O número estimado de casos novos de câncer de próstata no Brasil, para cada ano do triênio de 2026 a 2028, é de 77.920, com risco estimado de 74,62 casos novos a cada 100 mil homens (Tabela 1).
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata ocupa a segunda posição entre os cânceres mais incidentes no país. Entre os homens, é o câncer mais incidente no Brasil e em todas as regiões, com risco estimado de 94,90 casos a cada 100 mil homens na região Sudeste; 70,49 casos a cada 100 mil na região Nordeste; 68,95 casos a cada 100 mil na região Centro-oeste; 56,09 casos a cada 100 mil na região Sul; e 29,94 casos a cada 100 mil na região Norte (Tabelas 4, 19, 38, 46 e 55).
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O câncer de próstata é, na maioria dos casos, uma neoplasia maligna que se origina nas células epiteliais das glândulas prostáticas, sendo composto predominantemente por adenocarcinomas acinares, responsáveis por mais de 95% dos casos diagnosticados. Subtipos histológicos menos comuns incluem carcinomas ductais, escamosos e neuroendócrinos (Who Classification of Tumours, 2022b). Sua evolução clínica varia conforme a idade do diagnóstico e o estádio da doença.
O risco aumenta com o envelhecimento, especialmente após os 60 anos. A hereditariedade é um fator de risco relevante, destacando-se as mutações no gene BRCA2 e a síndrome de Lynch (Who Classification of Tumours, 2022b), e sua ocorrência é mais frequente em homens negros (Wild; Weiderpass; Stewart, 2020). Entre os fatores modificáveis, destaca-se o excesso de gordura corporal (World Cancer Research Fund; American Institute for Cancer Research, 2018). Quanto às exposições ocupacionais, o trabalho noturno, a exposição à radiação ionizante, a alguns metais e a agentes utilizados na produção de borracha estão associados ao aumento do risco, embora com evidências ainda limitadas em humanos (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, 2021a).
Mundialmente, o câncer de próstata é o quarto mais incidente entre todos os tipos de câncer e o segundo mais incidente entre os homens. Em 2022, foram estimados aproximadamente 1,5 milhão de casos novos, representando 14,2% de todos os cânceres em homens e 7,3% de todos os cânceres na população em geral. As maiores taxas de incidência foram observadas no Norte da Europa, na Austrália, na Nova Zelândia, no Caribe e na América do Norte (Bray et al., 2024).
Com relação à mortalidade no Brasil, em 2023 ocorreram 17.258 óbitos por câncer de próstata, correspondendo a um risco estimado de 16,71 mortes por 100 mil homens (Instituto Nacional de Câncer, [2025a]).