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Fundação Palmares reúne sete cantoras negras e saúda sete Iemanjás
Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nalia, Paula Lima e Rosa Marya Colin
Por Suzana Varjão
Yèyé significa mãe, em yoruba; yèyé omó ejá[1], mãe cujos filhos são peixes; mãe d´água – ou Iemanjá. Mito africano, reverenciado em quase todo o mundo, Iemanjá nasceu negra, mas foi embranquecendo, na esteira do mimetismo dos negros escravizados com a cultura de seus dominadores. Para reafirmar as origens desta bela lenda, sobem ao palco do Teatro Nacional de Brasília, nesta sexta-feira (20), sete grandes intérpretes negras da Música Popular Brasileira.
Mães D´Água – Yèyé Omó Ejá, o concerto produzido pela Fundação Cultural Palmares para celebrar seus 22 anos de criação, promove um inédito encontro entre Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nália, Paula Lima e Rosa Marya Colin, que, sob a regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca, executarão um repertório composto por canções que saúdam a rainha das águas. Como linha-guia do concerto, os sete mais conhecidos arquétipos da iyabá (feminino de orixá) das águas.
O MITO – Reza a mitologia yoruba que o(a) dono(a) do mar é Olokun – deus masculino em alguns países africanos, feminino em outros. Yemojá (yèyé + omó + ejá) é saudada como odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá (subgrupo dos Yoruba da Nigéria), de onde ambas as divindades são originárias. Mas o mito correu mundo, e Yemojá instalou-se em lagos doces e salgados, enseadas, quebra-mares e junções entre rio e mar, assumindo diferentes formas, etnias, vestes, nomes, temperamentos, poderes.
Numa das mais recorrentes versões da lenda africana, Yemojá é considerada a mãe de todas as divindades yorubas. Nascida da união de Obatalá (o Céu) com Odudua (Terrestre), desposa o irmão, Aganju, com quem tem um filho, Orungã. A representação africana de Édipo apaixona-se pela mãe, que, ao fugir de sua perseguição, cai de costas e morre. Seu corpo dilata-se. Dos grandes seios brotam duas correntes de água, que formam um grande lago; do ventre rompido, nascem os deuses e deusas.
Celebrada em vários países, notadamente nos da Diáspora africana, Yemojá (Yemojá/ Iemojá) é quase sempre representada como uma divindade branca, sendo chamada, também, de Yemayá (Yemaya) e de Iyemanjá (Yemanjá/Iemanjá), como é mais conhecida no Brasil. Uma das poucas nações que assumem a etnia original da iyabá é Cuba. Na ilha de Fidel, Iemanjá é negra, governa os mares, usa as cores azul e branca, assume o nome cristão de la Virgen de la Regla e é a padroeira dos portos de Havana.
BRASIL – Em nosso País, Iemanjá também é considerada a rainha do mar, mas sua representação simbólica é predominantemente branca. É festejada em vários estados, mas as datas diferem de um para outro. No Rio de Janeiro, por exemplo, o culto ocorre em 31 de dezembro, na passagem de ano, quando os devotos oferecem presentes à iyabá, na esperança de que ela carregue os problemas para o fundo do mar e faça emergirem dias melhores.
Na Bahia, a celebração ocorre em 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Candeias, uma das santas católicas com as quais a divindade africana foi camuflada, para a sobrevivência do culto. Além de Nossa Senhora de Candeias, Iemanjá foi também sincretizada com a Virgem Maria, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Piedade. Entre as oferendas que a vaidosa iyabá mais gosta estão espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes.
O ESPETÁCULO – Sob direção artística de Fábio Espírito Santo e regência do Maestro Ângelo Rafael Fonseca, o concerto Mães D´Água – Yèyé Omó Ejá irá exaltar as qualidades das sete representações mais conhecidas de Iemanjá, por meio do cancioneiro popular brasileiro, reunindo uma gama de compositores que vão de Dorival Caymmi a Lenine, passando por Vinícius de Moraes, e sete grandes intérpretes negras do Brasil, de diferente estilos e gerações.
