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Publicado em 24/11/2013 09h00 Atualizado em 09/12/2025 17h19

Resistência de Palmares ganha versão em quadrinhos

Publicado em 22/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 13h48

Um dos maiores símbolos da resistência do povo negro à opressão chega aos quadrinhos. A HQ Angola Janga, de Marcelo D’Salete, dá um tom épico à luta das milhares de pessoas que se refugiaram no Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas, sob a liderança de Zumbi dos Palmares. O lançamento é da editora Veneta.

Além de recontar a trajetória dos guerreiros de Palmares, o autor segue na contramão da história branca, que ameniza os efeitos do regime escravocrata. O autor recupera os fatos com visão crítica. O escritor e desenhista desmitifica a imagem de heróis desbravadores dos bandeirantes e expõe seu lado mais cruel e desumano, a serviço dos interesses econômicos do colonizador português. A publicação sai no formato graphic novel, livro que traz uma narrativa por meio da arte sequencial das histórias em quadrinhos.

Nascido em 1979, Marcelo D’Salete trabalha como professor, ilustrador e autor de quadrinhos. Formou-se em Artes Plásticas e tem mestrado em História da Arte, além de haver cursado Design Gráfico. Em 2008, lançou Noite Luz, com narrativas passadas em uma casa noturna. No ano de 2014, publicou Cumbe, que mostra a luta dos escravizados pela liberdade no período colonial. O trabalho de D’Salete já foi editado em países como Argentina, Portugal, França, Áustria, Itália e Estados Unidos.

Escravidão em pleno século XXI é barbárie e selvageria

Publicado em 21/12/2017 11h00 Atualizado em 17/10/2023 13h49

Em novembro, vieram à tona imagens que chocaram o mundo. Reportagem do canal americano de notícias CNN mostrou um vídeo do que seria o leilão de pessoas negras escravizadas na Líbia. Trata-se de um crime brutal contra os direitos humanos, inclusive denunciado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A Fundação Cultural Palmares (FCP) repudia veemente essa barbárie, que fere e avilta a dignidade de homens e mulheres. Violência desse tipo não pode existir no mundo civilizado com o qual tanto se sonha e por ideais pelos quais tantos lutaram e deram suas próprias vidas.

A Fundação Palmares pede aos organismos internacionais que monitorem e tomem as devidas ações para combater a escravidão e o tráfico de pessoas, problema que atinge não só a Líbia mas diversas regiões do mundo. Não podemos aceitar e nem conviver com essa selvageria. Liberdade acima de tudo.

Entrevista: Erivaldo Oliveira

Publicado em 18/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 13h53
Criada em 1988, a Fundação Cultural Palmares (FCP) é uma entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) que tem a missão de promover e preservar a arte e a cultura afro-brasileira. À frente da Fundação desde junho de 2016, Erivaldo Oliveira vem promovendo mudanças na condução das atividades da instituição, seja no processo de certificação de terras quilombolas, na ampliação das políticas públicas para os moradores dessas comunidades ou mesmo no desenvolvimento de ações de combate ao racismo e à discriminação racial.

“A discriminação racial é um conceito aprendido ao longo da vida. Nenhuma criança nasce preconceituosa, essas são ideias difundidas no núcleo familiar. Por essa razão, nós contamos com a ajuda de outros órgãos governamentais para elaborar políticas públicas para vencer o racismo” (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)

Desde que foi fundada, a FCP foi responsável pela certificação de 3.018 comunidades quilombolas, sendo 103 somente no primeiro semestre de 2017. De acordo com Oliveira, as certificações das comunidades remanescentes de quilombos (formadas inicialmente por povos escravizados, indígenas e brancos pobres) agora são acompanhadas de políticas públicas que assegurem seu amplo crescimento.

