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Chico Vigilante
Chico Vigilante é uma referência na política popular do Distrito Federal. Maranhense, chegou a Brasília nos anos 1970 como vigilante e rapidamente transformou sua trajetória pessoal em engajamento sindical. Fundou a Associação dos Vigilantes do DF e o Partido dos Trabalhadores local, além de atuar intensamente na CUT. Deputado federal por dois mandatos e com mais de 70 leis aprovadas, suas ações beneficiaram trabalhadores, idosos e populações vulneráveis. Atualmente, preside a Procuradoria de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa na Câmara Legislativa, mantendo sua atuação pautada em justiça social, solidariedade e defesa dos direitos humanos.
Clara Moneke
Clara Moneke desponta como talento renovador no cenário artístico brasileiro. Filha de mãe brasileira e pai nigeriano, nasceu no Rio de Janeiro em 1998, iniciando no teatro aos sete anos. Sua trajetória inclui estudos de figurino e palhaçaria, além de breve atuação na hotelaria antes de se firmar nas artes cênicas. Ganhou reconhecimento na novela Vai na Fé (2023) e consolidou-se como protagonista em Dona de Mim (2025). Com presença vibrante, Clara representa diversidade e renovação na dramaturgia nacional, inspirando jovens artistas a ocuparem novos espaços na televisão e no cinema.
Claudinho
Claudio Rodrigues, conhecido como Claudinho, nasceu em São Paulo em 1970 e marcou a história da música popular brasileira ao lado de Buchecha. A dupla alcançou sucesso nacional nos anos 1990, unindo pagode romântico, funk e R&B em hits como "Quero Te Encontrar" e "Fico Assim Sem Você". Antes da fama, Claudinho passou por grupos de samba locais, aperfeiçoando um estilo próprio e melodioso. Sua morte prematura em um acidente de carro em 2002 não diminuiu sua influência, presente até hoje nas homenagens, regravações e no afeto que suas composições despertam em fãs de diversas gerações.
Cobrinha
José Hilton Santos Almeida, conhecido como Cobrinha, é ator, diretor e articulador cultural nascido em Feira de Santana em 1956. Sua carreira tem sido marcada pela valorização da presença negra nas artes cênicas. Fundador da Cia dos Comuns no Rio de Janeiro em 2001, produziu peças emblemáticas como A Roda do Mundo e Candances. Sua atuação inclui passagem pelo programa Os Trapalhões e a premiada adaptação de Triste Fim de Policarpo Quaresma. Presidente da Fundação Cultural Palmares em 2013, Cobrinha consolidou sua trajetória como defensor incansável das expressões culturais afro-brasileiras.
Cris Vianna
Cris Vianna é uma das principais vozes da representatividade negra na televisão brasileira. Paulistana, nascida em 1977, iniciou sua carreira como modelo antes de despontar como atriz. Com presença marcante em novelas, séries e filmes há mais de duas décadas, tornou-se ícone ao ocupar postos de destaque como rainha de bateria das escolas Grande Rio e Imperatriz Leopoldinense. Sua trajetória artística também inclui a defesa ativa contra o racismo e pela valorização das mulheres negras. Mãe e ativista, Cris Vianna simboliza força, beleza e determinação na busca por igualdade racial e visibilidade.
Cristina Rodrigues
Cristina Rodrigues é uma das fundadoras do Olodum, e foi a primeira mulher a presidir o bloco afro entre 1983 e 1989. Sua liderança foi pioneira, e ela contribuiu para a consolidação do Olodum como um dos mais importantes movimentos culturais e sociais da Bahia. Atualmente, ela é diretora da Escola Criativa Olodum, que realiza formações para jovens e crianças. Cristina Rodrigues é um exemplo de protagonismo feminino no samba-reggae, e sua atuação continua a fortalecer a cultura e a educação afro-brasileira.
Daiane dos Santos
Daiane dos Santos figura entre as maiores ginastas da história brasileira, símbolo de excelência e inovação no esporte. Nascida em Porto Alegre em 1983, fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro feminina do Brasil em Campeonatos Mundiais, em 2003. Criadora dos movimentos "Dos Santos" e "Dos Santos 2", competiu em três Olimpíadas, superando lesões e desafios. Atualmente atua como comentarista esportiva e idealizadora do projeto Brasileirinhos, que leva ginástica artística a crianças em situação vulnerável, evidenciando seu compromisso com inclusão social e desenvolvimento esportivo.
