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SUSTENTABILIDADE
Brasil e Reino Unido anunciam proposta para financiar Aliança Global de Energia Limpa
O protocolo de intenções, assinado por Fernando Haddad e Keir Starmer, integra os esforços para apoiar as metas do Global Stocktake (GST), um mecanismo de monitoramento do Acordo de Paris, que propõe triplicar a capacidade instalada de fontes renováveis e dobrar a eficiência energética até 2030 - Foto: Divulgação
Brasil e Reino Unido apresentaram, nesta terça-feira, 19 de novembro, uma proposta de criação da Missão de Financiamento da Aliança Global de Energia Limpa (GCPA), com o intuito de financiar uma nova coalização que busca acelerar a transição para energias renováveis em escala global. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, trataram da iniciativa durante encontro às margens da Cúpula do G20 no Rio de Janeiro.
O protocolo de intenções, assinado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, integra os esforços para apoiar as metas do Global Stocktake (GST), um mecanismo de monitoramento do Acordo de Paris, que propõe triplicar a capacidade instalada de fontes renováveis e dobrar a eficiência energética até 2030.
Aprovado também pela França, Noruega, Chile, Colômbia, Tanzânia, Emirados Árabes Unidos e Alemanha, o documento destaca que acelerar a transição para a energia limpa dará início a uma das transformações econômicas e industriais mais significativas da história moderna, criando uma oportunidade geracional para gerar bons empregos, crescimento econômico e prosperidade. E defende que os benefícios devem ser globais e proporcionados por meio de uma transição sustentável, inclusiva e justa.
O escopo da iniciativa tem conexão com o Plano de Transformação Ecológica, do Governo Federal, que visa acelerar a economia de baixo carbono gerando empregos de alta qualidade no país nos setores de transporte, agricultura, energia, indústria e infraestrutura, entre outros.
AMBIENTES FAVORÁVEIS - Os signatários do documento se comprometem a assumir um papel estratégico para criar ambientes favoráveis, tanto nacionais quanto internacionais, de modo a atrair investimentos, desenvolver portfólios sólidos de projetos viáveis e oferecer soluções de financiamento direcionadas e inovadoras que reduzam os riscos para os investidores. Além disso, os governos se colocam à disposição para facilitar a conexão entre investidores e oportunidades prioritárias, garantindo que os recursos sejam alocados de forma eficiente.
Até abril de 2025, os países participantes da iniciativa devem elaborar e apresentar um plano de ação focado em prioridades essenciais. Esse documento estabelecerá medidas fundamentais para impulsionar a transição energética global e cumprir os objetivos das próximas cúpulas climáticas, COP30 e COP31.