“Assinamos um Termo de Cooperação Nacional com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) justamente para assegurar às comunidades quilombolas o fornecimento de água tratada e de saneamento básico. O primeiro acordo firmado beneficiou comunidades no Amapá, Alagoas e na Bahia. A ideia é que essa iniciativa seja estendida a todas as 27 unidades da Federação”, afirmou.
Em entrevista ao site do MinC, Erivaldo Oliveira destaca os processos de certificação e titulação de terras quilombolas, as ações adotadas pela Fundação Cultural Palmares para possibilitar a mobilidade social de milhares de jovens negros em todo País e questões como racismo e preconceito racial.
Confira, abaixo, a íntegra da entrevista:
No dia 11 deste mês, como uma das atividades em comemoração ao Mês da Consciência Negra, a Serra da Barriga, em Alagoas, onde se localizava o Quilombo dos Palmares, recebeu o certificado de Patrimônio Cultural do Mercosul. Qual é a importância desse título?
Trata-se de uma conquista fundamental, não apenas para os quilombolas e demais comunidades que vivem na Serra da Barriga, mas para o estado de Alagoas, para o Brasil e para a América Latina. É um reconhecimento à luta do povo negro pela liberdade e por condições de igualdade, uma batalha que, infelizmente, ainda está longe de acabar. Recebemos esse reconhecimento com enorme satisfação, resultado de uma parceria com o Iphan. Acredito que essa certificação trará investimentos e benefícios à Serra da Barriga. No entanto, precisamos de um engajamento de todo o poder público e da sociedade para avançarmos com essa vitória. Isso ocorrerá à medida que consigamos implantar um modelo de turismo sustentável na região, que respeite o meio ambiente, que valorize as tradições locais e promova o desenvolvimento econômico e a mobilidade social da população.
Hoje, neste dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, estamos dando posse ao Comitê Gestor da Serra da Barriga, que irá pensar em um sistema que profissionalize as atividades culturais e turísticas na região. Ainda com essa perspectiva, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), estamos desenvolvendo uma linha de ação para estabelecimento de um cronograma de eventos na serra e capacitação dos guias turísticos, entre outras iniciativas. Queremos transformar a Serra da Barriga em uma das atrações turísticas mais visitadas do Brasil. É um patrimônio histórico e natural que não pertence apenas ao município de União dos Palmares, onde a Serra está localizada, mas ao mundo inteiro.
Além da Serra da Barriga, quais são os principais projetos que a Palmares está trabalhando no momento?
Um dos nossos carros-chefes é o projeto “Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil”, que dispõe do livro “O que você sabe sobre a África” e a revista Passatempos Coquetel. Além de distribuir o material para escolas públicas, a Fundação capacita professores para que possam trabalhar os conteúdos em sala de aula, discutindo questões fundamentais para a população negra, como racismo, preconceito, intolerância religiosa, riqueza da cultura afro-brasileira e diversidade. Os lançamentos desta ação estão acontecendo em todo o Brasil. Em julho, realizamos em Brasília uma formação para os multiplicadores do projeto, que estão disseminando os conteúdos em 16 municípios selecionados. Em 2018, queremos ampliar o número de cidades atendidas e publicar uma segunda edição do kit, atualizada a partir de um olhar crítico dos próprios professores e gestores de educação.
Além disso, temos oito terreiros tombados [pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)], que desejamos transformar em Pontos de Cultura, para facilitar até mesmo a visitação do público em geral. Isso ajudaria também a diminuir preconceitos. Outro projeto importante é o Minuto Afro. Nele, os grandes heróis afro-brasileiros e os orixás do Candomblé são retratados em vídeos. Ao todo serão 22 vídeos.
Uma das atribuições da Palmares é a certificação das comunidades remanescentes de quilombos. Como se dá esse processo?
Desde que assumi a Palmares, em maio do ano passado, certificamos mais de 400 áreas quilombolas seguindo rigorosos critérios. Temos uma equipe de técnicos composta por antropólogos e historiadores, que analisam a comunidade que se autodeclara quilombola. Após essa etapa, é emitido um parecer favorável ou não à certificação da terra. O laudo da Palmares se soma à análise do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Antigamente, as comunidades que se autodeclaravam tinham a terra certificada sem uma visita in loco. As certificações sem critério traziam como consequência direta uma série de litígios na justiça. As terras eram certificadas e depois apareciam os donos da área reivindicando seus espaços. Hoje, a Palmares gasta uma quantidade significativa de recursos com deslocamento dos nossos procuradores, que precisam resolver questões jurídicas provocadas por certificações mal feitas.
A titulação da terra é concedida automaticamente?
