Notícias
Professor britânico critica atuação de ongs
O professor Michael Pinto-Duschinsky, da Universidade de Brunel (Reino Unido), provocou polêmica ao criticar a atuação de organizações não governamentais (ONGs). Ele participou de debate sobre a função da sociedade civil no combate à corrupção na tarde desta quarta-feira durante o IV Fórum Global de Combate à Corrupção, que se realiza em Brasília. “Estou cético e pessimista. Existem muito oportunistas no comando das ongs”, disse.
Duschinsky, no entanto, destacou positivamente algumas entidades como a Solidariedade, na Polônia, que, segundo ele, é um exemplo entre as que representam bem a sociedade civil organizada. Citou ainda algumas ONGs formadas por torcidas de times de futebol na Europa.
Não deixou, porém, de fazer uma série de relatos. Disse, por exemplo, que grande parte das ongs no mundo tem vínculo com partidos políticos. “Vi isso no Chile, onde algumas dessas entidades tinham vínculos com o Partido Democrata Cristão”, afirmou o professor da Universidade de Brunel. Questionado sobre quais medidas poderiam ser tomadas para controlar as ações das ongs, o professor foi taxativo: “é necessário muito cuidado ao fazer financiamento a essas entidades.”
Para Duschinsky, são suspeitas entidades cujos representantes sempre estão bem-informados sobre regras de financiamento. O professor estranha que muitos deles não têm a menor afinidade com os grupos que dizem liderar. Alguns dos participantes fizeram coro com Duschinsky reconhecendo que muitas ONGs são corruptas mesmo.
Além do professor britânico, participaram do debate Anabel Cruz, fundadora e diretora do Instituto de Comunicação e Desenvolvimento (ICD) do Uruguai. Os trabalhos foram presididos pelo alemão David Nussbaum, chefe executivo da Transparência Internacional.