O INMA
O Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) foi criado a partir da transferência do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, fundado por Augusto Ruschi em 1949, para a estrutura do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por intermédio da Lei 12.954, sancionada em 05 de fevereiro de 2014.
O INMA caracteriza-se como uma instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT), nos termos da Lei nº 10.973/2004. A sede do Instituto está localizada na área urbana do município de Santa Teresa, Espírito Santo, onde se desenvolvem as atividades administrativas, científicas, museológicas e educativas.
O INMA tem a responsabilidade de preservar valioso acervo biológico– formado por 120.000 espécimes da fauna e 53.000 registros da flora brasileira, sobretudo da Mata Atlântica, e gerenciar duas áreas de conservação próximas à sua sede – a Estação Biológica de São Lourenço e a Estação Biológica de Santa Lúcia – compartilhada com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e Associação de Amigos do Museu Nacional.



O Museu de Biologia Professor Mello Leitão foi fundado na cidade de Santa Teresa, Espírito Santo, em 26 de junho de 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi. Em seu Estatuto, publicado no Diário Oficial do estado em 1955, lê-se que a finalidade principal da nova instituição seria “o estudo, desenvolvimento e vulgarização da História Natural e Antropologia, particularmente do Espírito Santo e Brasil” e que suas atividades de pesquisa ficariam organizadas nas seções de: 1. Zoologia; 2. Botânica;3. Geologia, Mineralogia e Paleontologia; e 4. Antropologia, Etnologia e Arqueologia. Sua estrutura comportaria, ainda, “um Horto Botânico, um Jardim Zoológico e uma ou mais Estações Biológicas”.
Na primeira página do Diário do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, escrita por seu idealizador e fundador, consta ainda que esse “instituto de pesquisa pura e aplicada” foi fundado “no local e prédio onde se achava instalado o laboratório de estudos e preparo de material para o Museu Nacional do Rio de Janeiro, subordinado ao Ministério da Educação, durante os anos de 1939 até a presente data de 26 de junho de 1949”, e que seu nome foi dado em homenagem ao zoólogo Cândido Firmino de Mello Leitão – o “mestre e amigo” de Ruschi, falecido em 14 de dezembro de 1948, que lhe facilitara o ingresso no Museu Nacional, onde Ruschi fez sua carreira como botânico e professor.
Após 34 anos funcionando como instituição particular e exibindo um histórico importante de serviços prestados à biologia e à ecologia, o museu de Ruschi foi incorporado pela Fundação Nacional Pró-Memória (FNPM), do Ministério de Educação e Cultura (MEC), em 5 de dezembro de 1983. Nas palavras do antigo dono, o que motivou sua decisão de “extinguir” seu museu e transferir toda sua estrutura e coleções àquele órgão federal, foi a ausência de condições financeiras próprias para continuar mantendo seu patrimônio e financiando a expansão das pesquisas biológicas (RUSCHI, 1984, pp. 8-9).
Finalmente, e na mesma sintonia pela manutenção e expansão desse importante patrimônio público, a instituição federal foi transferida para a tutela do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em 5 de fevereiro de 2014, sendo incorporada à estrutura do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), especialmente criado para esse fim.


A Estação Biológica de Santa Lúcia (EBSL) é um remanescente de Mata Atlântica de aproximadamente 440 ha, localizado no município de Santa Teresa, na região serrana do Estado do Espírito Santo, dentro do domínio geomorfológico denominado Borda Montanhosa do Planalto. A altitude varia entre 600 e 900m. Na sua maior parte, a vegetação é secundária em avançado estágio de regeneração. Estudos com flora arbórea, aves, mamíferos e lepidópteros indicam alta riqueza biológica nessa região, mesmo em comparação com outras áreas de Mata Atlântica.
Ela tem como principais finalidades a conservação da biodiversidade e servir de base para pesquisas científicas, contando com alojamentos e laboratório para triagem de material coletado em campo.
A EBSL não é aberta para visitação sem propósito científico.
A história da Estação Biológica está vinculada ao trabalho do naturalista Augusto Ruschi, que foi pesquisador do Museu Nacional e fundador do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, em 1949.
A EBSL é uma gleba formada por áreas sob a responsabilidade do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Sociedade de Amigos do Museu Nacional (SAMN), sendo administrada por um Conselho Gestor formado por representantes dessas três entidades.
Por ser uma área relativamente pequena, a sua ampliação, a proteção dos remanescentes florestais do entorno e a manutenção de sua conectividade com outras áreas protegidas são fundamentais para a preservação da riqueza biológica dessa região.

