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Antônio Pitanga
Antônio Pitanga é nome fundamental da cultura negra brasileira e expoente do Cinema Novo. Nascido em Salvador em 1939, construiu trajetória robusta como ator, diretor e militante das artes. Adotou o sobrenome Pitanga após interpretar personagem homônimo e consolidou-se como referência artística e identitária. Com mais de cinquenta filmes, incluindo “Barravento” e “Ganga Zumba”, expandiu sua atuação para o teatro e televisão, sempre pautado pela ancestralidade e pela defesa da cultura afro-brasileira. Figura constante em debates culturais e sociais, recebeu homenagens por sua contribuição às artes e segue engajado em projetos que valorizam a diversidade racial na dramaturgia brasileira.
Aquenáton
Faraó da XVIII dinastia, Aquenáton rompeu com o politeísmo egípcio e instituiu o culto exclusivo ao deus Aton, o que o tornou o primeiro líder a propor uma forma de monoteísmo. Ele fundou Aquetaton (Amarna) e governou ao lado de Nefertite. Pai de Tutancâmon, seu estilo artístico e religioso foi revolucionário. Sua revolução religiosa e artística, embora de curta duração, deixou uma marca indelével na cultura e na história do Egito. Aquenáton desafiou tradições milenares, ao buscar uma nova forma de relação com o divino e a arte.
Aretha Franklin
Aretha Franklin moldou uma geração com sua voz incomparável e letras emblemáticas. Nascida em 1942, tornou-se a “Rainha do Soul” com sucessos como “Respect” e “Think”, que marcaram a luta pelos direitos civis. Próxima de Martin Luther King Jr., utilizou seu talento musical em defesa da igualdade racial e cantou no funeral do líder, simbolizando resistência negra e feminina. Primeira mulher no Hall da Fama do Rock & Roll, recebeu 18 Grammys e vendeu mais de 75 milhões de discos. Sua voz eternizou-se ainda na posse presidencial de Barack Obama, consolidando-a como patrimônio cultural e símbolo incontestável da luta por direitos humanos.
Arlindo Cruz
Arlindo Cruz ocupa lugar especial na história do samba brasileiro, reconhecido como mestre do banjo e compositor emblemático. Nascido em 1958 no Rio de Janeiro, consolidou carreira nas rodas do Cacique de Ramos e como integrante do Fundo de Quintal. Com mais de 550 músicas gravadas por grandes nomes como Zeca Pagodinho e Beth Carvalho, consagrou-se também por sambas-enredo premiados no carnaval carioca. Sua contribuição vai além da música, destacando-se como promotor cultural e social das tradições afro-brasileiras. Mesmo afastado dos palcos desde o AVC em 2017, seu nome continua a inspirar novos artistas e a celebrar a riqueza da cultura popular brasileira.
Bàbá Paulo Ifatide
Paulo César Pereira de Oliveira, o Bàbá Paulo Ifatide, marcou época como líder religioso e cultural em Ribeirão Preto. Nascido em 1954 no bairro negro de Bangu, fundou em 1994 o Centro Cultural Orùnmilá, valorizando a ancestralidade africana como instrumento contra o racismo e pela cidadania. Autodidata, formou-se com mestres renomados no Recôncavo baiano e publicou obras como “Contos e Crônicas do Mestre Tolomi”, resgatando tradições yorubás. Tornou-se Mestre da Cultura Popular em 2006 e venceu o Prêmio Culturas Populares em 2017. Após tornar-se cadeirante em 2016, acrescentou a pauta da acessibilidade à sua militância cultural e espiritual, recebendo in memoriam a Ordem do Mérito Cultural em 2025.
Barack Obama
Barack Obama redefiniu a política global ao tornar-se, em 2009, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Nascido em 1961 no Havaí, liderou com carisma e visão estratégica, implementando o Obamacare e enfrentando grandes desafios econômicos e diplomáticos. Recebeu o Nobel da Paz pelo compromisso com a diplomacia e liderou acordos internacionais históricos, como o Acordo Climático de Paris. Sua presidência simbolizou renovação política, diversidade e inclusão, inspirando movimentos sociais em todo o mundo. Após deixar a Casa Branca, continuou atuante na política global, promovendo justiça social, educação e direitos humanos por meio de sua fundação e palestras internacionais.
Bárbara Carine
Bárbara Carine destaca-se como referência nacional em pedagogia antirracista e ciência inclusiva. Professora da UFBA e idealizadora da Escola Maria Felipa, pioneira no ensino afro-brasileiro, atua nas áreas de Química e Filosofia com doutorado em Ensino de Química. Seu livro premiado “Como ser um educador antirracista” transformou práticas educativas em escolas pelo Brasil. Voz ativa em debates nacionais sobre diversidade racial e educação, participa frequentemente de fóruns e palestras. Seu trabalho promove a conscientização sobre racismo estrutural, valorização da diversidade e fortalecimento da identidade negra no espaço escolar brasileiro.
