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Artesãs do Brasil participam II Festival Internacional de Artesanatos

- Artesãs do Brasil participam II Festival Internacional de Artesanatos
A iniciativa integra as ações da Rede Latino-Americana de Mulheres do Algodão, criada em 2024 para fortalecer o protagonismo das mulheres rurais e reduzir desigualdades de gênero na cadeia de valor do algodão na América Latina. A Rede é impulsionada pelo projeto +Algodão, iniciativa do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO, desenvolvido pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A responsável pelo Programa Nacional de Cultivo de Algodão do Instituto Nacional de Inovação Agrária do Peru (INIA), Marité Nieves, destacou a importância do trabalho conjunto para promover e valorizar o papel das mulheres rurais, desde a produção no campo até a confecção de peças têxteis. “É um trabalho importante e construtivo que garantirá a sustentabilidade do setor. Vamos continuar juntos por mais algodão latino-americano”, afirmou.
Esta foi a segunda edição presencial do festival, que reuniu artesãs reconhecidas em seus países e representantes de instituições peruanas. A primeira edição ocorreu em outubro de 2025, em formato virtual, com a participação de mais de 45 pessoas.
Algodão e saberes tradicionais
Durante o festival, as participantes visitaram instituições dedicadas à pesquisa e à conservação do algodão nativo peruano, além de participar de atividades práticas e de intercâmbio com mestras tecelãs e associações de artesãos locais. A programação também incluiu visitas a museus e oficinas, integrando história, turismo e produção artesanal.
A interação entre artesãs de diferentes países fortalece o protagonismo feminino, amplia oportunidades de geração de renda e contribui para a valorização do trabalho das mulheres na cadeia do algodão.
A Exposição Sabedorias Ancestrais, realizada no âmbito do evento, destacou o trabalho das tecelãs do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. As peças apresentadas evidenciaram a complexidade técnica e simbólica do artesanato tradicional.
Para a artesã brasileira Marlice Machado, o encontro representou uma oportunidade de aprendizado e conexão entre mulheres que compartilham o trabalho com o algodão nativo. “Foi uma troca não só de experiências e de trabalho, mas de saberes. Trouxemos um pouco do nosso trabalho para o Peru e vamos levar um pouco do trabalho delas para o Brasil”, destacou.

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