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Shire-Zambeze: Comercialização do Algodão e beneficiamento de sementes

Projeto de cooperação técnica com Moçambique e Malawi avança com missões locais
Publicado em 13/10/2021 11h19 Atualizado em 14/10/2021 11h59

shirezambeze1.jpegA equipe local responsável pela implementação e monitoramento de ações do projeto de cooperação técnica “Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro nas Bacias do Baixo Shire-Zambeze” visitou, durante o mês de setembro, os distritos de Moatize, Cahora Bassa (Calangache) e Mágoe (Mucumbura) e Guro para realizar a comercialização da produção de algodão em caroço e o beneficiamento das sementes da fibra.

O gestor do Centro Regional de Transferência de Tecnologias do Algodão (CRETTA), Adriano Barros, e o Coordenador Técnico Local do projeto, Alexandre Pelembe, visitaram os 19 produtores de sementes participantes da iniciativa Shire-Zambeze. 

Foram comercializadas cerca de 39 toneladas do algodão em caroço. Esse algodão foi então descaroçado e está em beneficiamento. Espera-se obter pelo menos 20 toneladas de semente tratada. O processo de deslintamento das sementes (separação da semente de fibras remanescentes do algodão) é realizado por 15 jovens da região, que têm seus campos de produção nas cercanias da fábrica do distrito de Guro, onde fica o CRETTA. 

Os jovens trabalham no CRETTA, aprendem e voltam para aperfeiçoar suas atividades nos seus próprios campos de produção. Segundo o Coordenador Técnico Alexandre Pelembe, eles agem como multiplicadores do conhecimento adquirido no projeto. “Quando eles retornam para suas comunidades, aplicam o conhecimento nos seus campos de produção, influenciando desta maneira os demais”, informou. 

O projeto

O projeto Shire-Zambeze é coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e é executado tecnicamente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), em parceria com o Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM), Estação de Pesquisas Agrícolas de Makoka (Malawi) e com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O projeto apoia a produção de sementes certificadas, e tem contribuído para a retomada de produção da fibra natural nos dois países africanos.

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