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ARENA BRASIL – UM PAÍS NA ARENA
O nosso tempo é um novo tempo – em que as nossas raízes são base para a construção de um futuro digno e igual. É por isso que a Fundação Cultural Palmares, em parceria com o Ministério da Cultura, criou o Projeto Arena Brasil, que visa marcar culturalmente as datas cívicas brasileiras.
Nosso objetivo é realizar, ainda em 2011, mais quatro edições desse projeto, contemplando as demais macrorregiões do País. Estamos começando pelo Centro-Oeste e a ideia é seguir pelo Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, em datas representativas para a nossa soberania.
O ato cívico é o momento em que o cidadão demonstra patriotismo à nação. O dia 1º de janeiro é marcado pela Confraternização Universal, momento de recomeço, de renovação. É um momento de fortalecimento das muitas identidades do nosso povo.
Grupos de cultura afro-brasileira, misturados a manifestações indígenas, hip-hop, música de todos os ritmos, dança e cultura popular, estarão preenchendo a programação dessa data tão especial.
Das 10 às 21 horas do primeiro dia de 2011, a Esplanada dos Ministérios é do povo, é da arte dos quatro cantos do Brasil.
Venha prestigiar a cultura do nosso povo!! Participe!
E tenha orgulho da cara do seu País!
Fundação Cultural Palmares/ MinC
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PROGRAMAÇÃO
1º DE JANEIRO DE 2011
TENDA 1 – REGIÃO NORTE
(Esplanada dos Ministérios)
Mostra de Artesanato Tradicional da Região Norte – Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart)
- Carlos Baía – Balata Monte Alegre, Santarém/PA
- Emivaldo Cunha – Capim Dourado do Jalapão,Mateiros/TO
- Erivaldo Olar – Novo Airão/AM
- Francisco Rodrigues – Mobiliario do Rio Tapajós/PA
- Guilherme Santana – Icoaraci, Belém/PA
- Raimunda Azevedo – Cuias de Santarém/PA
- Selma Lopes – Arapiuns, Santarém/PA
- Simeão Bezerra – Novo Airão/AM
- Valdeli Alves – Abaetetuba/PA
10 às 11h
Tambor de Couro: Projeto Tambores do Tocantins – Sussa, Catira, Congada e composições tocantinenses (Porto Nacional/TO)
11 às 12h
Danças Tradicionais Macuxi: Mestre Jaci, Dona Bernaldina, Dona Laudisia e Rosilda Macuxi (Tuxauas) – Ritual Maruwai, danças Parixara e Tukui (Terra Indígena Raposa Serra do Sol/RR)
12 às 13h
Flor Ribeirinha: Grupo Flor Ribeirinha – Siriri (Cuiabá/MT)
13 às 14h
Cortejo cívico-cultural
Grupo Jabuti-Bumbá – Cordão de Boi (Rio Branco/AC)
14 às 18:30h
INTERVALO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL
TENDA 2 – REGIÃO SUL
(Esplanada dos Ministérios)
Mostra de Artesanato Tradicional da Região Sul – Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart)Baltasar Andruchewicz – Bordado Ucraniano e Pêssankas de Iracema, Itaiópolis/SC
- Celia Miretki – Itaiópolis/SC
- Doralice Horn – Mafra/SC
- Efigênia Rolim – Curitiba/PR
- Elisa Sousa – Renda de Bilro de Florianópolis/SC
- José Hélio Leite – Curitiba/PR
- Luciano José Ferreira – Blumenau/SC
- Nerivalda Sousa – Renda de Bilro de Florianópolis/SC
10 às 11h
Fandango: Grupo Pés de Ouro – Fandango (Paranaguá/PR)
11 às 12h
Sombrero Rock Show: Sombrero Luminoso – Rock (Porto Alegre/RS)
12 às 13h
Vesselka: Grupo Folclórico Ucrania-no Brasileiro Vesselka – Balé (Prudentópolis/PR)
13 às 14h
Cortejo cívico-cultural
Boi de Seu Teodoro: Bumba Boi de Seu Teodoro – Boi (Brasília/DF)
14 às 18:30h