A Palmares não é dona da terra, apenas certifica, ou seja, afirma se determinada área é ou não remanescente de quilombo. O Incra entra no processo depois para conceder às comunidades o título quilombola daquela determinada terra já certificada. A titulação garante à comunidade a possibilidade de conseguir empréstimo em bancos para financiar ações agrícolas, por exemplo. Do mesmo modo, passam a se credenciar para participar do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), entre outros programas do governo federal. Desde o início deste ano, estabelecemos uma parceria com o Incra para que o processo de titulação ocorra paralelamente ao de certificação de uma comunidade. Para que isso acontecesse, convidamos técnicos do Incra para acompanharem a equipe de antropólogos e servidores da Palmares durante a análise inicial. Ainda há um passivo de certificações a ser avaliado pelo Incra, mas agora garantimos que as novas titulações saiam mais rápido.
Por que é importante a certificação?
A certificação é, sob vários aspectos, mais importante que a titulação. A partir da certificação, a comunidade já passa a ter acesso a uma série de políticas públicas. Entre elas está a Bolsa Permanência, voltada a universitários comprovadamente quilombolas, que recebem uma ajuda de R$ 900 todos os meses. Recentemente, firmamos um convênio com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), que reservou 100 vagas para estudantes remanescentes de quilombos.
Além da busca por políticas públicas que atendam as necessidades das comunidades certificadas, que tipo de ajuda a Palmares oferece aos quilombolas?
Nossa política primordial é dar condições para que haja mobilidade social nas comunidades. No entanto, algumas vivem em situação muito precária, não têm sequer o que comer. Nesses casos extremos, damos dinheiro para que os moradores dessas áreas remanescentes de quilombo possam sobreviver. Mas essa não é uma política permanente nossa.
A sua gestão tem procurado se aproximar ainda mais das comunidades certificadas. A ação Palmares Itinerante é um exemplo disso? Como funciona?
Sim. A ideia da Palmares Itinerante é levar aos estados os diretores nacionais da fundação e reuni-los com representantes do movimento sindical, da Funasa, do Iphan e de universidades para a discussão de políticas públicas de acordo com a vocação econômica de cada comunidade. Para nós, é essencial saber como podemos ajudar os habitantes das áreas remanescentes de quilombos. E as demandas, em geral, não são grandes ou difíceis de serem atendidas. Muitas vezes, a única coisa de que comunidade precisa é de esgoto, um advogado para sanar eventuais dúvidas ou uma escola de percussão.
As vocações econômicas das comunidades variam conforme a região? O que isso significa exatamente?
A Palmares mantém um cadastro detalhado de cada comunidade, que inclui o perfil dos moradores e as atividades econômicas desenvolvidas ou com potencial de crescimento. Há comunidades que vivem da pesca, outras, do artesanato ou do turismo.
Quais outras atribuições a Palmares tem?
A análise dos heróis nacionais afro-brasileiros, que são definidos por meio de projeto de lei na Câmara dos Deputados, é feita pela Palmares. Cabe à Fundação emitir parecer sobre a importância de figuras históricas. Um caso emblemático foi o projeto que tinha intenção de transformar Dandara, mulher de Zumbi dos Palmares, em heroína. No entanto, alguns historiadores afirmam que ela não existiu. Outros dizem que sim. Não há consenso. Ou seja, não podemos dar um parecer favorável a um personagem que não há formas de atestar sua existência. Quando não conhecemos muito a história, encaminhamos para universidades que possam fazer essa avaliação. Após a nossa aprovação, os projetos de lei seguem com a tramitação normal.
Como o senhor avalia a questão do preconceito racial nos dias atuais?
Infelizmente, até hoje o negro precisa provar a todo instante que é uma pessoa de bem. A sociedade exige muito mais da população negra nesse aspecto. Um jovem negro, quando está em um determinado local, precisa vencer os olhares de desconfiança de algumas pessoas, que acreditam que ele é um ladrão. O preconceito no Brasil não é somente pela cor da pele, mas também pela roupa que você usa.
Na sua avaliação, quais são as formas de vencer o racismo?
A discriminação racial é um conceito aprendido ao longo da vida. Nenhuma criança nasce preconceituosa, essas são ideias difundidas no núcleo familiar. Por essa razão, nós contamos com a ajuda de outros órgãos governamentais para elaborar políticas públicas para vencer o racismo.
O senhor destaca sempre a importância da mobilidade social das comunidades quilombolas. O que a Fundação Palmares tem feito para possibilitar isso?
As comunidades quilombolas têm sua vocação econômica e, para acelerar o desenvolvimento de algumas, a Palmares está levando cursos de capacitação, de informática, de música, de preservação ambiental, de criação de alevinos (filhote de peixes – uma atividade extremamente rentável nos dias de hoje). Os cursos estão sendo pensados e desenvolvidos com a ajuda do Sebrae e variam conforme a necessidade da região na qual está inserida a comunidade. No quilombo de Muzacão, no Amapá, onde também funciona um Ponto de Cultura, temos um curso de roteiro de televisão e cinema. Na Bahia, no início deste ano, fizemos um convênio com o bloco Cortejo Afro, que oferece cursos de moda para moradores de quilombos. Para nós, da Palmares, interessa oferecer programas de ensino que empoderem os jovens negros. Não adianta abrirmos diversos cursos de ajudante de pedreiro, cozinheiros, mestres de obras, porque essas profissões eles já têm.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Projeto Palmares Itinerante vai aonde o povo negro está

