Notícias
Projeto Cotton Victoria organiza Dias de Campo no Burundi e na Tanzânia
A prática potencializa o aprendizado. É o que os “Dias de Campo”, demonstrações práticas de diversas técnicas para potencializar a produção agrícola têm provado ao longo da implantação dos projetos em diversos países africanos, especialmente naqueles relacionados à cotonicultura.
No Burundi, país que participa do "Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro na Bacia do Lago Victoria", ou “Cotton Victoria”, houve, agora no final do mês de junho, dois dias de campo nas regiões de Nyamitanga e Moso.
Os dias de campo acontecem nas Unidades Tecnológicas Demonstrativas (UTDs) do projeto, consideradas vitrines de novas tecnologias, que ficam em regiões em que o algodão é plantado. Em Nyamitanga participaram 110 produtores de algodão e em Moso foram 40 participantes. Além dos cotonicultores, estiveram presentes nos workshops administradores dos governos locais e comunais.
A demonstração prática aproveitou o momento de colheita do algodão que, no Burundi, acontece em junho e julho. Foram discutidos os avanços e conquistas dos últimos 3 anos do projeto, além da realização da capacitação de técnicos e produtores.
Também ocorreram Dias de Campo na Tanzânia, outro país participante do “Projeto Cotton Victoria”. As demonstrações ocorreram nas regiões de Simiyu e Geita e despertaram o interesse da mídia local.
O projeto
O "Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro na Bacia do Lago Victoria", que envolve Quênia, Tanzânia e Burundi, iniciou-se em 2016. A iniciativa é desenvolvida pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com os governos desses três países, com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), referência nacional em Ciências Agronômicas e em melhoramento da cultura do algodão, e conta com o apoio d o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Programa nas Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) .
O projeto contribui com o fortalecimento do serviço de extensão rural prestado pelos governos locais, nas comunidades de agricultores envolvidas com a iniciativa, e compartilha conhecimentos nas áreas de manejo integrado do algodão e de solos, de modo a capacitar os técnicos das instituições parceiras em tecnologias adaptadas às realidades locais. Dessa forma, constroem-se sistemas melhorados de produção de algodão, para cada uma das diferentes regiões produtoras abarcadas.
O “Cotton Victoria” visa ampliar a capacidade de utilização, tanto das instituições como dos recursos humanos, de tecnologias mais avançadas para a produção do algodão, com base em experiências e boas práticas brasileiras.
Autor: Cláudia Caçador