INTERVALO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL
18:30h
Cartão Postal Bomba: G.O.G. – Hip Hop (Brasília/DF)
TENDA 3 – REGIÃO SUDESTE
(Esplanada dos Ministérios)
Mostra de Artesanato Tradicional da Região Sudeste – Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart)Joseane Sampaio (Josi) – Figuras de Barro de Taubaté – Jaú/SP
- Gecina Oliveira – Vale do Urucuia/MG
- Jose Antonio Neto – Mobiliário e instrumentos musicais – Chapada do Norte/MG
- Mauro Santos – Cerâmica de Campo Alegre – Turmalina/MG
- Nívea Ribeiro – Tecelagem de Unaí/MG
- Ulisses Santos – Coqueiro Campo – Turmalina/MG
- Valdomiro Campos – Utilitários em flandres e cestaria em bambu – Januaria/MG
10 às 11h
Jongo, um novo olhar: Grupo Jongo de Piquete – Jongo (Piquete/SP)
11 às 12h
Brô MC’s: Grupo Brô MC’s – Hip Hop (Reserva Indígena Jaguapiru, Dourados/MS)
12 às 13h
Fidelidade a Brasília: Zé Mulato e Cassiano – Música Caipira (Brasília/DF)
13 às 14h
Cortejo cívico-cultural
Cia. Mambembrincantes (Brasília/DF)
14 às 18:30h
INTERVALO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL
18:30h
Samba da Vela: Comunidade Samba da Vela – Samba (São Paulo/SP)
TENDA 4 – REGIÃO NORDESTE
(Esplanada dos Ministérios)
Mostra de Artesanato Tradicional da Região Nordeste – Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart) José da Cunha Filho – Brinquedos tradicionais de Recife/PE
- Socorro Galeno – Renda de bilro de Morro da Mariana – Ilha Grande/PI
- Umbelino Pimenta – Bordados do Bumba-meu-boi – São Luis/MA
- Keise Oliveira – Tecelagem de Poço Verde/SE
- Edlene Xavier – Rendas de Marechal Deodoro – Maceió/AL
- Janicleide Oliveira – Rendas de Icapuí/CE
- Edjane Lima – Mamulengo de Glória do Goitá/PE
- Antonia Mendonça – Chã dos Pereira – Ingá/PB
10 às 11h
Sabedoria Popular: Si Bobiá a Gente Pimba – Quadrilha (Brasília/DF)
11 às 12h
Cara Nova: Banda Cara Nova – Forró (Brasília/DF)
12 às 13h
Marafreboi: Orquestra Popular Marafreboi – Frevo (Brasília/DF)
13 às 14h
Cortejo cívico-cultural
Seu Estrelo e o Fuá no Terreiro – Samba Pisado (Brasília/DF)
14 às 18:30h
INTERVALO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL
18:30h
Ciranda de Ritmos: Lia de Itamaracá – Ciranda, Coco, Frevo e outros (Itamaracá/PE)
PROGRAMAÇÃO INFANTIL
(Esplanada dos Ministérios)
10 às 13h
Apresentação de Mamulengos: Mamulengo Sem Fronteiras – Mamulengo (Brasília/DF)
13 às 14h
Cortejo cívico-cultural
Bonecos Gigantes e Pernas de Pau: Mamãe Taguá (Brasília/DF)
PALCO CENTRO – OESTE
(Praça dos Três Poderes)
18:30 às 21h
SHOW “CINCO RITMOS DO BRASIL”
Cantoras convidadas
- Elba Ramalho
- Fernanda Takai
- Gaby Amarantos
- Mart´nália
- Zélia Duncan
CALENDÁRIO
ARENA BRASIL 2011
- 1 de janeiro Dia da Confraternização Universal (Região Centro-Oeste)
- 22 de abril Descobrimento do Brasil (Região Nordeste)
- 11 de agosto Dia da Consciência Nacional (Região Sudeste)
- 7 de setembro Proclamação da Independência do Brasil (Região Sul)
- 15 de novembro Proclamação da República (Região Norte)
QUEM É QUEM
Elba Ramalho
Filha do Nordeste brasileiro, nascida no sertão da Paraíba, dona de um timbre inconfundível e de uma energia eletrizante. Esta é Elba Ramalho, que mantém a verve de iniciante e contagia o público por onde passa, levando seu canto agridoce para as mais diversas plateias nacionais. Com três décadas de carreira, a Ave de Prata continua a dar um banho de musicalidade.
