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TI ARARIBÓIA
Madeira apreendida é reaproveitada em benefício da Terra Indígena Araribóia
TI ARARIBOIA
A Operação de Desintrusão da Terra Indígena Araribóia (OD-TIARA), no Maranhão, tem promovido uma série de ações para a recuperação e proteção do território dos povos Guajajara e Awá. Um dos destaques da semana foi o reaproveitamento de madeira apreendida durante fiscalizações realizadas por agentes do Governo Federal, com atuação destacada do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em serrarias clandestinas no município de Amarante do Maranhão.
Cerca de 60 metros cúbicos de madeira serrada foram doados à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e estão sendo utilizados na construção da Base de Proteção Etnoambiental Araribóia (BAPE Araribóia), localizada na porção norte da terra indígena. A madeira, que seria empregada ilegalmente, agora serve para fortalecer a estrutura de vigilância e controle de acesso ao território, especialmente em áreas com presença de indígenas isolados.
A logística para o transporte do material contou com o apoio da Funai, Ibama, Polícia Militar do Maranhão, Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e Força Tática da Força Nacional. A iniciativa reforça o compromisso das instituições envolvidas em transformar prejuízos ambientais em benefícios diretos às comunidades indígenas.
O reaproveitamento da madeira é um exemplo prático de como a OD-TIARA atua não apenas no combate aos crimes ambientais, mas também na promoção de soluções sustentáveis e concretas em prol da proteção dos povos originários e de seus territórios.
DESINTRUSÃO - A desintrusão da Terra Indígena Araribóia não é apenas uma medida de proteção territorial, mas uma ação crucial para mitigar os incêndios florestais e garantir a segurança hídrica da região. O combate ao desmatamento e à pecuária ilegal é essencial para evitar a destruição da floresta e assegurar um futuro sustentável para as comunidades indígenas e para o equilíbrio ambiental.
A operação segue com estratégias inovadoras e tecnologia de ponta para garantir a retirada de invasores, combate a crimes ambientais e proteção do território indígena. Para fortalecer o monitoramento e a fiscalização da área, a operação conta com o Nauru 500-C, um drone de alta tecnologia do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa (MD).
A tecnologia já demonstrou sua eficiência em operações anteriores, como na Desintrusão da TI Yanomami (2024), onde o Nauru 500-C foi empregado na identificação de garimpos ilegais, ramais clandestinos e balsas utilizadas para crimes ambientais. Agora, na TI Araribóia, o equipamento tem sido essencial para o combate à criação ilegal de gado, à extração ilegal de madeira e à ocupação irregular do território.
Desde 2023, o Censipam vem ampliando seu papel na coordenação e planejamento das operações de desintrusão, fornecendo assessores de inteligência, especialistas em geointeligência, comunicação via satélite e mapas cartográficos detalhados. Com a aquisição do Nauru 500-C, o órgão fortalece ainda mais a capacidade operacional das equipes em campo, garantindo uma resposta mais ágil e eficiente na proteção da TI Araribóia.
INCÊNDIOS - Em 2024, por exemplo, cerca de 70% da área foi consumida pelo fogo, colocando em risco a biodiversidade local e agravando a crise hídrica da região. Um dos principais fatores que impulsionam essas queimadas é a prática da pecuária irregular dentro da terra indígena, onde o fogo é utilizado de forma ilegal para renovar pastagens e preparar o solo para a engorda do gado. O Governo Federal realiza no território uma medida essencial para combater essa degradação ambiental, garantindo a preservação da floresta e a proteção dos recursos hídricos.
A OD-TIARA envolve uma ação integrada de diversos órgãos federais, incluindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Ministério da Defesa, a Funai, o Ibama e a Polícia Federal.