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Para romper estigma, exposição no MEV convida a falar de sífilis por meio de arte, ciência e cidadania
"Ciência que se encontra com a arte. Memória que se transforma em diálogo. Um museu que se abre para a sociedade". São essas as conexões propostas pela exposição Sífilis: arte, ciência e cidadania. Com abertura prevista para esta terça-feira (20), programação segue até 15 de dezembro, no Museu do Instituto Evandro Chagas (MEV). A entrada é franca, exigindo apresentação de documento com foto.
Idealizada pelo Laboratório de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Tracoma (LBIST) do Instituto Evandro Chagas (IEC), a exposição fala de um tema que ainda é tabu na sociedade. Para superá-lo, a sífilis é abordada pela ótica da arte e da história, conectando ciência, memória, prevenção e tratamento.
Sífilis: conhecimento antigo; casos atuais
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que tem cura e métodos preventivos. Apesar disso, e do fato de ser documentada há cerca de 500 anos, o número de infecções vem crescendo.
De acordo com o Boletim Epidemiológico - Sífilis 2025, a cifra chegou a 8 milhões de casos em todo o mundo em 2022. A maior incidência está na América (42%).
No Brasil, para cada 100 mil habitantes, a taxa de sífilis adquirida (que se dá por relação sexual ou contaminação do sangue) saltou de cerca de 20 casos, em 2014, para 120, em 2024. O aumento foi registrado em todos os estados.
Tais crescimentos, segundo o Boletim, estão relacionados a diversos fatores. Entre eles, o relatório cita a "baixa percepção do risco" e "o estigma que ainda envolve as ISTs".
Um museu que se abre para a sociedade
O estigma entorno à IST requer uma diversificação de abordagens. Por isso, a exposição convoca a participação de escolas, faculdades, grupos, coletivos e outras organizações sociais para compor as ações. (Interessados podem entrar em contato pelo e-mail: museu@iec.gov.br).
Eles terão a oportunidade de promover oficinas, rodas de conversa e ações educativas no auditório do MEV, que ficará disponível para o agendamento de intervenções artísticas e socioculturais.
Trata-se de um convite para se "ocupar" o museu, compondo uma frente de cidadania.
Entre as entidades que já marcaram participação estão a Escola Superior Madre Celeste (Faculdade Esmac), com atividades em 6 de novembro, e a Santa Casa de Misericórdia do Pará, no dia 25 do mesmo mês.
Ciência que se encontra com a arte
Abordar a infecção por meio da arte é uma estratégia do projeto que dá nome à exposição.
É uma forma de lidar com o tema, que é tabu, facilitado por modos de expressão e difusão. Além disso, a arte, ante a IST, trabalha com diferentes âmbitos do sentido, que vão desde o nível simbólico da linguagem até os sentimentos físicos do corpo.
A ideia dos organizadores em combinar arte e ciência parte do livro Sífilis - Ou Mal Perpétuo, de Mauro Passos, que resgata diferentes representações da IST ao longo da história.

Além da exposição, que vem sendo elaborada desde julho, o IEC realizou um workshop com palestras e exibição do filme Cobaias (Joseph Sargent, 1997). A obra aborda as questões antiéticas e o racismo no famoso estudo de Tuskegee, nos Estados Unidos, em meados do século 20.
Programação
A exposição estará aberta ao público de 20 de outubro (período da tarde) a 15 de dezembro, às terças, quartas e sextas-feiras.
Também acontecerão atividades extras em dois sábados: 7 de novembro e 5 de dezembro. As atrações dessas datas ainda serão confirmadas.
Em novembro, duas "ocupações" cidadãs estão previstas no auditório do MEV: a Faculdade Esmac, no dia 6; e a Santa Casa de Misericórdia do Pará, no dia 25.
Durante a manhã da abertura, haverá a pré-estreia da mostra, reservada a gestores de instituições vinculadas ao ensino, cultura e saúde além de patrocinadores e parceiros.
À tarde, o MEV se abre ao público amplo.
O horário de visitação vai das 10h às 17h, com entrada permitida até 16h30. O acesso é gratuito, mediante apresentação de documento de identidade com foto.
Acompanhe as atualizações pelo Instagram do MEV: @mev_iec.
Serviço
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Exposição: Sífilis: arte, ciência e cidadania;
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Onde: MEV, Av. Almirante Barroso, 492 - Belém (PA) (acesso pela trav. Curuzu);
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Programação: de 20/10/2026 (à tarde) até 15/12/2026, às terças, quartas e sextas-feiras;
- Horário de visitação: 10h às 17h, última entrada até 16h30;
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Atrações extras nos seguintes sábados: 07/11 e 05/12;
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Contato: museu@iec.gov.br;
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Entrada gratuita, mediante documento de identidade com foto.
