidas adotadas pelo Brasil serão adotadas por outros países", afirmou.