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ENFRENTAMENTO AO FEMINICÍDIO
Agenda do Mercosul em 2027 e 2028 integrará proposta brasileira de pacto contra o feminicídio
Ministra Márcia Lopes participa da 27ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM) - Foto: Divulgação
Durante a 27ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM), em Montevidéu, no Uruguai, o Governo Federal assegurou a inclusão da proposta brasileira de um Pacto Mercosul de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência contra as Mulheres no Programa de Trabalho 2027–2028. A medida mantém o tema na agenda regional pelos próximos dois anos, enquanto a adoção do pacto permanece em negociação.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou do evento. A reunião teve como eixos centrais o enfrentamento ao feminicídio e a promoção da autonomia econômica das mulheres na região.
Apresentada pelo Brasil em maio, em Assunção, no Paraguai, a proposta do pacto busca articular os países na prevenção da violência, na proteção às mulheres e no acesso à Justiça. Ao defender essa cooperação, Márcia Lopes destacou que os desafios enfrentados pelas mulheres ultrapassam as fronteiras nacionais.
“A violência contra as mulheres, a violência política, as desigualdades no mundo do trabalho e a sobrecarga do cuidado exigem respostas articuladas. Nenhum país precisa enfrentar esses desafios isoladamente”, afirmou a ministra.
ACORDO MERCOSUL-UE — Na discussão sobre o Acordo Mercosul–União Europeia, o Brasil defendeu a incorporação da perspectiva de gênero à implementação do acordo e às políticas de comércio e integração produtiva. A proposta é reduzir as barreiras de acesso ao crédito, à tecnologia, aos mercados e aos espaços de decisão econômica. O debate abrange trabalhadoras, agricultoras familiares, empreendedoras, cooperativistas e mulheres da economia solidária, com atenção às desigualdades de gênero e raça.