Fernanda Takai
Nascida no Amapá, Fernanda vive desde os nove anos de idade em Belo Horizonte, onde iniciou a carreira musical. Ainda como vocalista da banda mineira Pato Fu, lançou-se em 2007 em carreira solo. Além de cantar, Fernanda toca guitarra, violão e compõe para a banda. Em 2001, ela entrou na lista das 10 melhores cantoras do mundo, selecionada pela revista Time.
Gaby Amarantos
Ainda criança, esta paraense resolveu cantar nas missas da igreja que frequentava, mas aos 16 anos foi proibida pelo padre, que julgava que ela estava “animando demais” o ritual. Hoje é conhecida como “Beyoncé do Pará”, título que ganhou após cantar o sucesso “Tô solteira”, versão de “Single Ladies”. Gaby Amarantos é sucesso no Norte do Brasil, onde inventou o ritmo “tecnomelody”.
Mart’nália
Filha do sambista Martinho da Vila e da cantora Anália Mendonça, Mart’nália começou a carreira profissional aos 16 anos, fazendo vocais de apoio para o pai, ao lado da irmã, Analimar. Também é “afilhada” de grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, diretor artístico e autor da faixa-título de seu disco “Pé do meu Samba”, e Maria Bethânia, que produziu “Menino do Rio”.
Zélia Duncan
Nascida em Niterói, RJ, Zélia começou a carreira em Brasília, com Oswaldo Montenegro. Começou a cantar profissionalmente em 1981, e após abrir um show de Luis Melodia, no Teatro Nacional de Brasília, foi selecionada para representar a Capital Federal no projeto Pixinguinha, no elenco de Wagner Tiso e Cida Moreyra. Com voz grave e suave, Zélia se consagrou com o segundo CD, como cantora e compositora pop.
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Banda Cara Nova (Brasília/DF)
Tudo começou em 1980, quando os amigos Toninho Vieira (sanfona), Maciel do Forró (triângulo) e Antonio Cecílio (zabumba) formaram um grupo para tocar em uma festa de confraternização. Penetrando no circuito forrozeiro de Brasília, dividiram palco com artistas como Zélia Duncan, Legião Urbana e outros surgidos na mesma época. O grupo anima as principais festas juninas do Distrito Federal ao lado de vários artistas.
Brô MC’s (Reserva Indígena Jaguapiru, Dourados/MS)
O hip hop deste grupo indígena, da etnia Guarani Kaiowá, chegou ao CD depois de participar de uma oficina de rap na aldeia Jaguapiru Bororó, onde vivem. O Brô nasceu durante as gravações do filme Terra Vermelha, em 2008. Os temas trabalhados buscam denunciar a situação difícil vivida pelo povo Guarani no Mato Grosso do Sul, mas também experimentar a mistura original de culturas aparentemente tão distantes.
Bumba Boi de Seu Teodoro (Brasília/DF)
A paixão de Teodoro Freire pelo Boi nasceu ainda na infância. Hoje com 89 anos de idade, ele ainda não perdeu o encanto. Seu Teodoro mudou-se para Brasília em 1962 e no ano seguinte, criou o Centro de Tradições Populares, em Sobradinho. O Bumba-meu-Boi, uma espécie de auto, encena o rapto, a morte e a ressurreição do boi. Seu Teodoro foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural pelo presidente Lula e o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil.
Cia. Mambembrincantes (Brasília/DF)
A Cia. Mambembrincantes iniciou sua trajetória cênico-musical na Europa. De volta ao Brasil, além de pesquisar novos ritmos da cultura popular brasileira, começou a produzir brinquedos e instrumentos com materiais reciclados e naturais. Sua sonoridade é toda gerada por instrumentos tradicionais e repleta de influências oriundas da Catira, Congada, Folia de Reis e do Reisado e Bumba-meu-boi, entre outras.
Comunidade Samba da Vela (São Paulo/SP)
A principal característica da Comunidade Samba da Vela é reunir dezenas de crian-ças, jovens, adultos e idosos da periferia da cidade para ouvir samba em silêncio – fato inédito no Brasil. Refletindo, trans-formando e renovando suas ações, o Samba da Vela democratiza o acesso à cultura, revela novos compositores e promove mudanças individuais e coletivas.
