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Lázaro Ramos
Lázaro Ramos, nascido em Salvador em 1978, é ator, diretor, escritor e empresário que se tornou uma das personalidades mais respeitadas e influentes do Brasil. Revelado pelo Bando de Teatro Olodum, consagrou-se no cinema com Madame Satã e Cidade Baixa, e na televisão com personagens memoráveis como Foguinho em Cobras & Lagartos. Além da atuação, destacou-se na direção do premiado filme Medida Provisória e na literatura com o best-seller Na Minha Pele. Reconhecido internacionalmente, atua como embaixador da UNICEF, reforçando seu compromisso com a representatividade racial e formação cultural das novas gerações.
Lazzo Matumbi
Lázaro Jerônimo Ferreira, conhecido como Lazzo Matumbi, nasceu em Salvador em 1957, e consolidou-se como voz potente da cultura afro-baiana. Criado no bloco Ilê Aiyê, migrou para a carreira solo nos anos 1980 com sucessos como "14 de Maio", que tornou-se símbolo de resistência e afirmação racial. Mesclando samba-reggae e ritmos tradicionais, Matumbi faz da música um manifesto político e social. Além dos palcos, seu ativismo em defesa dos direitos humanos e contra o racismo estrutural garante-lhe papel central nas lutas sociais contemporâneas, inspirando orgulho e consciência ancestral.
Lia de Itamaracá
Maria Madalena Correia do Nascimento, a Lia de Itamaracá, nasceu em 1944 na Ilha de Itamaracá (PE) e conquistou lugar singular como a mais célebre cirandeira do Brasil. Autodidata, tornou-se patrimônio vivo de Pernambuco ao levar a ciranda dos espaços populares às maiores salas de espetáculo, incluindo festivais internacionais. Seu álbum Ciranda Sem Fim (2019) consolidou ainda mais seu nome no cenário cultural, sendo celebrada pelo New York Times como "diva da música negra". Lia permanece referência fundamental da preservação das tradições populares e da resistência cultural afro-brasileira.
Liniker
Cantora, compositora e atriz brasileira, Liniker é um ícone da música popular contemporânea e da luta por visibilidade trans e negra. Sua voz marcante e letras poéticas a destacam na MPB, enquanto sua atuação em produções audiovisuais e movimentos culturais a consagram como uma voz antirracista. Liniker transcende barreiras, pois utiliza sua arte para promover a diversidade e quebrar paradigmas. Sua influência ecoa na música e na sociedade, e inspira novas gerações a abraçar suas identidades e lutar por um mundo mais inclusivo.
Lins Roballo
Lins Roballo é símbolo de resistência no sul do Brasil. Mulher trans, assistente social e mestre em Ciências Sociais, nasceu em São Borja (RS) em 1983 e transformou sua vida em ativismo político e social. Vereadora eleita pelo PT em 2020, enfrentou e denunciou com coragem as violências da transfobia e do machismo. Fundadora da ONG "Elas no Poder", fortalece o protagonismo feminino e LGBTQIA+ nas instituições. Sua trajetória combina luta coletiva, escuta ativa e compromisso com o futuro das minorias políticas, garantindo-lhe destaque nacional como liderança emergente e imprescindível.
Luana Génot
Fundadora do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) e autora do livro "Sim à Igualdade Racial", Luana Génot é especialista em diversidade e inclusão. Ela atua em políticas públicas, consultorias e campanhas de conscientização, o que a torna uma das principais vozes no combate ao racismo estrutural no Brasil. Seu trabalho incansável busca transformar o ambiente corporativo e a sociedade, e promove um debate essencial sobre equidade. Ela lidera iniciativas que visam à promoção de um mercado de trabalho mais justo e representativo para pessoas negras.
Lúcia Maria Xavier de Castro
Lúcia Xavier, carioca nascida em 1959, tornou-se referência na luta por direitos humanos, especialmente na defesa das mulheres negras e da população LGBT. Assistente social e candomblecista, fundou em 1992 a ONG Criola, articulando uma frente combativa ao racismo estrutural, ao sexismo e à homofobia. Sua atuação na Rocinha fortaleceu movimentos sociais e influenciou políticas públicas inclusivas no Brasil. Reconhecida por sua capacidade de liderança, Lúcia é uma voz indispensável na promoção da cidadania e igualdade racial e de gênero.
Luciana Mello
Luciana Mello, paulistana nascida em 1979, é cantora e compositora cuja trajetória transita entre o pop, o samba e a MPB. Filha de Jair Rodrigues, iniciou carreira ainda criança com a Turma do Balão Mágico e consolidou-se como artista versátil em álbuns como Assim Que Se Faz e Na Luz do Samba, indicado ao Grammy Latino. Com voz marcante e presença cênica refinada, participa ativamente de musicais e colaborações diversas, sendo referência contemporânea da música brasileira.
Luiz Ayrão
Luiz Ayrão, nascido no Rio em 1942, marcou época no samba romântico e no movimento "samba-joia". Cantor e compositor sofisticado, emplacou sucessos como "Porta Aberta" e "Os Amantes", contribuindo para o enriquecimento da música popular brasileira. Além de sua carreira musical, destacou-se como escritor, documentando em livros as histórias e personagens da boemia carioca, mantendo-se referência artística e cultural por mais de cinco décadas.
Luiza Helena de Bairros
Luiza Helena de Bairros (1953–2016), socióloga gaúcha e militante histórica do movimento negro brasileiro, foi uma das intelectuais mais contundentes contra o mito da democracia racial. Doutora em Sociologia, primeira coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado e ministra da SEPPIR, articulou políticas antirracistas fundamentais. Seu legado intelectual e político segue iluminando o caminho da luta feminista negra por igualdade racial no Brasil.