Reunidas em blocos temáticos, solando ou em dueto, as intérpretes enfocarão a iyabá (o mito, a mulher); e sua morada (os mananciais), uma e outra sob ameaçada de extinção. Mas o mimetismo entre divas e divindades não será linear, ou óbvio. Estará expresso nas canções, nos “climas” visuais (iluminação, figurino, adereços…) e em vídeos, que exibirão ritos ligados a Iemanjá e trechos de uma entrevista com uma mãe de santo, filha de Iemanjá.
É um mimetismo, enfim, tão criativo quanto a idéia geral da programação que comemora os 22 anos de luta em defesa da cultura afro-brasileira. Como se fizesse uso das sete anáguas com as quais a rainha das águas protege seus filhos, A Fundação Cultura Palmares lançou incentivos culturais e interconectou sete capitais brasileiras, formando uma corrente simbólica que expressa a necessidade, o desejo e o empenho em preservar um dos maiores tesouros deste País – seu patrimônio imaterial.
[1] Encontra-se yèyé omó ejá grafado, ainda, como yèyé omo ejá; yeyê omo ejá; yeyé omó ejá ou ainda yeye omo ejá.
Os arquétipos
1. YEMOYO (Awoyó/ Yemowô/ Iemowô/ Iyemoyo/ Yemuo/ Yá Ori/ Ayio/ Bosá/ Odo).
É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado. Seu fundamento está no ori (representação do inconsciente humano), podendo curar doenças “da cabeça”. Veste verde-claro e suas contas são brancas e em tom cristal. Na África, é a mulher mais velha de Oxalá (criador do homem). Usa os trajes mais ricos e protege-se com sete anáguas para guerrear e defender seus filhos. Vive no mar, repousa na lagoa, come carneiro e, quando passeia, usa as jóias de Olokum (rei dos mares) e coroa-se com Oxumaré (deus do arco-íris).
2. OGUNTÉ (Ogunte).
Sob este nome, é a mulher de Ogum (Ògún Alagbedé / Ogum Alay Bebé), orixá da guerra, e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Veste branco, azul-marinho, branco-cristal, ou verde e branco. Vive nos recifes próximos da praia e é a guardiã de Olokum. Amazona terrível, traz, pendurados na cintura, um facão e outros instrumentos de ferro de Ogum. É severa, rancorosa, violenta. Detesta pato e adora carneiro.
3. YEWA (Ewa / Euá / Tuman/ Aynu/ Iewa/ Yemaya Maylewo / Maleleo/ Maiyelewo).
Yewa é, na verdade, o nome de um rio africano, paralelo ao rio Ògún, freqüentemente confundido, em algumas lendas, com a rainha das águas. E de acordo com essas versões, a iyabá Iemanjá vive no meio do oceano, no lugar de encontro das sete correntes oceânicas. Como Oxum (deusa do amor, da fecundação), tem relação com feitiçarias. É tímida, reservada, e incomoda-se quando alguém toca o rosto de sua iaô (iniciada), retirando-se imediatamente da festa.
4. ASABA (Assabá/ Saba/ Sabá/ Asdgba/ Soba).
Aquela cujo olhar é insustentável. Altiva, rabugenta, voluntariosa e dada a feitiçarias, escuta apenas virando-se de costas ou de perfil. Mulher de Orunmilá (ou Ifá, testemunha do destino), foi por ele expulsa, por ter usado, em sua ausência, seus instrumentos de adivinhação. Usa uma corrente de prata no tornozelo e manca de uma perna, devido a uma luta com Exu (mensageiro dos orixás). Tem afinidade com Nanã (orixá das chuvas), representa o fundo do mar, está sempre fiando algodão e veste branco.