Benjamin de Oliveira
Benjamin de Oliveira entrou para a história como o primeiro palhaço negro brasileiro, revolucionando o circo no país. Nascido em 1870 em Pará de Minas, fugiu de casa aos doze anos para atuar no Circo Sotero, onde aprendeu técnicas circenses. Sua trajetória incluiu sucesso no Circo Caçamba, apoiado por Floriano Peixoto, além da criação do circo-teatro brasileiro. Protagonizou em 1908 “O Guarani”, primeiro filme de romance nacional, e escreveu peças populares que marcaram época. Enfrentou dificuldades no fim da vida, recebendo reconhecimento tardio e pensão governamental só em 1947. Faleceu em 1954, deixando legado significativo para as artes cênicas e para a representação negra no Brasil.
Bita do Barão
Wilson Nonato, conhecido como Bita do Barão, tornou-se um dos mais influentes líderes religiosos afro-brasileiros do Maranhão. Nascido em Santo Antônio dos Pretos, revelou cedo sua mediunidade ao solucionar casos locais, adquirindo respeito comunitário. Destacou-se pela força espiritual e relações com políticos importantes, consolidando seu terreiro como referência nacional. Sua prática religiosa, que resistiu à repressão policial, foi marcada por mistério e devoção ao Terecô. Dedicou sua vida à cura espiritual, inclusão social e valorização da cultura afro-maranhense, mantendo um legado que perdura como símbolo de resistência religiosa e cultural.
Bob Marley
Símbolo global do reggae e da cultura rastafári, Bob Marley usou sua música para promover mensagens de paz, resistência e espiritualidade. Com clássicos como "Redemption Song" e "One Love", ele transcendeu fronteiras e se tornou um ícone da luta por justiça social e igualdade. Seu legado musical continua a inspirar milhões, pois defende a liberdade e a união entre os povos, o que o torna um ícone atemporal. Marley transformou o reggae em uma ferramenta poderosa de conscientização e um hino universal pela liberdade.
Bonga
António Zambujo, o Bonga, é um ícone da música angolana e da luta contra o colonialismo. Ex-atleta e exilado político, ele usou o semba para expressar resistência e identidade cultural. Sua voz rouca e letras profundas o tornaram símbolo da alma angolana. Ele representa a resiliência de um povo e a riqueza da cultura angolana, a qual ele compartilha com o mundo através de sua arte. Bonga é um guardião da memória e da identidade de Angola, e celebra a africanidade em cada nota.
Bruno Mars
Peter Gene Hernandez, mundialmente conhecido como Bruno Mars, destaca-se entre os mais versáteis artistas da atualidade. Nascido no Havaí, construiu trajetória singular no pop ao combinar elementos de soul, funk e reggae em performances vibrantes. Sua parceria com a banda The Hooligans rendeu apresentações marcantes e premiações importantes, incluindo 15 Grammys. Álbuns como Unorthodox Jukebox e 24K Magic são testemunhas do seu domínio musical e popularidade global. Em 2024, a Billboard o elegeu como a 20ª maior estrela pop do século, reforçando seu papel inovador e influente. O estilo cativante e a capacidade de reinvenção consolidam Bruno Mars como um dos principais expoentes da música contemporânea.
Buchecha
Claucirlei Jovêncio de Souza, o Buchecha, levou o funk melody ao auge nos anos 1990 ao lado do parceiro Claudinho, com clássicos como "Só Love", "Conquista" e "Quero Te Encontrar". Após a morte do amigo em 2002, manteve-se no topo com carreira solo, colaborando com artistas como Ivete Sangalo, Paralamas do Sucesso e Ludmilla. Sua trajetória ficou marcada por trilhas sonoras em novelas e pela produção do DVD Funk e Amor (2018). Em 2024, formou-se em Marketing Digital, demonstrando visão estratégica e empreendedorismo. Através de ações sociais em comunidades do Rio de Janeiro, Buchecha segue ativo na música e na promoção do funk como expressão legítima da cultura popular brasileira.
Caetano Lopes Moura
Caetano Lopes Moura, baiano nascido em 1779, tornou-se símbolo de resistência contra o regime colonial ao participar, aos 18 anos, da Revolta dos Búzios, movimento que exigia a abolição da escravidão e a instalação da república. Com a repressão violenta da rebelião, escapou para a Europa, onde estudou cirurgia e alistou-se nas forças de Napoleão, destacando-se por bravura em batalhas importantes. Sua habilidade médica o levou a servir como médico pessoal do imperador francês, inclusive durante o exílio na ilha de Elba. Mesmo distante, Caetano preservou os ideais libertários que o fizeram confrontar a opressão colonial no Brasil, legando um exemplo de coragem e integridade à história da luta anticolonial.
