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Brasil e Angola iniciam novo ciclo do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde

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Realizado no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o evento reuniu representantes de governos, universidades e instituições de saúde dos dois países e marcou o início de uma nova etapa do programa, que vem ampliando rapidamente sua escala desde sua criação, em 2024.
A iniciativa é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), mobilizando instituições públicas de ensino e hospitais universitários em todo o Brasil.
Participaram da mesa de abertura o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha; a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta; o diretor da ABC, embaixador Ruy Pereira; o presidente da Ebserh, Arthur Chioro; o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço; e o professor Itamar de Souza Santos, representando a Universidade de São Paulo
Durante a abertura, o diretor da ABC destacou o caráter inovador da iniciativa no âmbito da cooperação internacional brasileira.
“Este programa é único pelo potencial estruturante de contribuições muito concretas para o desenvolvimento do sistema de saúde de Angola. Não temos nada semelhante com nenhum país do mundo em termos de cooperação internacional”, afirmou o embaixador Ruy Pereira.
Segundo ele, o programa inaugura um novo paradigma ao integrar, de forma inédita, cooperação técnica e cooperação educacional, mobilizando universidades, hospitais universitários e serviços de saúde brasileiros em uma ampla rede de formação.
Intercâmbio que fortalece os dois países
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, destacou o papel das instituições formadoras brasileiras e ressaltou que a cooperação promove aprendizado mútuo entre profissionais dos dois países.
“Espero que, ao regressarem a Angola, vocês levem não apenas conhecimentos e competências, mas também um pouco da alma do povo brasileiro. E deixem aqui conosco muitas lições, porque todo mundo que ensina também aprende”, afirmou.
A reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também destacou o papel das universidades brasileiras na iniciativa e o potencial transformador da cooperação acadêmica entre os dois países.
“Espero que, com esta ação conjunta, possamos prosperar como projeto de humanidade”, afirmou.
Em sua intervenção, a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, ressaltou a importância estratégica da parceria com o Brasil para o fortalecimento da formação de profissionais de saúde no país.
“Temos consciência de que, ao fortalecermos o capital humano na saúde, estamos a proteger o bem mais precioso: a vida”, afirmou.
De acordo com a ministra, Angola tem ampliado os investimentos na formação de profissionais e pretende especializar cerca de 38 mil trabalhadores da saúde até 2028, com apoio de parceiros internacionais — entre eles o Brasil.
Cooperação Sul-Sul em saúde

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“O programa de formação em saúde Brasil–Angola é uma expressão concreta da cooperação Sul-Sul baseada na troca de experiências, no respeito à soberania dos países e na construção conjunta de soluções orientadas às necessidades reais dos nossos povos”, afirmou.
Padilha ressaltou que iniciativas como essa contribuem para fortalecer os sistemas de saúde e formar profissionais preparados para enfrentar desafios globais, como emergências sanitárias, mudanças demográficas e os impactos das mudanças climáticas na saúde pública.
Formação em escala nacional
No ciclo de 2026, o programa amplia significativamente sua escala. Ao todo, 66 instituições formadoras brasileiras ofertaram 1.403 vagas de capacitação em diferentes modalidades de formação. Até março de 2026, 1.284 profissionais de saúde foram indicados por Angola, dos quais 771 já foram aprovados para iniciar suas atividades formativas no Brasil.
Os participantes desenvolverão atividades de formação em hospitais universitários, serviços de saúde, laboratórios e centros de pesquisa, em modalidades que incluem estágios de curta duração, como também especializações e programas de aprimoramento médico e multiprofissional de média e longa duração.
Desde o início do programa, em 2024, os resultados vêm se ampliando de forma consistente. Atualmente, 551 profissionais angolanos encontram-se em formação no Brasil, enquanto 232 já concluíram suas especializações e retornaram a Angola. Paralelamente, 634 profissionais de saúde foram capacitados diretamente em Angola por instituições brasileiras, ampliando o alcance da cooperação.
Ao promover o intercâmbio de conhecimentos, experiências e práticas entre os dois países, o Programa Brasil–Angola consolida-se como uma das principais iniciativas de cooperação estruturante na área da saúde entre países do Sul Global.

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