Notícias
RIO DOCE
Guilherme Boulos participa de ato que marca os 10 anos do rompimento da Barragem de Fundão
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Guilherme Boulos, participou nesta quarta-feira (5) do ato do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para marcar os 10 anos da tragédia do rompimento da Barragem de Fundão. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também esteve presente ao ato.
“O que aconteceu há 10 anos em Mariana não foi um desastre, foi uma tragédia”, afirmou o ministro em seu discurso. “Desastre é algo inevitável, por causas naturais. Ali foi um crime cometido pela Samarco e como todo crime demanda reparação ambiental, social e humana às comunidades, às famílias e às pessoas que sofreram com os efeitos”, disse Boulos.
De acordo com o ministro, a orientação do presidente Lula, desde a sua posse em 2023, foi repactuar o acordo, o que aconteceu logo em 2024, com a assinatura do Novo Acordo do Rio Doce.
"Não se pode admitir que uma tragédia como essa aconteça novamente"
O ministrou lembrou ainda que o antigo acordo iniciado pelo governador mineiro, Romeu Zema, previa apenas R$ 50 bilhões para reparação. O Novo Acordo multiplicou essa cifra para R$ 170 bilhões. “Esse é o valor articulado pelo presidente Lula, a ser pago pela Samarco, como garantia dos direitos dos afetados”, destacou.
Participação Social – Em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa, Guilherme Boulos abordou o papel da Secretaria-Geral da Presidência da República no Novo Acordo do Rio Doce.
“Meu ministério tem a responsabilidade de acompanhar toda a participação social desse processo junto às comunidades e contratar projetos para apoiar a reparação”, afirmou. “Queremos que esses projetos que apoiam as comunidades e totalizam R$ 5 bilhões sejam já contratados no início do ano que vem”.
O ministro disse ainda que a reparação articulada pelo governo federal deixa um grande recado. “Não se pode admitir que uma tragédia como essa aconteça novamente, porque quando você deixa um crime impune e sem reparação é um convite para reincidência”.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também foi enfática ao falar sobre o processo de repactuação. “A mensagem é que essa memória do crime que aconteceu só é possível em função da luta dos atingidos, como indígenas, povos quilombolas, pescadores e agricultores familiares”, disse a ministra, para completar.
“Essa luta não é só para não esquecermos mais desse crime, mas para que a gente adote políticas públicas para que outros episódios como esse não se repitam”, afirmou Macaé.