Carla Akotirene
Carla Akotirene desponta como uma das vozes mais contundentes do feminismo negro no Brasil. Nascida em Salvador, em 1980, é doutora pela UFBA e referência acadêmica nos estudos sobre interseccionalidade, racismo estrutural e gênero. Obras como O que é interseccionalidade? e Ó paí, prezada destacam seu estilo crítico e ousado. Idealizou o projeto Opará Saberes, que fortalece o acesso da população negra à pós-graduação, ampliando oportunidades e estimulando a produção intelectual negra. Com presença constante em debates e conferências nacionais, Carla promove políticas públicas inclusivas e tem sua trajetória marcada pela luta contra desigualdades estruturais
Carlinhos Brown
Antônio Carlos Santos de Freitas, conhecido mundialmente como Carlinhos Brown, nasceu em 23 de novembro de 1962, no Candeal, em Salvador. Formado na tradição afro-baiana, tornou-se discípulo do mestre Pintado do Bongô e conquistou projeção internacional com a criação da Timbalada, em 1992. Compôs sucessos gravados por Luiz Caldas e Caetano Veloso, além de ganhar um Grammy ao lado de Sérgio Mendes em 1993. Sua carreira solo decolou com o álbum Alfagamabetizado, apresentando hits como "A Namorada". Tornou-se o primeiro brasileiro na Academia do Oscar e coroado rei da percussão pela Portela, além de liderar iniciativas sociais que transformaram o bairro do Candeal em referência cultural. Brown segue como expoente da fusão entre tradição afro-brasileira e contemporaneidade.
Carlos Alves Moura
Carlos Alves Moura é figura histórica na defesa dos direitos humanos e da igualdade racial no Brasil. Advogado mineiro, iniciou sua militância na defesa dos trabalhadores rurais e destacou-se nacionalmente como advogado da Contag em Brasília. Fundou e presidiu a Fundação Cultural Palmares, inaugurando uma nova era de reconhecimento institucional à cultura afro-brasileira. Com forte atuação em Cabo Verde e Guiné-Bissau, fortaleceu laços internacionais e defendeu a democracia e os direitos civis. Reconhecido pela ética e compromisso com a justiça social, Moura é uma referência incontestável no combate ao racismo e na defesa da igualdade, permanecendo ativo em fóruns nacionais e internacionais.
Carmen Silva - Peróla Negra
Carmen Silva, conhecida como "Pérola Negra", marcou a música popular brasileira a partir do final dos anos 1960. Nascida em 1945, saiu do trabalho doméstico para vencer o concurso "Um Cantor por um Milhão", da TV Record. Em 1970, consolidou seu sucesso com "Adeus Solidão", recebendo os prêmios Roquette Pinto e Chico Viola. Gravou outros hits românticos como "Fofurinha" e "O Destino Nos Separou", ganhando fama nacional e internacional. Na década de 1990, após enfrentar uma crise depressiva, converteu-se à fé evangélica, lançando três álbuns gospel pela Graça Music. Sua última obra, "Minhas Canções na Voz de Carmen Silva" (2008), reafirmou seu talento. Faleceu em 2016, deixando um legado que une romantismo e espiritualidade.
Célia Sampaio
Célia Sampaio nasceu no bairro da Liberdade, em São Luís, em 1964, e tornou-se conhecida como a "Dama do Reggae" maranhense. Iniciou sua carreira artística em 1984 no Bloco Afro Akomabu e destacou-se na banda Guethos antes de lançar o disco solo Diferente em 1999, sucesso consagrado por canções como "Black Power" e "Ayabá Rainha". Sua trajetória combina música, estética negra e militância cultural, acumulando premiações como o Troféu Black Power e vitórias em festivais carnavalescos. Além disso, atua em projetos sociais e educacionais voltados à valorização da identidade afro-maranhense, firmando-se como referência cultural no Nordeste brasileiro.
Chico Prego
Chico Prego, nascido Francisco de São José, liderou em 1849 a Revolta do Queimado, movimento no Espírito Santo exigindo liberdade para escravizados que construíram a igreja de São José na Serra. À frente de cerca de 300 insurgentes, resistiu durante cinco dias às tropas imperiais antes de ser capturado e executado em janeiro de 1850. Em homenagem à sua luta, surgiu o Quilombo Rosa d’Água, perpetuando sua memória e resistência. Reconhecido oficialmente com o tombamento do sítio histórico em 1993, Chico Prego inspira hoje políticas culturais e educacionais no estado, reafirmando sua importância como símbolo da resistência negra no Brasil.