Participação Social para Melhoria dos Dados Eleitorais Abertos - Primeira etapa das Oficinas de Cocriação
DADOS GERAIS
Participação Social para Melhoria dos Dados Eleitorais Abertos - Tema priorizado pelo Governo
Datas dos 3 encontros (via plataforma Teams): 21, 22 e 23 de setembro de 2021.
Participantes:
- Tribunal Superior Eleitoral: Bruno Cezar Andrade de Souza e Leonardo Ferreira de Oliveira
- Transparência Eleitoral Brasil: Ana Claudia Santano
- Movimento Transparência Partidária: Marcelo Kallil Issa
- Artigo 19: Julia Rocha
PRIMEIRA ETAPA DE OFICINAS DE COCRIAÇÃO
A primeira etapa das Oficinas de Cocriação consistiu na realização de três encontros virtuais, organizados pela Controladoria-Geral da União (CGU), com a participação de especialistas do governo e da sociedade sobre a temática.
Durante os encontros os especialistas fizeram a análise do cenário atual relacionado ao tema e a partir daí construíram o cenário desejado. Posteriormente identificaram os bloqueios que dificultam a transformação do cenário atual para o desejado e, em seguida, definiram o desafio que desejam superar.
Antes das oficinas foi realizado consulta ao público para o recebimento de contribuições que foram analisadas de forma a qualificar os debates e possibilitar a construção de compromissos relevantes para a sociedade. Conheça as contribuições recebidas.
O desafio escolhido: Aprimorar a governança de dados abertos do TSE com a participação da sociedade na elaboração, implementação e avaliação dos resultados.
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Veja o resultado desse processo:
RESULTADO DO 1º ENCONTRO – CENÁRIO ATUAL
Data: 21/09 de 9h a 12h
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CENÁRIO ATUAL |
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Pontos positivos |
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Abertura para a observação eleitoral nacional e internacional |
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Possibilidade de registro dos dados |
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Preocupação com a abertura do código das urnas |
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Realização de audiências públicas |
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Sistematização das Normas Eleitorais vem debatendo sobre ampliar a coleta de dados |
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Dados publicados em formato aberto |
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Importantes avanços dos últimos anos |
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Política de Dados Abertos recente - Fev/2021 |
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1º Plano de Dados Abertos - 2021/2022 |
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Grupo de Trabalho de Dados Abertos e Comissão Gestora de Dados Abertos |
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Repositório de Dados Eleitorais |
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Portal de Abertos Abertos (em desenvolvimento com previsão de disponibilização em outubro/2021) |
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Comissão da Transparência - instituída pelo TSE com participação de universidades e terceiro setor |
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Pontos neutros |
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Existência de marcos normativos para a divulgação dos dados eleitorais |
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Questão de adequação entre disponibilização de dados eleitorais pessoais no novo cenário da LGPD |
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Administração dos dados que se vê "misturada" com as prerrogativas da JE (organização e julgamento do processo eleitoral) |
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Frequentes alterações de padrão de bases de dados |
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Eventual uniformização dos dados por todo o repositório da JE (considerando a estrutura federalizada) |
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Comunicação da disponibilização dos dados |
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Necessidade da exposição da metodologia de coleta dos dados |
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Possibilidade de criação de canais de disseminação de práticas e inovações externas com o uso dos dados abertos |
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Uso de plataformas externas para o trabalho de dados dos repositórios da JE |
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Pontos negativos |
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Distância muito grande entre as administrações da JE (TSE e TREs) |
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Não há no TSE profissionais de TI capacitados em CKAN |
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Ameaças ao poder consultivo e regulamentar da Justiça Eleitoral |
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Falta de informação clara da data de atualização do dado |
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Possíveis conflitos entre dados eleitorais, interesse público, LAI e LGPD |
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Avanço dos PLs que alteram aspectos da transparência eleitoral (contas e pesquisas) e trazem retrocessos |
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Possíveis alterações legislativas podem restringir transparência, especialmente PLP 112/2021 |
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Insistência no voto impresso |
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Falta de comunicação entre as instâncias da JE (estrutura federalizada e, eventualmente não coordenada) |
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Falta de abertura da JE para sugestões colaborativas que não venham "desde dentro" |
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Falta de identificação suficiente em determinadas bases (ex.: CPF de filiados) |
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Dificuldade para encontrar/consultar alguns dados, ainda em formato fechado (ex.: certidões partidárias) |
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Bases "sujas" (ex.: filiados mortos) |
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Restrição de dados sobre filiados de partidos políticos |
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Falta de controle sobre a situação do eleitorado -cumprimento de penas e resgate de direitos políticos |
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Dificuldade em engajamento entre TSE e Sociedade |
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Campanhas de desinformação |
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Faltam ações que possibilitem a utilização da inteligência coletiva entre setor público e sociedade. |
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Constantes investidas legislativas contra transparência de dados eleitorais e partidários |
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Supressão das bases de dados de filiados |
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Negativas de acesso à informação por "risco político" |
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Falta de dados de contabilidade partidária atualizados (ou de enforcement para isso) |
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Falta de transparência/organização" dos comprovantes (NFs e recibos) |
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Profunda descrença nos processos eleitorais |
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Ameaças constantes para a supressão de dados eleitorais (em especial, pesquisas) |