A Estação Biológica de São Lourenço é um remanescente de Mata Atlântica secundária em avançado estágio de regeneração, dentro do domínio geomorfológico denominado Borda Montanhosa do Planalto. Seu tamanho é de aproximadamente 22 ha e pertence ao Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). A altitude varia entre 650 e 900 metros.
Também conhecida como "Caixa d’água", por possuir nascentes importantes que abastecem um pequeno número de residências ao seu redor, faz divisa com o Parque Natural Municipal de São Lourenço, que possui aproximadamente 312 ha, formando um importante conjunto florestal bem próximo ao centro da cidade de Santa Teresa/ES.
Esta área pode ser usada para atividades científicas, mas não possui infraestrutura para apoio, e a autorização para o acesso deve ser obtida junto ao INMA.

O herbário MBML (Museu de Biologia prof. Mello Leitão) foi criado pelo naturalista Augusto Ruschi, ao agregar a sua coleção pessoal, exemplares de plantas doados pela Secretaria de Agricultura, Terras e Colonização do estado do Espírito Santo, na década de 50.
Atualmente, possui aproximadamente 53 mil registros e 2,08% deles são tipos nomenclaturais. O principal propósito da coleção botânica do INMA é documentar a Flora da Mata Atlântica. O acervo é formado por fungos, líquens, “algas”, “briófitas”, samambaias, licófitas, gimnorpermas e angiospermas. Este se encontra conservado em meio líquido (flores e amostras de “algas”), como exsicatas (ramos secos com folhas, flores e frutos), na xiloteca (amostras de madeira) e na carpoteca (exemplares de frutos secos).
O herbário MBML está vinculado ao INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, o qual incentiva que coleções de fungos e plantas disponibilizem seus registros, com livre acesso a um público diversificado, incluindo a comunidade científica.
Os dados de todo o acervo do MBML e parte das imagens de exsicatas estão disponíveis no Portal Splink: (http://www.splink.org.br/) e na plataforma do Herbário Virtual REFLORA: (http://reflora.jbrj.gov.br).
Contato: mbml.herbario@inma.gov.br
Telefone: (27) 3259.1182 (Ramais 204 e 213)


A partir de maio de 1940 iniciam-se as coleções de vertebrados, sendo a de aves a primeira a ser constituída, seguida da de mamíferos (1943), peixes (1944), anfíbios (1954) e répteis (1957).
Atualmente a Coleção Zoológica conta com sete acervos zoológicos, sendo cinco de vertebrados (Anfíbios, Aves, Mamíferos, Peixes e Répteis), com cerca de 41.000 lotes e mais de 125.000 exemplares, e dois de invertebrados (Crustacea e Odonata, iniciados no início do século XXI), com cerca de 800 lotes e aproximadamente 1.000 exemplares.
Os acervos encontram-se protegidos em salas totalmente climatizadas e possuem exemplares-tipo e espécies atualmente raras ou ameaçadas de extinção.
A coleção é composta em sua maioria por espécimes provenientes do Espírito Santo, sendo esta a principal fonte de conhecimento sobre a biodiversidade faunística do estado. Além destes, a coleção também possui exemplares de outros estados brasileiros e até de outros países.
Os acervos de vertebrados estão digitalizados e disponíveis on-line no CRIA (Centro de Referência em Informação Ambiental – http://www.splink.org.br).
Atualmente a Coleção Zoológica tem por objetivos inventariar a fauna da Mata Atlântica e estudar sua evolução, distribuição, ecologia e conservação, estando disponível para consulta pela comunidade científica mediante agendamento de visitas ou empréstimos de exemplares.
A coleção também pode ser visitada por grupos de estudantes de escolas e universidades mediante agendamento prévio.
Contato: mbml.zoologia@inma.gov.br
Telefone: (27) 3259.1182 (Ramal 212)