Dandara Mariana
Dandara Mariana é atriz, cantora e dançarina cuja presença tem conquistado espaço relevante nas artes brasileiras. Carioca, nascida em 1988, cresceu em ambiente artístico, filha do ator Romeu Evaristo. Formada em artes cênicas e dança, atuou em novelas como A Força do Querer, Verão 90 e Travessia, além de protagonizar séries como Não Foi Minha Culpa. Participou do quadro Dança dos Famosos e continua destacando-se em personagens que exaltam a cultura afro-brasileira. Dandara é referência para jovens artistas negros, refletindo força e representatividade na televisão nacional.
Daniel Motta
Daniel Motta é jornalista investigativo com mais de dez anos de carreira, formado pela Universidade Estadual da Paraíba. Atua no Núcleo de Jornalismo Investigativo, produzindo reportagens sobre temas críticos, como trabalho escravo, tráfico de pessoas, conflitos agrários e violência urbana e rural. Com experiência internacional em países como Venezuela, Bolívia e Espanha, conquistou o Prêmio Vladimir Herzog em 2021 por uma série investigativa sobre exploração laboral na indústria do açaí. Fluente em inglês e espanhol, ministra oficinas para jovens comunicadores periféricos, fortalecendo a defesa dos direitos humanos através do jornalismo.
Daúde
Daúde, cantora baiana nascida em 1961, é reconhecida pela originalidade e sofisticação musical ao fundir samba, rap, funk e MPB com elementos afro-brasileiros. Formada em Letras e pós-graduada em História Africana, seu compromisso com a identidade negra se traduz em releituras contemporâneas de clássicos como "Pata Pata", sucesso nacional de 1997. Além da música, Daúde também atuou como modelo e atriz, sempre utilizando sua arte como plataforma de valorização cultural e resistência. Sua carreira permanece como referência da cultura afro-brasileira, com forte presença na cena musical contemporânea.
Denzel Washington
Denzel Washington, nascido em 1954 em Mount Vernon (NY), é um dos atores mais respeitados da história de Hollywood. Formado em Drama e Jornalismo pela Fordham University, iniciou sua trajetória no teatro e ganhou destaque na série St. Elsewhere. Vencedor de dois Oscars, por Glory (ator coadjuvante, 1990) e Training Day (melhor ator, 2001), construiu carreira marcada por personagens complexos e papéis históricos, como Malcolm X. Além de ator, também atua como diretor e produtor, mantendo influência ativa no cinema mundial com performances intensas, rigor técnico e carisma incomparável.
Dhu Moraes
Dulcilene Moraes, conhecida como Dhu Moraes, é atriz e cantora com longa e consistente trajetória artística. Carioca nascida em 1952, ganhou fama como integrante do grupo musical As Frenéticas, entre 1978 e 1983. Atuou em produções humorísticas marcantes ao lado de Chico Anysio e interpretou a icônica Tia Nastácia em Sítio do Picapau Amarelo. Sua carreira abrange teatro, cinema e televisão, sendo reconhecida pela versatilidade e forte compromisso com a cultura afro-brasileira. Permanece ativa, reafirmando continuamente sua relevância e talento no panorama cultural brasileiro.
Diana Ross
Diana Ross é símbolo mundial da música e das artes, com carreira que transcende gerações. Nascida em 1944, em Detroit, liderou o grupo The Supremes nos anos 1960, consagrando-se posteriormente em carreira solo com clássicos como "Ain't No Mountain High Enough". Vendeu mais de 100 milhões de discos e atuou em filmes renomados, recebendo indicação ao Oscar por Lady Sings the Blues. Premiada pelo Grammy e homenageada pelo Kennedy Center Honors, Diana Ross se mantém como referência artística, reconhecida pela elegância, talento vocal e influência duradoura na música popular.
Dicró
Carlos Roberto de Oliveira, o Dicró, carioca nascido em 1946 e falecido em 2012, foi um dos grandes cronistas musicais da Baixada Fluminense. Destacou-se por sambas satíricos e irreverentes que abordavam, com humor ácido, temas suburbanos e cotidianos. Integrante das alas de compositores da Beija-Flor e Grande Rio, popularizou expressões locais e tornou-se referência cultural no Piscinão de Ramos, onde mantinha ponto de encontro de sambistas. Seu legado permanece como uma representação autêntica e bem-humorada da identidade suburbana e popular do Rio de Janeiro.
