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Afrolatinas 2013 discute políticas públicas para as culturas negras
Autoridades convidadas
Fomentar o debate sobre políticas públicas para a cultura negra e fortalecer a memória identitária da herança ancestral, linguagens, manifestações negras sob a perspectiva do recorte de gênero. Em sua 6ª edição, o Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha acontece em Brasília, até o dia 27 de julho.
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra participou da mesa de abertura “Políticas públicas para a cultura negra”, que contou com as presenças da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luíza Bairros, do Secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, do representante da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Cleber Avila e do secretário de Promoção da Igualdade Racial (Sepir / DF), Veridiano Custódio.
Novos rumos para uma nova Palmares – Na oportunidade, o presidente da FCP iniciou o discurso com um agradecimento à Luiza Bairros e Lélia Gonzales e contou como essas mulheres o ensinaram a ter consciência e cidadania negra. Ele agradeceu a organização do evento pela oportunidade de participação da Fundação Cultural Palmares. “É a primeira vez que a Palmares de alma, gesto e coração participa do Afrolatinas”.
Cobra apresentou o nascimento de uma nova FCP que objetiva o equilíbrio para tratar das produções artísticas, culturais, quilombolas e das manifestações religiosas de matriz africana para aproximadamente 100 milhões de brasileiros. “É importantíssimo investir em recursos financeiros para que o fazer cultural negro possa aparecer. É através dos recursos que vemos a vontade política para tratar desses assuntos”, frisou.
Além disso, Hilton Cobra, considera ser “necessário que se crie uma legislação específica para a cultura, com negros compondo as comissões julgadoras e lutando pelo crescimento das verbas públicas e privadas para a arte e a cultura negra”.
25 de julho – Luiza Bairros destacou a importância do evento e sua relação com o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha comemorado todo 25 de julho. As ações são consideradas como um marco internacional da luta e da resistência da mulher negra e atuam para construir estratégias de inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento do racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais.
Bairros falou do crescimento econômico, social, político e cultural do país e citou as mulheres brasileiras como o segmento da população que representa um paradoxo do desenvolvimento no Brasil que melhor aproveita as políticas públicas de inclusão da história recente do país. “Somos parte das estatísticas que enfrentam mais desvantagens. Os efeitos do racismo se manifestam diretamente na população negra feminina”, afirmou.
Festival da Afro-diáspora – O Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha desenvolve ações de formação, capacitação, empreendedorismo, economia criativa, cultura e comunicação e traz ampla programação artística com shows, exposições, lançamentos literários, além dos diálogos com o poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos.
O evento envolve anualmente diversos estados brasileiros, com crescente participação internacional e se constitui em um espaço para convergir iniciativas do estado e da sociedade civil relacionadas ao enfrentamento do racismo, sexismo e promoção da igualdade racial.
O Latinidades como também é conhecido, é considerado hoje o maior festival de mulheres negras do país.