Mãe Baiana de Oyá
Mãe Baiana de Oyá, nascida Adna Santos de Araújo, em Salvador, tornou-se referência nacional na defesa das religiões de matriz africana. Sacerdotisa do candomblé, articulou redes de apoio a terreiros ameaçados e denunciou ataques de intolerância. Representou a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e aproximou lideranças tradicionais do poder público. Na SBPC 2022 coordenou debates sobre políticas para povos tradicionais, territórios e racismo ambiental. Com projetos voltados à formação de ogãs e ekedis, firmou parcerias acadêmicas e jurídicas que asseguram a continuidade dos terreiros como espaços de saber e resistência.
Mãe Bernadete
Mãe Bernadete (1951–2023), ou Maria Bernadete Pacífico, foi ialorixá, líder quilombola e ativista destacada na defesa dos territórios e dos direitos das comunidades negras do Recôncavo baiano. À frente do Quilombo Pitanga dos Palmares e da Conaq, enfrentou grilagem, tráfico e violência policial. Como Mestra de Cultura Popular, sambadeira e artesã, preservou tradições ancestrais enquanto denunciava injustiças. Assassinada em 2023, tornou-se símbolo da resistência quilombola, inspirando novas lutas por justiça e dignidade.
Mãe Hilda Jitolu
Hilda Dias dos Santos, conhecida como Mãe Hilda Jitolu, foi uma importante Ialorixá do candomblé Jeje e defensora da identidade afro-descendente. Ela fundou o Terreiro Acé Jitolu em Salvador e foi uma das mentoras do Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil. Mãe Hilda é a matriarca do bloco e recebeu diversas homenagens por sua contribuição. Sua luta pela valorização da cultura negra e pela formação de milhares de crianças no bairro do Curuzu deixou um legado inestimável. Ela também foi indicada ao Prêmio Nobel em 2005, um reconhecimento de seu impacto global.
Mãe Ieda de Ogum
Mãe Ieda de Ogum, Ieda Maria Viana da Silva, é ialorixá da Quimbanda e referência das religiões afro-gaúchas. Fundou seu terreiro em 1964, promoveu festas tradicionais e difundiu o culto a Exus e Pombas-gira no espaço público. Iniciou milhares de filhos de santo e fortaleceu a cultura afro-brasileira no sul do país. Sua liderança reafirma a espiritualidade como herança viva e força comunitária.
Mãe Neide Oyá D’Oxum
Mãe Neide Oyá D’Oxum, nascida Maria Neide Martins em Arapiraca (AL), é ialorixá, chef de cozinha e Patrimônio Vivo de Alagoas. Formada em Gastronomia, resgatou ingredientes e técnicas afro-quilombolas da Serra da Barriga. Fundou a ONG Inaê e o Grupo União Espírita Santa Bárbara, promovendo cultura afro-brasileira por meio da fé e da culinária. Premiada nacionalmente, transformou a cozinha em território de memória, afirmação e resistência.
Mãe Olga de Alaketu (Ilê Axé Opó Afonjá)
Olga Francisca Régis, Mãe Olga de Alaketu, foi uma líder religiosa de matriz africana, descendente da família real Arô do reino Ketu. Ela se tornou Mãe de Santo em 1948, e assumiu a liderança de uma das casas de candomblé mais respeitadas de Salvador. Mãe Olga manteve a dignidade das religiões de matrizes africanas e detinha um saber litúrgico incomparável. Sua generosidade, paciência e habilidade em ensinar marcaram seu legado duradouro, e o Terreiro do Alaketu foi tombado pelo IPHAN em 2004.
Mãe Ruth
Mãe Ruth, Ruth Salles Franco (1926–2001), nasceu em Cariacica (ES) e fundou a Instituição de Tradições e Cultura Afro-Brasileira São Judas Tadeu em 1947. Atuou como dirigente de terreiro, parteira, curandeira e mãe de dezenas de crianças durante a ditadura. Mobilizou a comunidade para erguer igreja, escola e infraestrutura, concretizando sua máxima “fazer o bem sem olhar a quem”. Reverenciada no país e no exterior, seu velório reuniu autoridades e populares em cortejo comovente em Vitória.
Magno José Cruz
Magno José Cruz foi engenheiro civil e articulador decisivo do movimento negro no Maranhão. Atuou no Centro de Cultura Negra, fundou sindicatos e presidiu a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. Defensor da comunicação comunitária e da democratização da mídia, cultivou uma militância amorosa ao lado de Telma, com quem construiu uma família e um legado coletivo. Viveu para romper silêncios e fazer ecoar vozes negras.
Maju Coutinho
Maju Coutinho, nascida em Campinas em 1978, é jornalista e apresentadora pioneira na representatividade negra da TV brasileira. Formada pela Fundação Padre Anchieta, ingressou na Globo em 2007 e alcançou projeção nacional. Tornou-se a primeira mulher negra na bancada fixa do Jornal Nacional em 2019, ano em que também assumiu o Jornal Hoje. Hoje brilha no Fantástico com pautas humanizadas e debates sobre diversidade. Premiada e respeitada, consolidou-se como voz influente por uma imprensa plural.
Makota Valdina
Makota Valdina, Valdina de Oliveira Pinto (1943–2019), nasceu em Salvador e foi macota do Terreiro Nzo Onimboiá, educadora e ativista. Iniciou-se no candomblé em 1975, tornou-se Makota Zimeuanga e atuou no Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Combinou sabedoria ancestral e militância firme contra racismo, intolerância religiosa e injustiças ambientais. Autora de "Meu Caminho, Meu Viver", recebeu prêmios como o Troféu Clementina de Jesus e foi reconhecida como Mestra Popular do Saber.