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A perda de uma grande liderança religiosa
Morreu hoje, sexta-feira, 5/09, em um trágico acidente de carro, Pai Gabriel de Oxalá, vice-presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do DF e Entorno.
A perda de Pai Gabriel está sendo muito sentida pelos seguidores da umbanda e candomblé em Brasília. Ele era uma referência no Distrito Federal e entorno na luta pelo reconhecimento e o respeito às religiões de matriz africana.
Pai Gabriel, filho de Oxalá, morreu, coincidentemente no dia em que se comemora o dia de Oxalá, sexta-feira, quando todos os iniciados no candomblé se vestem de branco em respeito ao orixá da paz.
Ele teve sua iniciação no candomblé no terreiro de Joãozinho da Goméia, no Rio de Janeiro. Em Brasília, desde 1976, ele orientava trinta filhos de santo no Templo do Culto Afro-brasileiro, na Cidade Ocidental, Goiás.
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, lastima a perda irreparável do grande amigo e parceiro da Fundação na luta contra a discriminação às religiões afro-brasileiras. “A dedicação de Pai Gabriel na defesa da religião e no combate ao preconceito é inigualável. Ele era muito dedicado a essa causa, foi exemplo para todos nós”, disse Zulu.
Para a presidente da Federação, mãe Marinalva, é indescritível o sentimento de perda do grande companheiro. Ela conta como ele se propôs a se unirem para, numa mesma luta, ele presidente de uma federação e ela herdeira de Pai Paiva em outra federação, também no DF, darem as mãos e combater a discriminação às religiões afro-brasileiras.
“Foi ele que me abriu as portas da Fundação Cultural Palmares, para buscar ali o apoio que precisávamos na nossa luta. Ele continua sendo um grande ídolo para mim. Infelizmente, perdemos a sua matéria, mas espiritualmente ele continua entre nós…. até quando Olorúm nos unir novamente”, disse emocionada mãe Marinalva.
Também bastante inconformado com a morte de Pai Gabriel, o ogãn Raphael de Xangô, funcionário da Fundação Palmares, dá o seu depoimento: “Mais um grande conhecimento que vai embora. Ele era uma pessoa muito sábia e uma das maiores referências na luta pelo reconhecimento da nossa religião.