Publicado em 14/12/2017 09h00 Atualizado em 20/10/2023 13h50

A Palmares Itinerante já passou por aí?

O projeto Palmares Itinerante, idealizado pelo presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, veio como uma proposta de levar a Fundação Cultural Palmares (FCP) aos vários lugares do Brasil, para conhecer de perto e entender as principais demandas dos quilombolas e de todos os afro-brasileiros.

Há muitas comunidades quilombolas que são mais isoladas e não sabem o que a Fundação Palmares faz. O projeto veio como ponte para levar as propostas de políticas públicas às comunidades.

“Essa ideia surge da necessidade da aproximação do governo com a sociedade civil. É o governo indo até a ponta, porque a sociedade civil ficou muito tempo isolada dos realizadores de políticas públicas e consequentemente não existiam políticas públicas por não entenderem a demanda da sociedade. Então, você vai até a sociedade, escuta e consegue identificar quais as necessidades da população”. Afirma o presidente da FCP, Erivaldo Oliveira.

Entre as finalidades da Palmares Itinerante estão promover o intercâmbio de informações entre o poder público e a sociedade civil, disseminar conhecimento, buscar mecanismos para ampliar programas dedicados à capacitação de profissionais para o ensino da arte, história e cultura africana e afro-brasileira e assegurar programas de reconhecimento, preservação, fomento e difusão desse patrimônio.

Mais do que um evento que discute as principais questões relacionadas aos afro-brasileiros, a Palmares Itinerante gera resultados práticos por onde passa, como ações para combater o racismo e o preconceito e empoderar as comunidades negras em todo o país.

O modelo “itinerante”, a partir dessa ação da Fundação Palmares, começou também ser implantado em outros órgãos como: Fundação Nacional de Saúde e Ministério da Cultura (MinC), que estão levando as ouvidorias aos vários pontos do país. E é gratificante à Fundação ser modelo em um projeto que leva acessibilidade e mobilidade das ações do governo junto à sociedade civil.

A Palmares Itinerante já foi aos estados do Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul e tem em sua meta circular por todas as regiões do país.

Virada Afro Cultural já começou

Publicado em 11/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h09

A Virada Afro Cultural é uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares, em parceria com o Governo do Estado do Amapá e a Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo, Cooperativismo e Economia Solidária (Fecesap) com a finalidade de evidenciar a cultura afro-brasileira como vetor da mobilidade social da população negra, celebrando-a, intervindo, interagindo e derrubando as fronteiras (físicas e psicológicas) que desunem os povos e dão margem à intolerância e ao preconceito. O evento envolve um conjunto de projetos, ações e atividades como: Exposições; Arte Cênica; Música; Multi Feira Afro (gastronomia, moda, artesanato, literatura); Cinema; Desfile de Moda; Intervenções de Dança ligadas a cultura negra (Hip Hop, Dança Afro-contemporânea, Samba de Roda, Jongo, Coco, Maculelê, Nego Fugido, Marabaixo) apresentando e promovendo as manifestações artísticas locais.

