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Primeira lista da Bolsa Pódio em 2025 tem 435 nomes, 25% a mais do que em 2024
A campeã olímpica Beatriz Souza, do judô, é uma das 435 contempladas na categoria principal do programa do Governo Federal
Um Brasil com 435 atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos listados entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades e que, por esse desempenho, serão apoiados mensalmente em 2025 na categoria Bolsa Pódio, a principal do Bolsa Atleta do Governo Federal. As bolsas variam entre R$ 5.543 e R$ 16.629. O investimento federal para o pagamento das bolsas até dezembro deste ano é de R$ 41,63 milhões.
A longevidade do Bolsa Atleta é o exemplo de política pública que deu certo. São 20 anos assegurando o apoio indispensável para os atletas crescerem e se desenvolverem na sua modalidade esportiva"
André Fufuca, ministro do Esporte
A lista foi publicada nesta quinta-feira, 17 de abril, no Diário Oficial da União. O número de atletas contemplados este ano é 25% maior do que a lista do edital de 2024, que beneficiou 347 esportistas. No grupo de contemplados, figuras que brilharam em Paris no ano passado, como Beatriz Souza (ouro no judô), Rebeca Andrade (multimedalhista na ginástica artística), Rayssa Leal (bronze no skate), Gabriel Araújo e Maria Carolina Santiago (multimedalhistas na natação paralímpica).
LONGEVIDADE – O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou a importância do Bolsa Atleta em duas décadas de existência. “A longevidade do Bolsa Atleta é o exemplo de política pública que deu certo. São 20 anos assegurando o apoio indispensável para os atletas crescerem e se desenvolverem na sua modalidade esportiva. Os resultados que eles conquistam nas competições nacionais e internacionais nos enchem de orgulho e nos fazem trabalhar ainda mais para ampliar o alcance do Bolsa Atleta”, afirmou.
COMPROMISSO – Para a secretária de Excelência Esportiva do Ministério do Esporte, Iziane Marques, a ampliação no número de contemplados em relação a 2024 deve ser comemorada. “Isso mostra o reconhecimento do compromisso e da excelência dos nossos atletas de alto rendimento. O Ministério do Esporte reafirma, com essa iniciativa, o seu papel de fomentar o talento brasileiro rumo ao pódio, com transparência, seriedade e investimento constante no esporte nacional”, frisou Iziane.
PRÓXIMOS PASSOS – Os atletas contemplados devem assinar e encaminhar o Termo de Adesão eletronicamente por meio do Sistema Bolsa Atleta, no prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir da data de publicação da Portaria nº 35 de 16.04.2025
HISTÓRIA – O Bolsa Atleta foi criado em 2004, na primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A categoria Pódio, criada em 2011, tem por objetivo amparar atletas de alto desempenho classificados entre os 20 melhores do ranking mundial em suas modalidades para que possam se dedicar com exclusividade e tranquilidade ao treinamento e às competições, de modo a defender as cores do Brasil nos grandes eventos internacionais como Jogos Sul-Americanos, Pan-Americanos, Mundiais e Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
REAJUSTE — Em 2024, o Bolsa Atleta completou 20 anos e teve o primeiro reajuste de valores dos últimos 14 anos. O presidente Lula assinou decreto que aumentou os valores das bolsas em 10,86%.
RECORDE — Em 2023, o Bolsa Atleta investiu R$ 121 milhões em atletas de modalidades olímpicas e paralímpicas, para um recorde de 8.292 bolsas concedidas. Em 2024, o recorde foi ampliado, com mais de 9 mil atletas contemplados. O investimento superou os R$ 160 milhões.
ONIPRESENÇA — A capilaridade e a abrangência do Bolsa Atleta se refletem nos resultados do Brasil. Em Paris, o Brasil fechou os Jogos Olímpicos com 20 medalhas, a segunda melhor marca da história. Foram três ouros, sete pratas e dez bronzes, que colocaram o país no 20º lugar do quadro geral. Pelo total de pódios, o Brasil terminou em 12º. Todas as conquistas tiveram a marca do Bolsa Atleta. O programa está na trajetória de 100% dos brasileiros premiados. Dos 60 medalhistas em Paris — 48 são mulheres e 12 são homens — 100% são integrantes do Bolsa Atleta ou estiveram em editais ao longo de suas carreiras. Já nos Jogos Paralímpicos, a campanha foi a melhor da história do país, com 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes). O Brasil bateu o recorde de pódios, que era de 72, e chegou pela primeira vez no top 5, em quinto lugar. Todas as medalhas tiveram a digital do Bolsa Atleta.