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CGU começa a organizar o IV Fórum Global de Combate à Corrupção
Com a presença de representantes dos Estados Unidos, Holanda e Coréia, países que sediaram as três primeiras edições do Fórum Mundial Contra a Corrupção, e de dirigentes de entidades internacionais envolvidas com o assunto, o ministro Waldir Pires abriu hoje, a primeira reunião preparatória da quarta edição do evento, a se realizar em junho de 2005, em Brasília, com a participação de mais de 100 países de todo o mundo.
Ao abrir a reunião, Waldir Pires disse aos convidados internacionais que hoje as condições materiais para o combate à corrupção estão melhores do que estavam em 2003, quando aconteceu o Fórum na Coréia, em razão, sobretudo, da convenção da ONU que exprime as linhas de combate à corrupção e que foi assinada no México, em dezembro de 2003, por mais de 120 países, inclusive o Brasil.
Prioridades
Com a convenção, os países signatários definiram as prioridades da luta contra a corrupção a partir da prevenção. "A corrupção deve ser punida, mas tem que ser, também, impedida, inibida", disse ele, acrescentando que entre as ações tomadas nesse sentido pelo Governo do Presidente Lula está o Programa de Fiscalização a partir de Sorteios, instituído no ano passado pela Controladoria-Geral da União.
Outro avanço possibilitado pela Convenção do México, destacou Waldir Pires, é a prioridade na recuperação de ativos desviados pela corrupção. A implementação desse princípio, segundo ele, vai impedir a sangria submetida hoje principalmente aos países em desenvolvimento, vítimas da prática de corrupção, evasão de divisas e perda de patrimônio público, desviados para centros financeiros e paraísos fiscais.
A reunião preparatória prossegue até amanhã (06/07), quando os membros do comitê organizador definirão toda a logística para a realização do evento bem como os temas a serem discutidos. As primeiras sugestões, feitas hoje (05), apontavam para a necessidade de uma maior participação de representantes da iniciativa privada (que esteve ausente no Fórum da Coréia) e para a necessidade de promover-se uma crescente comunicação com a sociedade no âmbito da luta contra a corrupção.