A Virada que dentre as atividades culturais promove o projeto “Caminho do Empreendedorismo”, que capacita mulheres para trabalharem com o afroempreendedorismo, com finalidade de fortalecer o empreendedorismo das mulheres e também incentivar o debate sobre racismo.  O curso que iniciou no dia 15 de novembro, teve em sua programação palestras sobre empreendedorismo, vendas com auxílio das redes sociais, linhas de financiamento e oficinas de planejamento.

As 76 mulheres que foram capacitadas pelo curso, foram direcionadas para as feiras realizadas pela Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro), como a feira de empreendedorismo da semana da Consciência Negra.

As empreendedoras capacitadas também irão participar da feira cultural nos dias 29 a 31 de dezembro, que ocorrerá na Virada Afro Cultural.

A Virada Cultural Afro será realizada no Anfiteatro Fortaleza, na Avenida Beira Rio, de 28 de dezembro ao dia 01 de janeiro de 2018.

Cadastro reunirá informações sobre quilombolas

Publicado em 08/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h11

Com a finalidade de mapear informações socioculturais, políticas, religiosas e produtivas das comunidades remanescentes de quilombo certificadas, a Fundação Cultural Palmares (FCP) lança o Cadastro Geral de Informações Quilombolas. O Cadastro será construído a partir das informações registradas pelas próprias comunidades em um questionário virtual, que pode ser respondido até junho de 2018, por meio de um computador ou até mesmo de um smartphone com acesso à internet.

As informações obtidas darão subsídios à Fundação Palmares para elaborar projetos estruturantes para estas comunidades, além de permitir uma visão mais abrangente da realidade de cada uma delas. A FCP recomenda que o preenchimento seja feito por uma liderança da comunidade, vinculada ou não à direção de sua associação, mas que detenha as informações necessárias. A instituição também considera que cada comunidade deve responder somente uma vez ao questionário. Por isso sugere que as respostas sejam revisadas antes de enviadas.

Para responder o questionário, acesse o link https://goo.gl/forms/32WrwfST8rdpzhM83

Biblioteca do Banco do Brasil disponibiliza acervo à comunidade por meio da FCP

Publicado em 07/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h23

A Biblioteca Oliveira Silveira, da Fundação Cultural Palmares (FCP), e a Biblioteca do Banco do Brasil (BB) firmaram parceria para permitir empréstimos de livros à comunidade. Usuários que comparecerem à Biblioteca Oliveira Silveira, em Brasília (Setor Comercial Sul, quadra 2, quarto andar), de segunda à sexta, das 9h às 18h, receberão um formulário para requisição de até oito obras do acervo da Biblioteca do Banco do Brasil pelo prazo de 30 dias.

A Biblioteca do BB reúne mais de 50 mil títulos em seu acervo, entre publicações técnicas e literárias, incluindo best sellers, trabalhos acadêmicos, enciclopédias, CDs, DVDs e dicionários. O espaço funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 19h.

A biblioteca está aberta à comunidade. A Biblioteca fica na quadra 702/902 sul, bloco C. O catálogo pode ser acessado pelo link: http://www.bibliotecasbb.com.br/pesquisa/

Serra da Barriga é tema de programa da TV Brasil

Publicado em 02/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h33

Quem não assistiu ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, que traz um especial sobre a Serra da Barriga, pode acessar o conteúdo pela internet neste link: http://tvbrasil.ebc.com.br/webtv

Escolhida em 2017 como Patrimônio Cultural do Mercosul, a Serra da Barriga está localizada no município de União dos Palmares, em Alagoas. Lá, está aberto para visitação o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, monumento natural e histórico que reconta a célebre trajetória de Zumbi dos Palmares e das milhares de pessoas que se revoltaram contra a escravidão no período colonial.

A equipe do Caminhos da Reportagem viajou até a Serra da Barriga para entrevistar pessoas que mantêm vínculos com o local. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, dá depoimento sobre a importância desse palco de lutas históricas e de como o título concedido pelo Mercosul pode contribuir para o desenvolvimento da região.

Conferência de Igualdade Racial do DF acontece neste fim de semana

Publicado em 01/12/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h35

Neste sábado (2) e domingo (3), o Distrito Federal realiza a IV Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial, na sede da Fundação Cultural Palmares (Setor Comercial Sul, quadra 2), em Brasília. O evento é um dos preparatórios para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que será realizada de 27 a 30 de maio, também na capital federal.