5. YAMASSÊ (Iamassê/ Iya Masemale/ Iamasse/ Akura/ Akurá/ Akuara/ Ataramogba/ Iyáku).
Mãe de Xangô (deus andrógino, senhor do trovão e da justiça) e esposa de Oranian (rei da cidade de Ifé, Nigéria), foi quem cuidou de Oxumaré. Vive nas espumas do mar, cobre-se de lodo e algas marinhas, e, apesar de muito rica, é pouco vaidosa. Adora carneiro e é muito festejada durante as festas consagradas a Xangô. Suas contas são branco-leitosas, com rajadas em vermelho e azul, sendo cultuada nos rituais de cura da mortalidade infantil.
6. OLOSSÁ (Olossa/ Apara).
Olossá nomeia uma lagoa africana, na qual deságuam os rios Yewa e Ògún. E à semelhança do arquétipo Yewa, é associada à iyabá Iemanjá. Nesta versão do mito, a divindade africana vive na água doce, na confluência de dois rios, onde se encontra com sua irmã Oxum. Muito feminina e vaidosa, ela dança alegremente e com bons modos, cuida dos doentes e prepara remédios. Come com Oxum e Nanã. Veste verde-claro e suas contas são branco cristal.
7. YASESSU (Asesu/ Asèssu/ Assessu /Sesu / Sessu /Susure).
Voluntariosa, séria e respeitável, é a mensageira de Olokum. Vive em águas agitadas e sujas; esquece o que se lhe pede e põe-se a contar, meticulosamente, as penas do pato que lhe foi sacrificado. Caso erre os cálculos, recomeça a operação, que se prolonga indefinidamente. Ligada à gestação. Veste branco e verde-água e suas contas são em branco-cristal.
As divas
1. ALAÍDE COSTA
Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide é uma das grandes referências da Bossa Nova, por sua contribuição, como intérprete, para a definição do gênero musical, quando de seu surgimento, em 1957. Nascida no Rio de Janeiro, em 1935, consagrou-se, em 1964, com Onde está você, de Oscar Castro Neves e Lucevercy Fiorini. Seu canto incomparavelmente suave embalou o romance de muitos casais. Tem quinze discos gravados e cinqüenta anos de carreira, salpicada de prêmios e homenagens internacionais.
Contato:
Nelson Valencia
Tel.: (11) 3451-7764 / 9913-5410
nvalenci@uol.com.br
2. DAÚDE
Uma das expressões mais evidentes de nossa herança musical africana, Daúde começou a carreira cantando em casas noturnas e peças teatrais, onde desenvolveu sua forte presença de palco. Nascida em Salvador, aos 11 anos de idade mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vive. Passeia, sem sobressaltos, por vários estilos musicais – do samba ao rap, do jongo à MPB. Já com o primeiro disco, de 1995, conquistou o público e a crítica especializada, ganhando os prestigiosos prêmios Sharp de Música e APCA (Associação dos Críticos de Arte de São Paulo).
Contato:
Tel: (11) 3079-4399
falecomdaude@uol.com.br – andre@babelproducoes.com.br
3. LUCIANA MELLO
Aos 31 anos de idade, a paulista Luciana Mello é considerada uma das grandes intérpretes da MPB, surpreendendo pela espontaneidade nos palcos. Começou a cantar e gravar aos seis anos de idade, ao lado do pai, Jair Rodrigues, com quem fez um célebre dueto no disco Dois na bossa, gravado por Jair e Elis na década de 60. Com cinco discos e vasto repertório, passeia pela black music, pelo samba e pela baladas dançantes que compuseram as trilhas do filme Sexo, amor e traição e da novela Da cor do pecado.