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As estatísticas processuais são poucas por conta das constantes mudanças de sistemas processuais |
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Falta de um conselho participativo em funcionamento |
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Alterações de dados sem registro de histórico |
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A proatividade de disponibilização de dados ainda é muito dependente de demandas pontuais, geralmente pesquisadores |
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Falta de recursos humanos suficientes para a análise integral dos dados |
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Consolidação das informações de forma não acessível a todxs (falta publicidade) |
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Falta de atualização dos dados dos partidos políticos para o público em geral |
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RESULTADO DO SEGUNDO ENCONTRO – CENÁRIO DESEJADO
Data: 22/09 de 14h30 a 17h30
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CENÁRIO DESEJADO |
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Transparência |
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Acesso online a relatórios variados com um padrão pré-definido, sem necessidade de requisição formal |
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Área de transparência no portal da Justiça Eleitoral com navegação intuitiva e dados atualizados em tempo real, em formato aberto e com registro de alterações nas bases. |
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Comunicação visual dos dados abertos da Justiça Eleitoral em forma de painéis de informação (Dashboard) |
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Dados Abertos auxiliando o combate à desinformação |
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Divulgação de dados sobre as fundações dos partidos de forma padronizada e sistematizada |
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Divulgação de dados sobre filiados de maneira integral (dados cadastrais não são dados pessoais) |
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Divulgação de dados sobre os partidos, tanto sobre filiados quanto sobre rotinas internas |
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Estabelecimento de regras de transparência que resistam a diversas gestões |
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Estabilidade das regras referentes à combinação da LAI e da LGPD |
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Excluir o "risco político" como critério de determinação da transparência |
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Fomento ao Ecossistema externo a Justiça Eleitoral funcionando com base nos dados abertos da Justiça Eleitoral |
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Fomento de práticas transparentes e preventivas de ilegalidades |
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Garantia da transparência do código das urna eletrônicas |
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Manter uma área com relatórios das mudanças que ocorreram na estrutura dos dados |
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Organização e divulgação de dados dos TREs de forma unificada e padronizada |
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Organização e divulgação de dados sobre pessoas privadas de liberdade e direitos políticos |
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Possibilidade de consulta facilitada a comprovantes de despesas apresentados no âmbito de prestações de contas eleitorais e partidárias |
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Transparência no estabelecimento e na comunicação dos critérios de análise das contas partidárias e eleitorais |
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Participação |
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Adoção de rotinas de audiências públicas para a participação da sociedade civil |
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Análises externas a Justiça Eleitoral possam ser compreendidas e utilizadas na melhoria do trabalho do TSE e TREs |
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Criação de instância participativa junto ao TSE |
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Estabelecer um conselho consultivo nos moldes da Lei 13.460 para dados abertos |
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Ferramenta de avaliação pelo usuário sobre o serviço de dados abertos |
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Integração entre setor público e agentes externos para mehoria dos dados abertos (criação de canais permanentes) |
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Fiscalização e Controle/ Accountability |
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Aumento do número de analistas de contas para análise (tanto eleitoral quanto partidárias) |
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Efetiva aplicação das normas de sanção nas prestações de contas eleitorais e partidárias |
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Existência de instrumento de controle e possibilidade de consulta ao status de cada sanção aplicada |
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Otimização de procedimentos de fiscalização em toda estrutura da Justiça Eleitoral |
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Tecnologia de auditoria de contas partidárias e eleitorais bem incorporada pela Justiça Eleitoral para identificação automática e imediata de indícios de irregularidades |
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Capacitação |
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Capacitação de funcionários da Justiça Eleitoral sobre transparência e publicidade |
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Cursos de empoderamento cidadão para a fiscalização e transparência |
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Formação para publicadoras/es de dados eleitorais |
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Oferecimento de cursos de capacitação de tesoureiros de partidos para a adm de contas partidárias. |
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RESULTADO DO TERCEIRO ENCONTRO – DEFININDO O DESAFIO
Data: 23/09 de 9h a 12h
Antes da definição de desafio, foram identificados os bloqueios (problemas) que dificultam a transformação do cenário atual para o cenário desejado (um bloqueio para cada grupo temático).
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BLOQUEIOS DOS GRUPOS TEMÁTICOS |
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Governança de dados incipiente (quatro votos) |
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Falta de uma política institucional de participação social sobre dados abertos |
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Falta de capacitação de atores envolvidos no processo eleitoral, como servidores(as), partidos, contadores(as), tesoureiros(as), etc. |
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Estratégia de comunicação pouco eficaz |
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Falta de clareza e objetividade na normativa, que impede ou dificulta a automação e eficiência na análise de contas |
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Desafio definido: Aprimorar a governança de dados abertos do TSE com a participação da sociedade na elaboração, implementação e avaliação dos resultados.
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FOTOS DOS ENCONTROS:
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