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Coleção de Mamíferos do INMA integra levantamento internacional sobre acervos científicos de mamíferos na América do Sul
A Coleção de Mamíferos do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), mantida no Museu de Biologia Professor Mello Leitão (MBML), em Santa Teresa (ES), integra estudo internacional que reúne, pela primeira vez, um panorama completo das coleções de mamíferos existentes na América do Sul. O artigo foi publicado no mês passado, no Biological Journal of the Linnean Society, e contou com a participação de mais de cem pesquisadores de todo o continente.
O levantamento, intitulado “A comprehensive survey of mammal collections and genetic resources in South America: challenges and directions”, identificou 141 coleções científicas distribuídas por 12 países e mais de 740 mil espécimes catalogados. O trabalho aponta as coleções biológicas como infraestrutura essencial para a pesquisa em biodiversidade, conservação, evolução e saúde pública, ressaltando seu papel na compreensão das mudanças ambientais e na vigilância de doenças zoonóticas.
A participação do INMA reforça o reconhecimento do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão como referência nacional na preservação e no estudo da fauna da Mata Atlântica. A coleção do Instituto reúne espécimes provenientes de diferentes ecossistemas do bioma e subsidia pesquisas sobre distribuição, ecologia e conservação de mamíferos.
“Estar presente nesse levantamento é motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, um chamado à valorização das coleções científicas como patrimônio do conhecimento”, afirma Ana Carolina Loss, uma das autoras do estudo. “Esses acervos guardam informações únicas sobre nossa biodiversidade e são fundamentais para compreender como o ambiente e as espécies respondem às transformações do planeta.”
O estudo também destaca desafios comuns às coleções sul-americanas, como a necessidade de ampliar o número de profissionais dedicados, fortalecer a infraestrutura de conservação e avançar na digitalização dos acervos, garantindo maior visibilidade e acesso a dados científicos.
Com sua inclusão nesse panorama continental, o INMA reafirma seu compromisso com a preservação, o conhecimento e a difusão da biodiversidade da Mata Atlântica, consolidando o papel do Espírito Santo na rede de instituições que produzem ciência de ponta sobre a fauna sul-americana.