MDIC e INPI apresentam estudo relacionado à análise de patentes voltadas para o tratamento do câncer
Levantamento se alinha à missão 2 da Nova Indústria Brasil, que busca alavancar os investimentos no Complexo Industrial da Saúde
Um estudo focado em biofármacos essenciais no tratamento de câncer de mama foi apresentado durante webinar do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), no dia 3 de abril, que contou com a participação da secretária de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Andrea Macera, e do presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Júlio Castelo Branco, assim como de diversos especialistas no tema.
O estudo oferece uma análise detalhada do cenário de patentes e do mercado de anticorpos monoclonais, com identificação de oportunidades e desafios para a produção nacional de medicamentos.
Confira o estudo completo neste LINK.
Assista a gravação do evento AQUI.
“O GIPI continuará apoiando iniciativas que promovam a inovação, a competitividade industrial e o acesso à saúde no Brasil, buscando intermediar o diálogo entre especialistas de propriedade intelectual e atores relevantes do setor produtivo e das políticas públicas de saúde, indústria e inovação”, argumentou Andrea Macera.
Desenvolvido pelo Grupo Técnico de Inteligência em Propriedade Industrial (GTIPI), o estudo se concentra nos anticorpos monoclonais Trastuzumabe e Pertuzumabe, escolhidos por estarem presentes na lista da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), com registro válido disponível nos dados abertos da Anvisa e de mais alto custo para o Sistema Único de Saúde, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Também está alinhado com a missão 2 da Nova Indústria Brasil (NIB), que busca alavancar investimentos no Complexo Industrial da Saúde.
O estudo possibilita que empresas, governo e instituições de pesquisa alinhem esforços de P&D com demandas do mercado e oportunidades tecnológicas a partir da identificação de áreas estratégicas. O levantamento de informações sobre pedidos de patente, titulares, tecnologias áreas terapêuticas e prazos de exclusividade pode ser utilizado para orientar estratégias de desenvolvimento tecnológico pela indústria, além de identificar concorrentes ou fornecedores. O banco de dados também pode ser usado para direcionar pesquisas em áreas com maior potencial de inovação e impacto social pela academia.
Como parte da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual, o estudo atende a um de seus objetivos centrais, ao fornecer informações tecnológicas presentes na base de dados de propriedade industrial para subsidiar políticas públicas de inovação, regulação e compras governamentais, contribuindo para a tomada de decisões mais assertiva.