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Brasil pretende investir pesado em compras por meio eletrônico
O governo brasileiro pretende investir cada vez mais na modalidade de compra por meio eletrônico. De acordo com o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Nelson Machado, o modelo permite reduzir o tempo necessário para o processo de contratação de bens e serviços, diminuir custos e trabalhar com lotes menores, facilitando a estocagem, entre outras vantagens. Machado participa, na manhã desta quinta-feira, dia 9, de oficina no IV Fórum Global de Combate à Corrupção, que se realiza em Brasília.
O uso intensivo da internet, segundo Machado, permite ao governo dar ampla publicidade aos processos de compra e de contratação de serviços, o que torna praticamente obsoletos veículos como o Diário Oficial na União. “Há uma piada aqui no Brasil que diz que se você quer esconder uma informação, basta publicá-la no Diário Oficial”, brincou o secretário-executivo.
A obrigatoriedade do uso do pregão, estabelecida por decreto no dia 31 de maio, é mais um passo do governo federal para intensificar o uso dos meios eletrônicos nas compras oficiais, segundo Machado. O pregão pode ser presencial ou virtual, pela internet – até a edição do decreto era facultativo, o pregão permitiu à União economia de 29% entre o preço base e o preço final em 2004.
O pregão eletrônico deverá ser usado, a partir do próximo mês, quando o decreto entra em vigor, para compras de qualquer valor, com pequenas exceções, como obras de engenharia e locações imobiliárias. Até agora, o governo federal vem usando a ferramenta para comprar desde medicamentos, combustíveis e computadores até tíquetes para refeições, serviços de exames médicos e de vigilância.