O encontro traz como tema Brasília na década dos afro descendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos. A programação é aberta à população. Os temas que serão debatidos envolvem combate ao racismo e preconceito, com a participação da comunidade negra LGBT, juventude, intolerância religiosa e valorização do patrimônio afro-brasileiro. A Fundação Cultural Palmares (FCP) será representada na Conferência pelo colaborador Mateus Santana, no sábado, e pela chefe da Divisão de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro, Adna Santos (Mãe Baiana), no domingo.

Governo de Goiás promove seminário sobre cidadania para afro-brasileiros

Publicado em 01/12/2017 15h00 Atualizado em 17/10/2023 14h36

Nesta sexta-feira (1º) e sábado (2), o Governo de Goiás realiza o 2º seminário Estadual de Cidadania para Povos de Matriz Africana e Afro-Brasileira, no Umuarana Plaza Hotel, em Goiânia. A abertura acontece ás 19h de sexta, em uma cerimônia com autoridades e religiosos.

O evento tem objetivo de aprofundar a discussão de políticas públicas para enfrentar o racismo e promover a igualdade racial. A Fundação Cultural Palmares (FCP) será representada pela chefe da Divisão de Patrimônio Afro-Brasileiro, Adna Santos (Mãe Baiana).

Fundação Palmares participa de reunião do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro

Publicado em 01/12/2017 13h00 Atualizado em 17/10/2023 14h37

Nesta sexta-feira (1º), a Fundação Cultural Palmares (FCP) participou da Reunião Ordinária do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro do Distrito Federal (CDDN), no Palácio do Buriti, em Brasília.

Vinculado à Secretaria de Trabalho do DF, o Conselho tem objetivo de atuar em políticas de combate ao racismo e à violência contra os afro-brasileiros. A Fundação Palmares foi representada na reunião pela chefe da Divisão de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro, Adna Santos (Mãe Baiana), e pela coordenadora de Estudos e Pesquisas, Carolina Petitinga. As discussões também servem como preparatórias para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que será realizada de 27 a 30 de maio, em Brasília.

Visitas movimentam Serra da Barriga

Publicado em 01/12/2017 10h00 Atualizado em 17/10/2023 14h38

Reconhecida em 2017 como Patrimônio Cultural do Mercosul, a Serra da Barriga não para de receber visitantes. Pessoas de todas as idades vão ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares, no município de União dos Palmares (AL), em busca da história do herói Zumbi dos Palmares e do bravo povo guerreiro que resistiu por cerca de um século contra a escravidão dos colonizadores.

Entre os frequentadores estão escolas municipais. Segundo os professores, a garotada se encanta com as belezas naturais e a riqueza cultural da Serra. Nos últimos dias, marcaram presença no Parque trabalhadores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). A Fundação Cultural Palmares (FCP), gestora do espaço, junto com a Uneal e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), está desenvolvendo um plano para promover o turismo sustentável na região.

Setor público e sociedade debatem turismo étnico

Publicado em 01/12/2017 14h00 Atualizado em 17/10/2023 14h40

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Erivaldo Oliveira, participou do 1º Encontro Internacional Técnico de Cultura, Negócios e Turismo Étnico, na tarde de quinta-feira (30), na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, na capital paulista. O evento teve como foco o potencial de agregar cultura e história a roteiros turísticos, potencializando o aumento de visitantes.

Além de Erivaldo, estiveram na mesa o presidente da Associação Nacional de Turismo Afro Brasileiro, Francisco Henrique Silvino, instituição promotora do evento, junto com a FHS Consultoria; o secretário de Cultura do Estado de São Paulo, José Luiz Penna; a secretária nacional da Promoção da Igualdade Racial, do Ministério de Direitos Humanos, Roseli de Oliveira; o presidente estadual da Frente Favela Brasil, Daniel Souza; o  presidente da Associação Brasileira de Hostels, João Paulo Amorim; e o presidente da Bernatur Turismo e Viagens, Bernabe Manuel.

Entre os temas debatidos no encontro, orçamento e investimento no turismo em 2018, apresentado por Erivaldo Oliveira. O presidente da Fundação Palmares lembrou da importância de haver um olhar negro sobre as cidades, que proporcionem experiência, informação e facilidade de acesso, como ocorre em Salvador, onde existe um sistema de sinalização que aponta a localização dos terreiros.

