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Fundação Cultural Palmares empossa Conselho Curador para mandato 2026–2029
A Fundação Cultural Palmares realizou, nesta sexta-feira (8), em Brasília, a cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Curador da instituição para o mandato 2026–2029. O ato reuniu autoridades do Governo Federal, representantes da sociedade civil, intelectuais, lideranças religiosas, artistas e personalidades históricas da luta pela valorização da cultura afro-brasileira.
A solenidade foi conduzida pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, pelo presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues, pela Ministra Substituta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline dos Reis e pelo primeiro presidente da entidade, Carlos Alves Moura.
O Conselho Curador é uma instância colegiada de caráter estratégico responsável por orientar, acompanhar e fortalecer as diretrizes institucionais da Fundação Cultural Palmares, contribuindo para o aprimoramento da governança, da transparência e das políticas públicas voltadas à promoção da cultura afro-brasileira.
Durante a cerimônia, João Jorge Rodrigues destacou a importância histórica do conselho e o papel da participação social na reconstrução institucional da Fundação Palmares.
“O conselho tem um papel fundamental: democratizar, respeitar diferentes posições”, afirmou. Segundo o presidente, a composição do colegiado foi construída a partir da pluralidade de trajetórias, experiências e formas de pensamento presentes no movimento negro e na sociedade civil brasileira.
João Jorge também ressaltou a resistência dos servidores da instituição diante dos desafios enfrentados nos últimos anos.
“Palmares tem uma diretoria, tem conselho curador, tem uma equipe de funcionários fantásticos, servidores fantásticos, que resistiram duramente ao autoritarismo”, declarou.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, enfatizou que a criação e fortalecimento do conselho fazem parte do compromisso do Governo Federal com a participação popular e com a valorização da diversidade cultural brasileira.
“Queremos que as políticas da fundação sejam ações perenes, inclusivas, democráticas e orientadas de maneira estratégica e eficaz”, afirmou.
A ministra também destacou o papel das políticas culturais no enfrentamento ao racismo e na promoção da justiça social.
“Políticas públicas de cultura são poderosas ferramentas no combate ao racismo e à discriminação”, disse.
Representando os conselheiros empossados, Carlos Alves Moura reforçou a responsabilidade histórica assumida pelo colegiado.
“Precisamos buscar caminhos para superar o racismo e construir uma pátria onde a comunidade negra seja respeitada”, afirmou.
Já a ministra substituta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis, destacou o simbolismo do fortalecimento institucional da Fundação Cultural Palmares no atual contexto democrático do país.
“Mais do que uma função administrativa, o conselho curador tem uma missão histórica”, declarou.
A cerimônia contou ainda com a presença de representantes de ministérios, autarquias federais, instituições culturais, organizações da sociedade civil, lideranças religiosas e representantes do movimento negro brasileiro, entre eles Junior Afro, diretor do Sistema Nacional de Cultura do MinC; RAPPIN’ HOOD; Vilma Reis; Antônio Carlos “Vovô do Ilê”; representantes do MEC, MIR, do IPHAN, do Instituto Peregum e do TikTok Brasil.
Conselho Curador
Tomaram posse representantes da sociedade civil e do poder público federal, incluindo membros ligados às áreas da cultura, educação, patrimônio histórico, igualdade racial e direitos humanos.
Entre os conselheiros titulares da sociedade civil estão Carlos Alves Moura, Ivair Augusto Alves dos Santos, Antônio Carlos Gomes Conceição, Sinara Rúbia Ferreira, Vilma Maria dos Santos Reis, Ana Verônica Bispo dos Santos e Zezito de Araújo.
Palmares Qualifica
Ainda no evento, a Fundação Cultural Palmares lançou oficialmente o programa Palmares Qualifica, iniciativa criada para ampliar o acesso de coletivos, organizações culturais e fazedores de cultura afro-brasileira às políticas públicas de financiamento cultural.
O programa oferecerá conteúdos formativos, vídeos orientativos e informações sobre elaboração de projetos, organização documental, execução financeira, prestação de contas e acesso a editais públicos.
A iniciativa é voltada especialmente para comunidades quilombolas, povos de terreiro, organizações da sociedade civil, artistas e agentes culturais afro-brasileiros de todo o país.