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Exposição reúne peças da cultura africana no Ministério da Justiça
Carlos Moura posa para foto com os alunos do Centro de Ensino Fundamental 04 do Gama e o curador da exposição, Carlos Trindade
Por Drielly Jardim
Teve início na tarde da última segunda-feira (27), a exposição Arte e Cultura Africana realizada pela Fundação Cultural Palmares, que segue até 6 de setembro, no Salão Negro do Ministério da Justiça. A mostra, que também marca o 24º aniversário da FCP, é um dos eventos da instituição na preparação da Década dos Povos Afrodescendentes, que terá início em dezembro deste ano, conforme resolução da Organização das Nações Unidas (ONU).
O lançamento contou com as presenças do coordenador geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da FCP (CNIRC), Carlos Moura, representando o presidente, Eloi Ferreira de Araujo; do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, representando o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; do decano do Corpo Diplomático da África no Brasil, embaixador Thomas Sukutai Bvuma; do assessor da Coordenação Geral da CPLP no Itamaraty Alisson Gasparete; dos embaixadores da África do Sul, Argélia, Zimbábue, Sudão, Marrocos, Cabo Verde, Benin, Burkina Faso e dos alunos do Centro de Ensino Fundamental nº 4, do Gama.
Durante o lançamento, o coordenador geral do CNIRC, Carlos Moura, afirmou que o objetivo da Fundação Palmares ao realizar a exposição é tentar estreitar cada vez mais os laços sociais, culturais, políticos econômicos e educacionais entre África e Brasil. “Para que possamos neste presente, vinculados ao nosso passado, continuarmos na construção de um país que reconhece suas origens e que busca as suas matrizes”, disse.
Ainda segundo Carlos Moura, a mostra também pretende apresentar à sociedade brasileira os valores culturais africanos. “É nosso dever revelar o que existe de criatividade e o que existe de belo naquilo que representa a integralidade do ser humano por trás da essência fulgurante da África”, afirmou o coordenador do CNIRC.
O embaixador Thomas Sukutai Bvuma parabenizou à Fundação Cultural Palmares pelo seu 24º aniversário e afirmou que a exposição é uma oportunidade de se aprender sobre a cultura africana. “Nós sabemos que temos muitos pontos comuns entre as culturas africana e brasileira, então, que essa exposição seja uma oportunidade de intercâmbio entre as duas culturas”, afirmou.
O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, exaltou a parceria com a FCP para a realização da mostra e agradeceu a contribuição de todas as embaixadas participantes. “Para nós é muito importante ter toda essa riqueza cultural instalada em nosso ministério”, declarou.
Arte Africana e Educação – A exposição Arte e Cultura Africana foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares e contará com 130 peças que retratam a cultura de África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Botsuana, Cabo Verde, Cameroun, Etiópia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Sudão, Zâmbia e Zimbábue.
Para a professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Márcia Severino de Oliveira, a exposição é muito importante para reafirmação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira em todas as escolas brasileiras. “É muito importante mostrar aos alunos que a união das embaixadas deu certo para nos presentear com toda essa diversidade cultural”, afirmou.
O artista plástico Ronaldo Ferreira concorda com Márcia e lembra que iniciativas como a da exposição levam os estudantes a ter outro olhar sobre a cultura brasileira. “A Fundação Cultural Palmares está de parabéns pela realização dessa mostra, que reafirma a Lei 10.639 e insere a rede de ensino nesse momento”, concluiu.
Os visitantes podem conferir a exposição no Salão Negro do Ministério da Justiça de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h. A entrada é gratuita.