Contato:
Tel: (11) 4612-0711
clo.rodrigues@uol.com.br
4. MARGARETH MENEZES
Cantora, compositora, produtora, atriz e empresária baiana, Margareth Menezes é uma das divas da axé-music, da MPB e do samba-reggae. Com 21 anos de carreira, correu todos os continentes, contabilizando 20 turnês mundiais e 12 álbuns lançados, sendo muito bem acolhida pela imprensa internacional – foi capa do The New York Times, Le Monde e Washington Post, apelidada de “Aretha Franklin brasileira” pelo Los Angeles Times. Atualmente apóia o (necessário) Movimento Afropopbrasileiro, patrocinado pela Fundação Cultural Palmares
Contato:
(71) 3237-0066
assessoria@margarethmenezes.com.br
5. MART´NÁLIA
Além de cantora e compositora, é uma grande percussionista. Seu talento chamou a atenção de Caetano Veloso, que assinou a direção artística do disco Pé de samba, e de Maria Bethânia, que produziu Menino do Rio. Tem dois DVDS e sete CDs gravados, sendo que os três últimos foram lançados em Portugal. Carioca de Vila Isabel, Mart´nália começou a cantar profissionalmente aos 16 anos, com o apoio do pai, Martinho da Vila. Mescla, freqüentemente, suas interpretações com humor, arrebatando o público.
Contato:
Márcia Alvarez
(21) 2210-1924
alvarezmarcia@uol.com.br
6. PAULA LIMA
Formada em piano clássico, dona de um swing e de uma potência vocal inigualáveis, a diva negra marcou sua entrada no mundo da música com o grupo Unidade Bop. Já no primeiro disco, É isso aí (2001), conquistou crítica e público. Sinceramente (2006), o terceiro disco da carreira, teve a primeira tiragem esgotada em menos de um mês. É considerada a “menina dos olhos” de Jorge Ben Jor, tendo, no decorrer de sua trajetória, cantado ao lado de ícones da música brasileira, como D. Ivone Lara, Milton Nascimento, Rita Lee e Zélia Duncan.
Contato:
(11) 2183-8383
marcia@agenciaproducao.com.br
7. ROSA MARYA COLIN
Cantora e atriz mineira, Rosa Maria iniciou a carreira musical no Rio de Janeiro, cantando jazz e Bossa Nova, no Beco das Garrafas, local consagrado como ponto de partida do movimento musical que ganhou o Brasil e o mundo. Nos anos 80, conquistou grande popularidade com uma versão cool e despretensiosa de California dreaming, para um comercial de TV. Sua voz potente e grave destacou-se, ainda, na primeira montagem brasileira do musical Hair. Na década de 90, mudou o nome para Rosa Marya Colin, por influência da numerologia.
Contato:
(21) 9604-5942
sioux_213@yahoo.com.br
REPERTÓRIO
– Caminhos do mar (Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão);
– Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes);
– Pedra e areia (Lenine e Dudu Falcão);
– Quem vem pra beira do mar (Dorival Caymmi);
– Canto de Iemanjá (Badem Pawell e Vinícius de Moraes);
– Conto de areia (Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento);
– O mar serenou (Candeia);
– Rainha do mar (Dorival Caymmi);
– Na beira do mar (Mateus e Dadinho);
– Agradecer e abraçar (Vevé Calazans e Gerônimo);
– Lenda das sereias (Vicente, Dionel e Veloso);
– Dois de fevereiro (Dorival Caymmi).
