O movimento dos planetas está mais ou menos relacionado com o de um corpo que é girado por uma criança, preso por uma corda. Os planetas estão em uma condição estável, pois eles possuem uma velocidade de rotação em torno do Sol que contrabalança a força de atração gravitacional de nossa estrela, fazendo com que a sua órbita permaneça a mesma. Podemos fazer uma analogia com os satélites artificiais que giram em torno da Terra. Os engenheiros calculam qual velocidade o satélite deve ter para que fique orbitando em torno da Terra a uma determinada distância. Quando o satélite sofre perda de velocidade devido ao atrito com a atmosfera da Terra, a sua velocidade deixa de contrabalançar a atração gravitacional da Terra e o satélite passa a orbitar cada vez mais próximo, até por fim atingir a superfície. Para compensar as perdas pelo atrito com a atmosfera muitas vezes são acionados sistemas de propulsão para que o satélite permaneça na órbita original. No caso dos planetas não há perdas e nem mecanismos de propulsão, resultando em um movimento estável por longos períodos. No entanto, existem muitos casos em que esta estabilidade não acontece. Um exemplo é o caso da Lua, que está se distanciando muito lentamente da Terra e se aproximando do Sol, em razão de perturbações por forças de maré. Outro exemplo ocorre com asteroides (veja questão sobre asteroides); vários deles têm suas órbitas modificadas por alguma perturbação e passam a ter trajetórias mais próximas do Sol.