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INPE Amazônia sedia o I Workshop Projeto Dedicado: Avanços e Desafios em Sistemas de Detecção e Classificação de Distúrbios Florestais na Amazônia
A Coordenação Espacial da Amazônia sediou, nos dias 09 e 10 de junho de 2026, o I Workshop Projeto Dedicado. O workshop teve como objetivo discutir o desenvolvimento de métodos para automatizar a detecção e a classificação de distúrbios florestais na Amazônia e reuniu pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Este projeto é financiado pelo CNPq e prevê 2 workshops com o intuito de unir e aproximar a comunidade científica da região em torno do tema.
Nesta primeira edição, o foco foi na atualização dos procedimentos utilizados pela Equipe do Programa BiomasBR, especificamente do Projeto Deter Amazônia. Foram apresentados algoritmos para detecção de distúrbios e mineração, o uso de Inteligência Artificial para identificação de corte seletivo e queimadas, além da construção e organização de bases de amostras utilizadas para classificação de imagens. Também foram discutidas aplicações de agentes de IA em processos operacionais. Ao final do dia os participantes realizaram debate sobre os desafios relacionados aos dados, algoritmos e classificação.
No segundo dia o Projeto Dedicado foi apresentado para pesquisadores visitantes, e os pesquisadores convidados relataram o uso de Inteligência Artificial na detecção de extração minerária e automação geoespacial, além de aplicações computacionais voltadas ao monitoramento ambiental. O encontro foi concluído com uma mesa-redonda para discussão dos temas abordados ao longo do workshop.
Sobre a realização do Workshop na cidade de Belém, o coordenador do projeto, Dr. Alby Rocha, destacou que “o conhecimento único acumulado no Deter Amazônia e participação da comunidade acadêmica local é fundamental para o sucesso do projeto Dedicado. Mais do que a inteligência artificial, precisamos do conhecimento e da experiência local para entender e automatizar os processos que agilizem as operações de detecção e alertas de distúrbios florestais sem comprometer a qualidade e responsabilidade atuais.”
A chefe da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática (DIOTG) do INPE, Dra. Karine Ferreira, ressaltou que “a infraestrutura computacional e as tecnologias desenvolvidas pelo INPE no contexto do Programa BIG e Brazil Data Cube são essenciais para apoiar essas iniciativas que necessitam processar e analisar grandes volumes de dados de observação da Terra utilizando técnicas de inteligência artificial.”
As discussões realizadas durante os dois dias servirão de base para as próximas etapas do Projeto Dedicado. Entre os temas apontados como prioritários estão a ampliação das bases de dados de referência, o aprimoramento dos métodos de detecção e classificação de distúrbios florestais e a integração entre especialistas das diferentes áreas envolvidas no projeto.