FICHA TÉCNICA
Argumento
Zulu Araújo
Idealização
Elisio Lopes Júnior
Roteiro
Fábio Espírito Santo e Angelo Rafael Fonseca
Direção artística
Fábio Espírito Santo
Direção musical e regência
Maestro Angelo Rafael Fonseca
Cantoras convidadas
Alaíde Costa
Daúde
Luciana Melo
Margareth Menezes
Mart?nália
Paula Lima
Rosa Marya Colin
Arranjos
Ataualba Meirelles (Músicas 2, 3,4 E 7)
Bira Marques (Músicas 8, 9 E 10)
Gerson Silva (Música 6)
Leandro Braga (Músicas 1, 11, 12 E 13)
Pedro Augusto Dias (Música 5)
Banda
Guitarra e violão: Gerson Silva
Teclado: Jelber Oliveira
Contrabaixo: Erick Firmino
Baterista: Tito Oliveira
Percussão: Iuri Passos e Elbermário
Orquestra
Violinos 1
Carolina Frederico (Spalla)
Thiago Cavalcanti
Igor Macarini
Daniel Cunha
Liliana Gayoso
Simone Mesquita
Diogo Brito
Violinos 2
Leonidas Caceres
Cristiane Da Costa
Esther Chung
Victor Obando
Juliana Barros
Fabianne Gotelipe
Vera Thomé
Violas
Daniel Marques
Jairo Diniz
Marie De Novion
Antônio Fábio Pereira
Fernanda Pavan
Jaqueline Martins
Violoncelos
David Gardner
Augusto Guerra Vicente
Sandra Vargas
Priscila Jota
Contrabaixos
Manoela Alves
Daniel Abreu
Flautas
Ariadne Paixão
Luciana Morato
Oboés
José Medeiros (Bobó)
Ana Clara Andrade
Clarinetas
Marcos Cohen
Hugo Macêdo
Fagotes
Gustavo Koberstein
Rodrigo Hoff mann
Saxofone
Bruno Medina
Trompas
Anderson Sabino
Tássio Vieira
Trompetes
Nilson Carvalho
Westonny Rodrigues
Trombones
Marcos Wander
Adil Silva
Percussão
Marcelo Riela
Fábio Oliveira
Carlos Tort
Depoimento
Mãe Railda
Concepção e operação de luz
Irma Vidal
Assistente de iluminação
Júnior Fried
Figurino
Márcia Ganem
Cenário e projeções
Davi Cavalcanti (Vj Gabiru)
Registro para DVD
Docdoma
Sofi a Federico
Kico Povoas
João
Paulo Henrique Alcântara
Anderson
Engenho de gravação de som
Tadeu Mascarenhas
Cenotécnicos
Leonardo Cinelli
Daniel Dinelli
Produção de cenário
Caio Couto
Coordenação da orquestra
Daniel Marques
Rodie
Cristiano Lisboa
Arquivista da orquestra
Fabianne Gotelipe
SERVIÇO
O quê: Concerto, com gravação de
DVD
Data: 20 de agosto
Horário: 21h
Local: Teatro Cláudio Santoro / Nacional de Brasília (Setor Cultural Norte, Via N 2 – em frente ao Conjunto Nacional de Brasília. Tels.: 61 3325-6239/6256)
Ingressos: Distribuição gratuita na bilheteria do teatro, nos dias 19 e 20, das 14h às 18h, ou até que os ingressos disponíveis sejam esgotados.
Agenda das celebrações
13 de agosto
Maceió
Espetáculo teatral Algo de negro
Horário: 16h
Local: Calçadão do Comércio (centro de Maceió)
Contato: Carlos Francisco Rodrigues
Tels.: (11) 7499-3284 ou (11) 3361-2223
E-mail: carlos.fran@oi.com.br
14 de agosto
São Luís
Encontro de tambores afrodescendentes com a cultura popular
Local: Praça Nauro Machado, Praia Grande, centro histórico de São Luís
Horário: 19h
Contato: Lindomar dos Santos
Tels: (31) 9804-7064
E-mail: lindoquimatic@yahoo.com.br
15 de agosto
Salvador
Vivaldo Conceição: Luminoso diamante negro na música baiana
(palestra, exposição multimídia, e baile)
Horário: 16h às 22h
Local: Forte de São Diogo (Porto da Barra)
Contato: Márcia Ferreira
Tel.: (71) 9194-8659
E-mail: www.lumecomunicacao.com.br
18 de agosto
São Paulo
Negras expressões
(moda e música)
Horário: 20h
Local: Casa das Caldeiras (Av. Francisco Matarazzo Nº 2000, Água Branca, São Paulo/SP)
Contato: Rodnei da Costa
E-mail: rodneidacosta@hotmail.com
Site: www.casadascaldeiras.com.br
19 de agosto
Brasília
LOCAL: Sede da Fundação Cultural Palmares (Setor Bancário Sul, Qd. 02, lt. 11. CEP.: 70.070-120, Brasília – DF – Brasil).