Dionne Warwick
Dionne Warwick é uma das vozes mais elegantes e sofisticadas da música internacional. Norte-americana, nascida em 1940, alcançou fama na década de 1960 com canções eternizadas como Walk On By e Do You Know the Way to San Jose?, fruto da parceria com Burt Bacharach e Hal David. Dona de uma carreira extraordinária, vendeu mais de 100 milhões de discos, tornando-se uma das artistas afro-americanas mais premiadas. Além do talento musical, Dionne atua como embaixadora da FAO, dedicando-se a causas humanitárias. Sua influência musical e compromisso social a colocam como referência cultural permanente.
Diva Moreira
Diva Moreira é uma intelectual fundamental na luta por justiça racial e direitos humanos no Brasil. Mineira de Bocaiúva, neta de escravizados e filha de empregada doméstica, enfrentou o racismo desde a infância, transformando sua experiência pessoal em vigorosa militância. Jornalista, cientista política e ativista pioneira do feminismo negro em Belo Horizonte, destacou-se em lutas como a reforma psiquiátrica e o movimento negro. Fundadora da Casa Dandara e autora da obra Justiça racial e reparações (2024), sua trajetória é marcada por resistência e coragem, servindo de inspiração para gerações futuras.
Djamila Ribeiro
Djamila Ribeiro desponta como uma das mais importantes pensadoras feministas e antirracistas do Brasil atual. Filósofa, escritora e ativista, nasceu em Santos em 1980 e é autora de livros influentes, como O que é lugar de fala? e o premiado Pequeno manual antirracista. Coordenadora da coleção Feminismos Plurais e do selo Sueli Carneiro, amplia a visibilidade intelectual negra no país. Reconhecida mundialmente, recebeu o Prince Claus Award e integra a lista das 100 mulheres mais influentes da BBC. Desde 2022, ocupa cadeira na Academia Paulista de Letras, reafirmando seu papel transformador na cultura nacional.
Djavan Caetano Viana
Djavan Caetano Viana é um expoente incontestável da Música Popular Brasileira, conhecido pela sonoridade singular e pelo lirismo de suas composições. Alagoano de Maceió, nascido em 1949, cresceu entre influências populares e aprendeu violão de forma autodidata. Sua carreira iniciou-se como crooner no Rio de Janeiro, despontando nacionalmente com "Flor de Lis" em 1976. Em sua extensa discografia, une ritmos brasileiros, jazz, flamenco e influências africanas, como nas famosas "Oceano", "Lilás" e "Samurai". Premiado internacionalmente, incluindo o Grammy Latino, Djavan segue como referência criativa na música brasileira contemporânea.
Dominguinhos
José Domingos de Morais, conhecido como Dominguinhos (1941–2013), foi um dos maiores sanfoneiros brasileiros, reconhecido como sucessor de Luiz Gonzaga. Natural de Garanhuns (PE), modernizou o forró incorporando jazz, bossa nova e choro, criando clássicos como "Eu Só Quero um Xodó" e "De Volta pro Aconchego". Parceiro de grandes nomes como Gilberto Gil e Elba Ramalho, recebeu o Grammy Latino em 2012 e a Ordem do Mérito Cultural em 2010. Sua obra prolífica com Anastácia redefiniu o baião, garantindo que sua música permaneça viva, tocada por novas gerações e mantendo diálogo constante entre tradição e modernidade.
Dona Astrogilda
Dona Astrogilda, considerada Rainha do Congo capixaba, nasceu em 1934 na Bahia e estabeleceu-se ainda criança em Aracruz, no Espírito Santo. Aos 13 anos, entrou na histórica Banda de Congo São Benedito do Rosário e, aos 20, tornou-se mestra, liderando o grupo por mais de seis décadas. Além de guia espiritual e parteira, preservou as tradições afro-brasileiras através dos tambores. Reconhecida como Mestra da Cultura Popular em 2014, inspirou músicas e documentários que celebram sua trajetória. Astrogilda faleceu em 2021, deixando um legado inestimável para a cultura popular e resistência afro-brasileira.