Erivaldo Oliveira assinalou o papel da divulgação na mídia dos eventos de turismo étnico, citando o recente caso da Feira Quilombola, realizada na praia de Pajuçara, em Maceió. “As televisões anunciavam a feira o tempo inteiro. Eu ficava na porta do pavilhão vendo os turistas chegarem. Resultado: os quilombolas venderam tudo. Os produtos acabaram dois dias antes do encerramento. Conversei até com o governador sobre a possibilidade de realizarmos este evento de maneira mais periódica, o que contribuirá para a sustentabilidade dessas populações”, relatou o presidente.

Erivaldo Oliveira comemorou o recente título de Patrimônio Cultural do Mercosul, concedido à Serra da Barriga, que abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em Alagoas, palco histórico da luta de Zumbi e do seu povo contra a escravidão. No entanto, destacou a necessidade de que haja maior presença dos negros no sistema político e nos postos de decisão do país. Na visão dele, esse cenário favorecerá o desenvolvimento de ações para promover mais a mobilidade social dos afro-brasileiros, inclusive no segmento de turismo.

Em seguida, houve a palestra Turismo Étnico Cultural – Conceitos e Desafios, com Carlos Humberto da Silva, executivo da Diáspora Black, primeira startup brasileira de turismo focada na população negra. Ainda figuraram na pauta a cultura afro-brasileira no turismo, os quilombos no processo cultural e no turismo no Brasil, turismo e cultura como motores da economia nacional, diáspora africana e as relações com os afro-brasileiros no turismo.

Encontro em São Paulo discute turismo étnico

Publicado em 29/11/2017 15h00 Atualizado em 17/10/2023 14h44

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Erivaldo Oliveira, participa nesta quinta-feira (30), do 1º Encontro Internacional Técnico de Cultura, Negócios e Turismo Étnico. O evento acontece a partir das 14h, na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (Rua Mauá, Centro).

Na ocasião, haverá lançamento de projetos inovadores e discussões sobre valorização de ações sociais, culturais e de mercado integradas à história do Brasil. A realização é da Associação nacional de Turismo Afro-Brasileiro e da FHS Consultoria.

No evento, Erivaldo Oliveira vai destacar o título recebido em 2017 pela Serra da Barriga, em Alagoas, de Patrimônio Cultural do Mercosul. Ele ressaltará a importância do resgate da cultura e história negras como elemento fundamental para promoção da mobilidade social, com geração de trabalho e renda de maneira sustentável.

Novo Gama (GO) celebra Consciência Negra

Publicado em 28/11/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h46

Ainda dentro das comemorações do Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Prefeitura do Novo Gama, em Goiás, promoveu na manhã desta terça-feira (28) um evento em homenagem à data, na Câmara Municipal de Vereadores. A Fundação Cultural Palmares (FCP) participou do encontro, representada pela chefe da Divisão de Patrimônio Cultural Afro-Brasileiro, Adna Santos, a Mãe Baiana.

Na ocasião, além de apresentações culturais, houve discussões em torno de questões como intolerância religiosa, racismo e defesa do patrimônio afro-brasileiro. “O evento foi muito importante para debatermos esses temas junto aos órgãos públicos e à sociedade”, afirmou Mãe Baiana.

Fundação Palmares condena ataque racista à filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank

Publicado em 28/11/2017 13h00 Atualizado em 17/10/2023 14h47

A Fundação Cultural Palmares (FCP) repudia com veemência o recente caso de racismo que vitimou a menina Chissomo, conhecida como Titi, filha do casal Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Em um vídeo que circula pela internet, a brasileira Day Mcarthy, que mora no Canadá, sem qualquer pudor, desfila ódio contra a menina, por conta da cor da pele.

A Fundação Palmares luta contra o racismo e qualquer preconceito porque esse comportamento não cabe na sociedade civilizada, ainda mais se tratando de um ato cuja violência verbal sem limites atinge uma criança. A FCP presta solidariedade a Titi e a seus pais e apóia a luta do casal na Justiça para que a agressora receba a merecida punição.