MANHÃ
9h às 9h30. Café da manhã (corredor principal do 1º subsolo da FCP)
9h30 às 10h. Lançamento dos livros O negro na TV pública, de Joelzito Araújo, e Revolução constitucionalista, de Maurício Pestana (hall de entrada do 1º subsolo da FCP)
10h às 10h30. Coletiva de imprensa com presidente da FCP, cantoras e diretores do concerto (auditório da FCP).
10h30 às 11h. Abertura oficial do seminário A cultura negra em debate e das atividades comemorativas dos 22 anos da Fundação Cultural Palmares, por autoridades convidadas (auditório da FCP).
11h às 13h. Painel 1 – Direitos autorais e a proteção e disseminação da cultura negra: uma discussão necessária (auditório da FCP).
Participantes:
– José Vaz de Souza Filho. Coordenador Geral de Gestão Coletiva e Mediação (Secretaria de Políticas Culturais/MinC)
– Bruno Ferreira Maceió. Secretaria de Políticas Culturais/MinC
– Cristiane Olivieri. Advogada e especialista em Direitos Autorais para a Cultura (a confirmar)
Coordenação: Zulu Araújo – Presidente da Fundação Cultural Palmares
13h às 15h. Almoço
TARDE
15h às 17h. Painel 2 – Cultura negra: conceito antropológico e político. O papel da Fundação Cultural Palmares na contemporaneidade.
Participantes:
– Terezinha Bernardo. Doutora em Antropologia e Professora da PUC/SP
– Nelson Inocêncio. Doutorando em Artes, Professora da UnB e artista plástico
– Alex Ratts. Doutor em Antropologia e Professor UFG
– Carlos Benedito Rodrigues. Doutor em Antropologia e Professor UFMA
– Carlos Eugenio Líbano – Doutor em História e Professor UFBA
Debatedor: Sales Augusto dos Santos. Doutor em Ciências Sociais
Coordenação: Eliane Borges da Silva. Chefe de Gabinete da FCP e Doutora em Ciência da Informação
20 de agosto
Brasília
LOCAIS:
Sede da Fundação Cultural Palmares (Setor Bancário Sul, Qd. 02, lt. 11. CEP.: 70.070-120, Brasília – DF – Brasil).
Teatro Cláudio Santoro / Nacional de Brasília (Setor Cultural Norte, Via N 2 – em frente ao Conjunto Nacional de Brasília. Tels.: 61 3325-6239/6256).
MANHÃ (sede da Palmares)
11h às 11h30. Bênção
11h30 às 12h. Apresentação de samba-de-roda do Recôncavo (grupo Raízes de Angola)
TARDE (sede da Palmares)
12h às 13h. Caruru
13h às 16h. Show de samba (grupo Volta por Cima)
16h. Encerramento
NOITE (Teatro Nacional de Brasília)
20h30 às 21h. Solenidade de entrega do Troféu Palmares
21h. Concerto Mães D´Água (Yèyé Omó Ejá)
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A exposição fotográfica A força das mulheres na cultura afro-brasileira, organizada pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares, poderá ser visitada nos dias 19 e 20, na galeria da FCP.
21 de agosto
Porto Alegre
Uandá – Africanidades sul-brasileiras: Ritmos, poéticas e corpos
Horário: 18 às 22 horas
Local: Associação Satélite Prontidão (Avenida Aparício Borges, 288, bairro Glória, Porto Alegre)
Contato: Tels: (51) 3517 1973 ou (51) 3516 1973
E-mail: africa.sulbrasileira@gmail.com
Site: http://uandanarede.blogspot.com
22 de agosto
Rio de Janeiro
Do jongo ao samba
Encontro de baianas do jongo, do santo e do samba
Horário: a partir das 14h
Local: Rua Sacadura Cabral, 154 (The Week), com cortejo para a Pedra do Sal
Entrada franca: confirmar presença pelo e-mail aniversariopalmares.rj@gmail.com