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LNCC e Universidade de Trento avançam em colaboração internacional na área de metamateriais inspirados em origami
O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI) está consolidando uma colaboração científica com a Universidade de Trento, na Itália, voltada ao desenvolvimento de materiais avançados cuja estrutura se inspira na arte milenar do origami. A parceria é liderada pelo pesquisador Americo Cunha Jr., do LNCC, e pelo professor Diego Misseroni, coordenador do Laboratório para o Projeto de Metamateriais e Estruturas Reconfiguráveis (LAB4DREAMS), em inglês, Laboratory for the Design of Reconfigurable Metamaterials & Structures, na instituição italiana.

Durante o mês de janeiro, Americo esteve na instituição italiana como professor visitante, no âmbito de um programa de excelência financiado pelo governo italiano. A visita integra o esforço de aproximação científica entre as instituições e deu origem a um acordo de cooperação já em vigor, com o documento assinado pela direção do LNCC, o que estabelece, para efeitos práticos, um entendimento entre as instituições. No período, foi ministrado o curso “Quantificação da Incerteza para Ciência Computacional Preditiva”, para estudantes de doutorado, abordando fundamentos e aplicações da quantificação de incertezas em problemas complexos de modelagem computacional.
“A colaboração com a Universidade de Trento nos insere em um ambiente internacional que atua justamente na fronteira entre mecânica computacional não linear e ciência dos materiais, onde o comportamento estrutural passa a ser pensado como algo programável”, destaca Americo.
A cooperação tem como foco a temática estratégica que articula mecânica computacional e estruturas inteligentes, áreas alinhadas à missão institucional do LNCC. Encontra-se em elaboração um acordo de cooperação entre o LNCC e a Universidade de Trento, com vistas à consolidação de intercâmbios acadêmicos e projetos conjuntos.
Sobre os metas materiais em origami
Os metamateriais inspirados em origami são estruturas projetadas para adquirir propriedades mecânicas e funcionais que não existem naturalmente nos materiais convencionais. Ao explorar princípios geométricos de dobramento, é possível criar sistemas leves, reconfiguráveis e adaptáveis, com aplicações que vão desde componentes aeroespaciais compactáveis até dispositivos médicos minimamente invasivos e estruturas capazes de mudar de forma conforme a necessidade.
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