Alguns acreditam que podem usar as redes sociais e a internet para ofender os demais seres humanos e exibir sua fúria, escondendo-se atrás de um perfil e de um computador, achando que não serão punidos por suas atitudes irresponsáveis. Podem sim ser punidos. A Fundação Cultural Palmares acompanha com atenção esta e qualquer outra demonstração de racismo e sempre se posicionará contra este ambiente de insanidade que tanto nos faz mal. Este é nosso compromisso.

Orange Day chama atenção para violência contra mulher

Publicado em 27/11/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 14h48

A chefe da Divisão de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares (FCP), Adna Santos, a Mãe Baiana, participou no sábado, 25 de novembro, da abertura do Orange Day (do inglês, Dia Laranja), no Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF), em Brasília. A cerimônia teve presença do governador Rodrigo Rollemberg.

A data propõe chamar atenção da sociedade para a violência contra a mulher, especialmente a ocorrida dentro de casa. O encontro fez parte da programação do Mês da Consciência Negra e reuniu governo, órgãos internacionais, instituições de defesa dos direitos das mulheres e da sociedade civil.

Seminário promove diversidade religiosa no ambiente de trabalho

Publicado em 27/11/2017 12h00 Atualizado em 17/10/2023 14h59

Incentivar o respeito à diversidade e à liberdade de crenças no ambiente de trabalho. Com essa filosofia, a Administração Regional do Lago Norte, no Distrito Federal, promoveu nesta segunda-feira, 27 de novembro, o Seminário Dignidade Humana e Religião. O evento contou com a participação da chefe da Divisão de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares (FCP), Adna Santos, a Mãe Baiana, que também representou as religiões de matriz africana.

Além de Mãe Baiana, compareceram líderes de outros credos, como a Igreja Católica e a Luterana. O público dos debates foram servidores da Administração e a comunidade. Por conta de um episódio de perseguição religiosa em gestão anterior, a Administração do Lago Norte assinou um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para não tolerar ou submeter servidores a situações de assédio moral e religioso. O administrador Marcos Woortmann inclusive vai propor que esse tipo de discussão se estenda às sedes das outras regiões administrativas do DF.

Na opinião de Mãe Baiana, o encontro foi bastante proveitoso. “Falamos da necessidade de se enfrentar a intolerância institucional, com a integração de todas as fés. Excelente iniciativa da Administração do Lago Norte”, destacou.

Fundação Palmares leva palestras sobre Consciência Negra a escolas de Brasília

Publicado em 27/11/2017 10h00 Atualizado em 17/10/2023 15h01

Duas escolas e o Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade (LBV), em Brasília, convidaram a Fundação Cultural Palmares (FCP) para apresentar palestras sobre a importância do Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. No Centro educacional da 415 Sul, o público reuniu alunos do Ensino Fundamental; na LBV, crianças entre seis e 15 anos e no Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga, estudantes do Ensino Médio.

A palestrante foi Lorena Marques, colaboradora da Fundação Palmares, graduada em Relações Públicas e mestra em estudos Étnicos e Africanos. Lorena falou de temas como o recente tombamento da Serra da Barriga, em Alagoas, como Patrimônio Cultural do Mercosul, de comunidades remanescentes de quilombos, de auto-estima e de padrões de beleza. As palestras aconteceram nos dias 20, 21 e 23 de novembro, envolvendo 90 crianças e 150 adolescentes. “Os alunos foram super atenciosos e interessados, participando ativamente das discussões. Esse tipo de iniciativa é essencial para combater o racismo e outras formas de preconceito”, assinalou Lorena.

Três mil comparecem a comemoração da Consciência Negra em Brasília

Publicado em 27/11/2017 09h00 Atualizado em 17/10/2023 15h26

Cerca de 3 mil pessoas compareceram à festa em comemoração ao Mês da Consciência Negra na noite do último sábado, 24 de novembro, na Praça dos Orixás, no Setor de Clubes Sul, em Brasília. O evento teve programação cultural e voltada às religiões de matriz africana.

A festa contou com apoio da Fundação Cultural Palmares (FCP), que atuou na mobilização dos participantes. Um dos destaques ficou com a participação do grupo de teatro Obará, especializado em espetáculos que valorizam as tradições afro-brasileiras.

A chefe da Divisão de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro, Adna Santos, a Mãe Baiana, representou a FCP e foi a locutora oficial da cerimônia. Os festejos começaram às 19h e seguiram até 5h.

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