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Brasil compartilha experiência de 70 anos do PNAE em evento paralelo do Comitê de Segurança Alimentar em Roma

- Brasil compartilha experiência de 70 anos do PNAE em evento paralelo do Comitê de Segurança Alimentar em Roma
A analista de projetos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, Paola Barbieri, destacou a trajetória de 20 anos da alimentação escolar na agenda da cooperação Sul-Sul brasileira que, segundo a analista, ganhou espaço estratégico.
Barbieri ressaltou que, por meio de parcerias com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Brasil já cooperou com cerca de 80 países na África, Ásia e América Latina e Caribe. Barbieri também enfatizou a atuação de uma força tarefa com a FAO, a Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), o WFP e o Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil, para desenvolver ações integradas, levando em conta as sinergias e o acúmulo de experiências.
“O Brasil tem orgulho de integrar importantes espaços regionais e multilaterais que discutem alimentação escolar”, disse. “Refiro-me à Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), na América Latina e Caribe; à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; ao Fundo Índia, Brasil e África do Sul de Combate à Fome e à Pobreza (Fundo IBAS); à Coalizão para a Alimentação Escolar, na condição de copresidente, e à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, elencando as iniciativas em que o país está ativamente envolvido.
Já a coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Karine Santos, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), detalhou a abrangência de um dos maiores programas públicos do mundo, que completa 70 anos em 2025. “Com um orçamento anual de US$ 1 bilhão de dólares, o Programa serve, diariamente, 50 milhões de refeições em 150 mil escolas públicas, beneficiando 40 milhões de estudantes”, afirmou.
Santos também destacou os recentes avanços do PNAE, como a “redução progressiva do uso de alimentos processados e ultraprocessados” e a nova lei que aumenta de 30% para 45% a cota de compra da agricultura familiar. Ao final, a coordenadora sintetizou a receita do sucesso. “Acreditamos que o grande êxito de programas de alimentação escolar sustentáveis reside na combinação de compromisso político; investimento financeiro; controle social e regramentos legais bem definidos”.
O evento contou ainda com intervenções dos governos do Quênia, Ucrânia e Suécia, além de representantes da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, da sociedade civil, do setor privado, da Secretaria da Coalizão para a Alimentação Escolar, da RAES, do Centro de Excelência contra a Fome do WFP e da Assessoria Internacional do Ministério da Educação do Brasil.

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