G.O.G. (Brasília/DF)
Em 25 anos de carreira, 44 de idade, nove discos e diversos prêmios, G.O.G. sempre defendeu a produção independente no hip hop. Militante incansável das causas sociais, foi o primeiro cantor de rap nacional a abrir o seu próprio selo, por meio do qual colocou nas ruas ótimos trabalhos, seus e de outros grupos do Distrito Federal e Entorno.
Grupo Flor Ribeirinha (Cuiabá/MT)
Idealizado por dona Domingas Leonor “personagem peculiar no contexto cultural cuiabano” este é um famoso grupo de Siriri matogrossense, dança típica do sul de Cuiabá há mais de 200 anos. Reflete o multiculturalismo brasileiro por estar referenciado em expressões de índios, negros, portugueses e espanhóis, mesclando vida ribeirinha e tradições religiosas locais.
Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro Vesselka (Prudentópolis/PR)
Vesselka “termo de origem ucraniana que significa arco-íris” simboliza a aliança do Criador com sua criatura, símbolo de amor e fidelidade. A opção por este nome deu-se porque o grupo visa preservar o amor de Deus e a fidelidade às tradições que caracterizam a alma ucraniana. O grupo é reconhecido em todo o País e no exterior, participando de shows, festivais folclóricos e congressos.
Grupo Jabuti-Bumbá (Rio Branco/AC)
Síntese das manifestações culturais brasileiras e amazônicas, o Jabuti Bumbá conta histórias e lendas do povo acreano. Símbolo de resistência por ter casco grosso e média de vida de 80 anos, o jabuti tem como inimigo declarado os destruidores da floresta. Os brincantes, vestidos de chita, fitas coloridas e enfeites com sementes da região, dançam ao ritmo de instrumentos de percussão construídos com produtos naturais não madeireiros.
Grupo Jongo de Piquete (Piquete/SP)
O Jongo é uma dança comunitária de origem africana e tem atravessado séculos com provas de força e vitalidade. É oriundo das relações de sociabilidade que os escravos estabeleceram, princi-palmente nas fazendas de cana e café, onde eram proibidos de conversar. Assim, à noite, cantavam e dançavam Jongo, comunicando entre si o que era importante. Em 2005, foi registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro.
Grupo Pés de Ouro (Paranaguá/PR)
Este grupo foi criado informalmente há 15 anos por pessoas que buscavam resgatar a cultura do Fandango no município de Paranaguá. Os Bailes de Fandango, tradicionais e antigos, aconteciam nas ilhas, sítios e localidades onde se vivia da roça e pesca. Hoje, sua formação completa integra 40 pessoas, entre veteranos e jovens, todas com raízes fandangueiras.
Lia de Itamaracá (Itamaracá/PE)
Patrimônio vivo do Estado de Per-nambuco, Lia é uma referência nacional em se tratando de Ciranda. Seu nome está definitivamente atrelado à ilha onde nasceu e vive, junto a décadas de perseverança e resistência que a transformaram em ícone. “Ciranda de Ritmos”, show que há muito vinha sendo acalentado, é apresentado por Lia desde 2000. Com ele, a cirandeira esteve por três vezes na Europa e ex-cursionou em todo o Brasil.
Mamulengos sem Fronteiras (Brasília/DF)
São mais de 10 anos pesquisando as várias formas de mamulengo e teatro pelo Brasil, mantendo a tradição das brincadeiras populares e buscando novas formas de trabalhar com a atualidade. Hoje, o Mamulengo sem Fronteiras compartilha essas experiências ofere-cendo oficinas e participando de diversos festivais no Brasil, na Europa e América do Sul, sempre encantando crianças e adultos com a brincadeira.
Mestre Jaci, Dona Bernaldina, Dona Laudisia e Rosilda Macuxi (Terra Indígena Raposa Serra do Sol/RR)
Conhecedores dos cantos e danças tradicionais do povo Macuxi, estas são as lideranças escolhidas para representar a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, maior símbolo das conquistas dos povos indígenas no governo Lula. Todos os cantos são dançados em forma circular e podem participar todas as pessoas interessadas na vivência.
