Paraíba
Mikaelle Farias, ativista climática do agreste paraibano, ministrou a palestra sobre o tema central da Teia, “Pontos de Cultura pela justiça climática” na primeira noite, que também contou com a apresentação do grupo Samba de Preto, a exibição do curta “Memórias da Teia na Paraíba” e o acolhimento do Ponto de Cultura Maracagrande.
Na manhã seguinte, a agenda começou com a roda de conversa Ponto a Ponto com a Mestra Doci (“De onde viemos, onde estamos e para onde iremos. Um diagnóstico da Cultura Viva na Paraíba”), com a participação de representantes do Pontão Paraíba Cultura Viva e de 10 Pontos de Cultura: Pisada do Sertão, Maracastelo, Os Cariris, Bananeiras, Ypuarana, Oficina/Vieirocultura, Raízes do Amanhã, Olho do Tempo e Casa Júlia Rocha.
Na sequência foi aberto o 6º Fórum Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura, onde foram discutidas as propostas para os eixos temáticos da Teia e eleitas as 30 pessoas que participarão da Teia Nacional em Aracruz, Espírito Santo.Também foi eleito o Colegiado Cultura Viva Paraíba 2026-2029, que irá compor a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.
5ª Teia Paraíba e do 6º Fórum Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura
Onde: Campina Grande - Centro de Convenções
Quando: de 26 a 28 de fevereiro de 2026
Quantas pessoas inscritas: 143
Quem realizou o encontro: Pontão de Cultura Coletivo Derréis, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-PB)
Representante do MinC presente: Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural

- Fotos: Secult PB
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Assis Firmino da Silva - Centro Cultural Poeta Manoel Xudu (Mari)
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Vitor Rodrigues da Silva - Associação Comunitária Agrícola Mussumagro (João Pessoa)
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Cristiano Costa de Souza - Coletivo Teatral Sonhe Que Dá (Bayeux)
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Mauricio Manoel do Nascimento - Coletivo Embrião Cultural (Assunção)
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Carla Jaqueline da Trindade - Centro Cultural Meninos de Alcantil (Alcantil)
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Maria Alcileide da Silva - Coletivo Cultural Terra dos Fortes (Taperoá)
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Ailton Silva de Lima - Águas Potiguaras Instituto Bae (Baía da Traição)
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Sanderlin e Ribeiro - Canto da Jurema (Rio Tinto)
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Maurilio da Silva de Almeida Junior - Coletivo Mboipyranga (Rio Tinto)
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José Bento de Oliveira - Centro de Tradições Populares (Bayeux)
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Emmanuel Conserva de Arruda -Academia Princesense de Letras e Artes (Princesa Isabel)
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Nicodemos Valdevino de Lima - Ritmos do sertão (Guarabira)
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Isadora Palhano Fonseca - Batalha da Paz (João Pessoa)
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Lilian Dayane de Carvalho Torres - Companhia de Teatro Sound Clash (Princesa Isabel)
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Luiz Tôrres Cacau - Ponto de Cultura Oficina/Vieirocultura (Sousa)
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Joana Alves da Silva - Associação Cultural Balaio Nordeste (João Pessoa)
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João Pedro Andrade da Silva - Associação de Jovens da Arte e Cultura (Bananeiras)
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Tiago Aquino de Souza - Acajaman PB (Alagoa Nova)
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Adilson Barros Soares - Ponto de Cultura de Bananeiras (Bananeiras)
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Rebeca Araújo de Souza - Ypuarana Cultural (Campina Grande)
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Matheus Ives Cavalcanti Guedes - Lab Matulão (Campina Grande)
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Alfranque Amaral da Silva - Caacttus Produções (Campina Grande)
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Juliane Cássia dos Santos Silva - Companhia de Projeções Folclóricas Raízes (Campina Grande)
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Célia Domiciano Dantas Montenegro - Centro Multicultural da ABFB (Bayeux)
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Angela Gaeta Pereira dos Santos - Maracastelo (João Pessoa)
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Perla de Sousa Alves - Coletivo Cultural Patoense Derreis (Patos)
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Osvaldo Ferreira Moesia - Casa da Cultura Independente (Cajazeiras)
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Mirian Maria da Silva - Cavalo Marinho Sol do Oriente (Bayeux)
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Jeferson Araújo dos Santos - Roça City Breakers (Esperança)
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Daiana Targino da Silva - Associação Cultural Mata Branca (Brejo do Cruz)
Propostas apresentadas no fórum estadual:
Tema central: Pontos de Cultura pela Justiça Climática
Fortalecer a cultura de base comunitária a partir de financiamento, público e privado, permanente e oriundos dos recursos climáticos (fundos e editais climáticos) com repasse direto e simplificado aos Pontos e Pontões de Cultura, reconhecendo-os como agentes de promoção da justiça climática, e defesa dos saberes ancestrais e das tecnologias regenerativas.
Eixo 1 - Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Criar o Fundo Nacional Cultura Viva, exclusivo para a Política Nacional Cultura Viva, com orçamento cofinanciado pela União, estados e municípios e Distrito Federal
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Orçamento permanente para pontos e pontões de cultura para garantir as suas atuações em escolas, unidades prisionais e socioeducativas por meio de um programa interministerial de formação.
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Conceder prédios históricos da União, estados e municípios que estejam ociosos para que possam ser dados por concessão a pontos e pontões de cultura, para que desenvolvam seus trabalhos
Eixo 2 - Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Estruturar e Implementar a Governança da PNCV através da efetivação do pacto Cultura Viva, com a criação do Comitê Gestão Compartilhada nos estados e municípios. Uma ação de gestão que integre as instâncias do governo federal, estadual, municipal a Rede de Pontos de Cultura, Conselhos de Cultura, fóruns e sociedade civil. Com foco na formação continuada, trabalho colaborativo em rede e na estruturação de indicadores e mecanismos de monitoramento.
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Fortalecer a Comissão Nacional de Pontos de Cultura transformando no Conselho Nacional de PNCV como instância de deliberação, acompanhamento e monitoramento da Implementação da PNCV dos estados e municípios, bem como as comissões estaduais e municipais e seus respectivos fóruns.
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Criar e implementar um programa de Formação Continuada nas instâncias de governança: federal, estadual e municipal, Rede de Pontos de Cultura, Conselhos de Cultura, fóruns, sociedade civil e Comissões de Avaliações e Certificações, com foco no desenvolvimento social sustentável e articulado em rede que tenha em suas diretrizes a promoção e fortalecimento dos saberes e fazeres populares, do empreendedorismo criativo, da economia colaborativa, como mecanismos essenciais para a estruturação da PNCV nos territórios.
Eixo 3 - Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Que os 10% dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), destinados ao Cultura Viva, sejam distribuídos entre todos os municípios, e não apenas entre aqueles com mais de 100 mil habitantes, assegurando maior equidade na aplicação dos recursos e ampliando o alcance da política cultural nos territórios.
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Que os estados e municípios destinem recursos do orçamento próprio para o Cultura Viva, garantindo continuidade das ações e fortalecimento da política nos territórios.
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Que a Lei Nacional Cultura Viva tenha orçamento próprio e contínuo, previsto no planejamento plurianual, garantindo estabilidade, continuidade e fortalecimento da política pública.
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