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Burundi, Quênia e Tanzânia conhecem técnicas de cotonicultura em Minas Gerais
Representantes do Burundi, Quênia e Tanzânia estão, desde hoje (9/3) em Uberlândia, Minas Gerais, para participar de diversas atividades do projeto de cooperação técnica
"Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro na Bacia do Lago Victoria"
, ou “Cotton Victoria”, que é desenvolvido pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a
Universidade Federal de Lavras (UFLA)
e com os governos desses três países.
A cerimônia de abertura do evento aconteceu às 14h na sede da Câmara dos Diretores Lojistas da cidade. A vinda da delegação africana está inserida na programação da 4ª Reunião do Comitê Gestor do projeto. O grupo permanece reunido até sexta-feira, dia 13 de março e deverá discutir os avanços do projeto em cada país até o momento, além de elaborar o Plano de Trabalho 2020-2021.
O “Comitê Gestor” é um dos principais instrumentos de gestão e coordenação dos Projetos coordenados pela ABC. Trata-se da máxima instância de deliberação e tomada de decisões estratégicas, com a participação de todos os parceiros envolvidos.
Integram a reunião, representantes, pelo Brasil, da ABC e da UFLA e, pelos países parceiros, da Companhia de Gerenciamento do Algodão e do Instituto de Ciências Agronômicas de Burundi, da Organização de Pesquisa e Agropecuária do Quênia e da Autoridade em Agricultura, Pesca e Alimentação do Quênia, além dos representantes do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia e do Conselho do Algodão da Tanzânia.
Os especialistas africanos têm visitas programadas, durante a semana, para conhecer experiências brasileiras em técnicas de cultivo de algodão. Eles visitarão uma biofábrica e o laboratório de classificação de fibras de algodão da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA). Também estão agendadas visitas a campos de produção de algodão na região.
Cotton Victoria
O "Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro na Bacia do Lago Victoria", envolve Quênia, Tanzânia e Burundi e teve início em 2016. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), referência nacional em Ciências Agronômicas e em melhoramento da cultura do algodão, e com os governos do Quênia, Tanzânia e Burundi. O projeto tem apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
O propósito é aumentar a quantidade e qualidade do algodão produzido, através da ampliação da capacidade técnica de instituições, recursos humanos e tecnologias avançadas para a produção do algodão nesses países, com base em técnicas exitosas brasileiras, respeitando as particularidades locais.
O projeto pretende ainda prestar serviço de extensão rural direta às comunidades de agricultores envolvidas e providenciar, em parceria com os interlocutores locais do setor, avaliação da sustentabilidade econômica da empreitada e da cadeia produtiva do algodão em cada país parceiro.
Autor: Claudia Caçador