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Novo estudo sobre alimentação escolar na América Latina e no Caribe

- Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES)
O estudo analisa avanços, identifica desafios e aponta oportunidades de melhoria na implementação dos programas, consolidando-se como um instrumento estratégico para apoiar governos e parceiros no fortalecimento da alimentação escolar e na promoção da segurança alimentar e nutricional. Os resultados também podem impulsionar novas iniciativas de cooperação em níveis nacional, regional e global.
Para a responsável pela Cooperação Sul-Sul Trilateral com Organismos Internacionais da ABC, Cecilia Malaguti do Prado “a AMPAE é um estudo de grande relevância para a Cooperação Sul-Sul, pois além de ter produzido evidências para apoiar a tomada de decisão dos gestores de alimentação escolar de nossa região, serviu também para subsidiar a elaboração da Agenda Regional de Alimentação Escolar da América Latina e Caribe, aprovada, tecnicamente, pelos países membros da RAES, em março de 2026”.
A RAES é uma iniciativa de cooperação Sul-Sul trilateral em alimentação escolar, promovida pelo governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com 18 países da reunião e secretaria executiva da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Programas avançam na estruturação, mas financiamento ainda é desafio
Os dados do estudo indicam avanços importantes no eixo de governança, que alcançou média de 80%, classificada como avançada. O eixo de marcos normativos registrou 71%, considerado nível intermediário alto. Já a área de alimentação e nutrição apresentou o menor desempenho, com média de 57,8%, evidenciando desafios na implementação de ações nessa área. O financiamento alcançou 67,3%, também classificado como intermediário alto, refletindo limitações relacionadas à sustentabilidade financeira dos programas.
Entre os principais desafios identificados estão a necessidade de assegurar financiamento adequado, melhorar a infraestrutura escolar e ampliar a cobertura dos programas. O estudo também destaca a importância de fortalecer a participação comunitária, aprimorar os marcos normativos e desenvolver sistemas mais eficazes de monitoramento e avaliação.
Outros pontos de atenção incluem a ampliação das compras públicas da agricultura familiar e a articulação entre legislações e programas, consideradas essenciais para a sustentabilidade das iniciativas, especialmente em contextos de instabilidade política e eventos climáticos.
A secretária executiva da RAES e especialista em alimentação escolar da FAO, Najla Veloso, destacou que as recomendações buscam fortalecer ações estruturantes e sustentáveis, respeitando as prioridades de cada país e contribuindo para programas mais equitativos e saudáveis.