Orquestra Popular Marafreboi (Bra-sília/DF)
Formada com base em instrumentação de sopros, esta orquestra já é consi-derada uma das revelações da música instrumental do Distrito Federal, sendo a única do Centro-Oeste cujo foco está nas matrizes musicais da cultura brasileira. O repertório privilegia gêneros como Frevo de Rua, Maracatu, Catira, Ciranda e Bumba-meu-Boi, mantendo acesa a chama da nossa história e da nossa cultura.
Seu Estrelo e o Fuá no Terreiro (Brasília/DF)
Com o objetivo de renovar a cultura popular brasileira, Seu Estrelo e o Fuá no Terreiro criaram um novo mito, o Calango Voador, cheio de personagens coloridos, todos ligados ao Cerrado. Para manter esse mito vivo, o grupo conta com a ajuda de canções, brincadeiras e danças, tudo movido a um som também de sua criação, o Samba Pisado.
Si Bobiá a Gente Pimba (Brasília/DF)
A proposta deste grupo é alegrar os arraiás durante as festas juninas, com tradição e qualidade, temperando os ritmos tradicionais com os praticados nas demais regiões do País, além de expandir essa preocupação temática explorando outros recursos cênicos, musicais e coreográficos.
Sombrero Luminoso (Porto Alegre/RS)
Uma das bandas mais populares do Sul do Brasil, canta em puro “portunhol” e escancara a latinidade pop sul-americana. O que Luis Augusto Fischer definiu como “rock paraguaio” é uma mistura sonora e literária tão legítima como as bugigangas dos camelôs cruzando las fronteras. Há 10 anos na estrada, já dividiu o palco com grandes nomes, como Arnaldo Antunes, Elza Soares e Gilberto Gil, entre outros.<%
Tambor de Couro (Porto Nacional/TO)
O projeto Tambores do Tocantins desenvolve estudos e vivências da cultura musical tradicional do Tocantins por meio de oficinas permanentes. O grupo foi selecionado no 1º Edital para Pontos de Cultura, e em 2005 re-presentou Tocantins no Ano do Brasil na França, em Paris. Em 2007, foi premiado pelo Ministério da Cultura com o Prêmio Escola Viva.
Zé Mulato e Cassiano (Brasília/DF)
Nascidos em Minas Gerais, os irmãos José das Dores Fernandes (Zé Mulato) e João Monteiro da Costa Neto (Cassiano) tiveram em casa as primeiras lições com o pai, que tocava cavaquinho e cantava. Ainda criança Zé aprendeu com um andarilho os primeiros segredos da viola caipira. Em 1969 a dupla desembarcou em Brasília, trazendo apenas os instru-mentos e a vontade de cantar e encantar.
ARENA DA MEMÓRIA BRASIL
A cada edição do projeto, prestaremos homenagem a heróis nacionais. Figuras que tenham dado contribuições significativas para a construção da História do Brasil. Esta é uma forma de valorizar a data cívica, primando pela preservação de nossa memória e patrimônio imaterial. No Dia da Confraternização Uni-versal, uma homenagem às mulheres de todas as regiões, credos e cores.
Ana Nery (1814 – 1880)
Pioneira brasileira da Enfermagem, teve destacada importância durante a Guerra do Paraguai. Em 2009, entrou para o livro dos Heróis da Pátria.
Anita Garibaldi (1821 – 1849)
A companheira de Giuseppe Garibaldi (revo-lucionário da Guerra dos Farrapos) tornou-se conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos”, e é considerada uma das mulheres mais fortes e corajosas de sua época.
Bertha Lutz (1894 – 1976)
Cientista e política paulista, foi uma das pioneiras do feminismo no Brasil. Foi depu-tada federal até 1937, quando o Congresso foi fechado por Getúlio Vargas.
Bidu Sayão (1902 – 1999)
Célebre intérprete lírica brasileira, radicou-se nos EUA, onde seguiu carreira. Foi homenageada pela Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis em 1995.
Carlota Pereira de Queiroz (1892 – 1982)
Médica e pedagoga, foi a primeira deputada federal da História do Brasil. Fez a voz feminina ser ouvida no Congresso Nacional, onde trabalhou por aperfeiçoamentos educacionais e melhorias para as mulheres.
Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977)
Tornou-se referência ao publicar “Quarto de despejo”, em que relata a fome, a miséria, os preconceitos recorrentes na favela onde vivia. O livro foi traduzido para 14 idiomas em mais de 40 países e é um referencial importante para os Estudos Culturais.
Chica da Silva (1732 -1796)
Em 1754, a escrava Chica da Silva passou a viver com o contratador de diamantes português João Fernandes, sem nunca terem se casado oficialmente. Ela alcançou prestígio na sociedade local e usufruiu de regalias exclusivas das senhoras brancas.
Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935)
Foi a primeira mulher a compor choros, a primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (“Ô Abre Alas”, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
Cora Coralina (1889 – 1985)
Doceira de profissão, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Dorina Nowil (1919 – 2010)
Cega aos 17 anos de idade, fundou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, cujo objetivo era produzir e distribuir gratuitamente livros em Braille. Foi considerada pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009.
Dulcina de Moraes (1908 – 1996)
Atriz de marcado estilo próprio, tornou-se um “monstro sagrado” do teatro. Criou a Fundação Brasileira de Teatro, à qual se dedicou, primeiro no prédio onde está o teatro que leva seu nome, no Rio de Janeiro, e depois em Brasília, formando centenas de atores.
Irmã Dulce (1914 – 1992)
O “anjo bom da Bahia” notabilizou-se pelas obras de caridade e assistência aos necessitados. Em 2010 foi anunciada sua beatificação, última etapa antes da canonização.
Janete Clair (1925 – 1983)
Autora de sucessos como Irmãos Coragem e Selva de Pedra, era chamada de “a maga das oito” por garantir elevados índices de audiência no horário. Tornou-se a maior au-tora popular da história da televisão do Brasil, a única a alcançar 100 pontos de audiência.
Leila Diniz (1945 – 1972)
Sempre lembrada como símbolo da revolução feminina, rompeu conceitos e tabus em pleno período da ditadura no Brasil. Considerada uma mulher à frente de seu tempo.
Madalena Caramuru (Século XVI)
A filha de Caramuru foi a primeira mulher brasileira letrada e precursora na defesa dos direitos humanos no Brasil. Foi homenageada pelos Correios com um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher.
Mãe Menininha do Gantois (1894 – 1986)
A mais famosa ialorixá era descendente de escravos. Ainda criança, foi escolhida para dirigir o Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, que assumiu definitivamente aos 28 anos. Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras do fim das restrições e proibições ao Candomblé.
Maria Lenk (1915 – 2007)
Pioneira da natação moderna, introduziu o nado borboleta. Participou das primeiras competições no Brasil, ainda em mar aberto. Primeira brasileira a estabelecer um recorde mundial, até os últimos dias de vida nadava cerca de 1.500m por dia.
Maria Quitéria (1792 – 1853)
Considerada a Joana d’Arc brasileira, a heroína da Guerra da Independência foi reconhecida como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.
Nise da Silveira (1905 – 1999)
Radicalmente contra o tratamento agressivo de pacientes psiquiátricos, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, destinado a preservar os trabalhos artísticos dos pacientes, valorizando-os como documentos que favo-recem a compreensão da esquizofrenia.
Nisia Floresta (1810 – 1885)
Rompeu os limites entre os espaços público e privado, publicando em jornais na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Também escreveu livros em defesa dos direitos de mulheres, índios e escravos.
Tereza de Benguela (Séc. XVIII)
Era a Rainha do Quilombo do Quariterê, em Cuiabá. Sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. Comandou a estrutura política, econômica e administrativa do Quilombo.
Tia Ciata (1854 – 1924)
Foi a mais famosa das tias baianas (na maioria, ialorixás que deixaram Salvador por conta das perseguições policiais) do Rio de Janeiro. Sua casa, na Praça 11, era tradicional ponto de encontro do Samba carioca. Partideira reconhecida, tornou-se referência na história do Candomblé e da cidade.
Tia Neiva (1925 – 1985)
A fundadora do movimento que agrega elementos de várias religiões foi a primeira mulher no Brasil a obter carteira de habili-tação profissional. Foi transportando cargas e dirigindo ônibus que manteve por muito tempo o sustento da família. Fundou o Vale do Amanhecer, em Planaltina/DF.
Zilda Arns (1934 – 2010)
Pediatra e sanitarista, fundou e coordenou a Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).