Notícias
XXIII Reunião do Conselho Intergovernamental do Ibermúsicas acontece na Colômbia
.
A XXIII Reunião do Conselho Intergovernamental do Programa Ibermúsicas acontece na cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia, entre os dias 6 e 9 de maio. O encontro reunirá representantes dos países integrantes do programa, além de autoridades culturais e parceiros institucionais, para discutir os rumos da cooperação musical ibero-americana.
Criado para fortalecer o ecossistema musical na região ibero-americana, o Ibermúsicas é uma plataforma governamental multilateral, que atualmente conta com a adesão de 16 países. Ao longo de 15 anos, tem fomentado processos de formação, criação, produção, circulação, difusão e pesquisa musical, fortalecendo os intercâmbios e ampliando a presença das músicas ibero-americanas no mundo.
Atualmente, Ibermúsicas é presidido pelo Brasil, tendo Eulícia Esteves, diretora do Centro de Música da Funarte, como presidenta do Conselho. “Como membro antigo do Programa, o Brasil tem afirmado e reafirmado o seu compromisso com a cooperação musical e o princípio do multilateralismo. A cada reunião do Conselho, renovamos o nosso entusiasmo em torno deste trabalho, que traz benefícios concretos para os agentes musicais e as músicas de nossos países”, resume Eulícia.
Um dos destaques da agenda é a avaliação das ações em curso, como o Ibermúsicas Global, plataforma que conecta programadores do mundo todo aos profissionais do mercado musical ibero-americano. Outra iniciativa a ser avaliada é o Banco Ibero-americano de Partituras, repositório que facilita o acesso aos repertórios do espaço comum.
O encontro também tratará das sinergias internacionais, com a participação de representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Itália, Estados Unidos e Reino Unido. “Estamos num momento de expansão do Programa. Alguns países para além da Iberoamérica têm firmado parcerias conosco, o que amplia as possibilidades de difusão de nossas músicas no cenário global”, ressalta Eulícia Esteves.
A reunião também deverá dedicar um espaço à avaliação e reformulação das chamadas públicas do programa para 2026, com foco em torná-las mais inclusivas e alinhadas à diversidade cultural da região. Além disso, serão debatidas novas iniciativas, incluindo programas de formação de compositores para audiovisual e videogames, além da realização de estudos sobre o impacto econômico da música.