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Projeto “Nutrir o Futuro” é destaque na Conferência Regional da FAO em Brasília

- Da esquerda para direita: Riffat Iqbal (ABC), Kelly Alves (Ministério da Saúde) e Rosane Silva (Centro de Excelência) – WFP/Ana Mascarenhas
Promovido em parceria com o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (CdE/WFP) e os ministérios da Saúde do Brasil, do Peru e da Colômbia, o projeto tem como foco o enfrentamento integrado de todas as formas de má nutrição, por meio da troca de experiências e do fortalecimento de políticas públicas na região.
Cooperação para enfrentar desafios comuns
A iniciativa foi apresentada durante o evento paralelo “O papel do setor saúde e o potencial da Cooperação Sul-Sul no enfrentamento à má nutrição e na promoção de sistemas alimentares saudáveis”, realizado no dia 2 de março.
Na ocasião, representantes da ABC, do Ministério da Saúde do Brasil e do Centro de Excelência do WFP destacaram a importância da cooperação entre países do Sul Global para lidar com desafios compartilhados, como a insegurança alimentar e o aumento da obesidade.
Ao apresentar o projeto, a consultora técnica Rosane Silva ressaltou o potencial da cooperação para acelerar resultados concretos: “Quando saúde, educação e proteção social caminham juntas, ganhamos escala. O Nutrir o Futuro conecta ministérios e equipes técnicas para transformar experiências em políticas públicas que chegam às pessoas”.
Já Kelly Alves, do Ministério da Saúde, destacou o papel estratégico da atenção primária e da articulação entre diferentes políticas públicas para enfrentar a múltipla carga de má nutrição: “Já não é possível pensar em políticas públicas que considerem apenas um desses problemas de forma isolada. As diferentes formas de má nutrição coexistem e exigem ações integradas, com forte atuação da atenção primária à saúde e articulação entre diferentes setores”
Representando a ABC, Riffat Iqbal enfatizou que a cooperação Sul-Sul permite soluções mais adaptadas às realidades locais: “Quando países do Sul compartilham políticas de segurança alimentar, programas de alimentação escolar ou estratégias de atenção primária à saúde, esse intercâmbio ocorre de forma mais realista e culturalmente identificada”.