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Atlas da Mata Atlântica registra menor índice histórico de desmatamento em 40 anos de monitoramento
Mata Atlântica. Foto: Renato Augusto Martins/Wikimedia Commons
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação SOS Mata Atlântica divulgaram nesta quarta-feira (13) os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica 2024-2025, estudo que confirma a trajetória de desaceleração do desmatamento na área protegida pela Lei da Mata Atlântica. O levantamento registrou redução de 40% na supressão de florestas maduras da Mata Atlântica, que passou de 14.366 hectares no período anterior para 8.668 hectares no atual relatório.
O resultado representa o menor índice já registrado na série histórica do Atlas e marca, pela primeira vez em quatro décadas de monitoramento contínuo, um desmatamento anual inferior a 10 mil hectares em áreas de florestas maduras da Mata Atlântica.
Atualmente, restam cerca de 24% da cobertura original da Mata Atlântica. Desse total, aproximadamente 12,4% correspondem às chamadas florestas maduras, monitoradas pelo Atlas.
A coordenadora técnica do Atlas pelo INPE, Silvana Amaral, ressalta a importância da continuidade do monitoramento para a compreensão da dinâmica do bioma. “A série histórica e o resultado de 2025 indicam um padrão de redução acentuada do desmatamento, o que nos permite acreditar que a meta de desmatamento zero poderá ser alcançada na Mata Atlântica”, afirma.
Realizado em parceria entre o INPE e a Fundação SOS Mata Atlântica, o Atlas monitora os fragmentos florestais mais preservados do bioma, com áreas superiores a três hectares, acompanhando as florestas maduras e mais relevantes para a conservação da biodiversidade e do estoque de carbono. O monitoramento do Atlas é complementar ao do Prodes, desenvolvido pelo INPE no âmbito do Programa BiomasBR, que realiza o mapeamento sistemático da supressão de toda a vegetação nativa, não apenas as florestais, considerando o limite do bioma Mata Atlântica e identificando áreas desmatadas maiores que um hectare.
A integração dessas iniciativas contribui para ampliar o conhecimento sobre a dinâmica de transformação da Mata Atlântica e subsidiar ações de conservação e políticas públicas ambientais.
Os dados do Atlas e os dados mais recentes do Prodes apontam que a Mata Atlântica mantém uma trajetória de desaceleração do desmatamento nos últimos anos, reforçando a importância do acompanhamento contínuo e sistemático da supressão da vegetação.
O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica 2024-2025 pode ser baixado neste link. As versões dos anos anteriores estão disponíveis no portal da Fundação SOS Mata Atlântica e na biblioteca digital do INPE.