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SEGURANÇA: IEC participa da 8ª edição do Guardião Cibernético
Entre os dias 21 e 25 de setembro, uma equipe multidisciplinar do Instituto Evandro Chagas (IEC/SVSA/MS) participou da 8ª edição do Exercício Guardião Cibernético. Coordenado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), sob responsabilidade do Ministério da Defesa, o treinamento é considerado o maior exercício de simulação cibernética do Hemisfério Sul.
Nesta edição, o Guardião Cibernético reuniu cerca de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 14 países. As atividades ocorreram simultaneamente em Brasília e nos hubs de Belém, Manaus, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
Por meio de simulações de incidentes cibernéticos, instituições públicas e privadas experimentam situações de crise simulada para testar prevenção, resposta, recuperação e continuidade de serviços essenciais. São consideradas infraestruturas críticas, instalações, serviços, bens e sistemas cuja interrupção ou destruição, total ou parcial, possa provocar sério impacto social, ambiental, econômico ou à segurança do Estado e da sociedade. No Guardião Cibernético 8.0, as simulações envolveram setores estratégicos como energia, transportes, recursos hídricos, comunicações, economia e biossegurança e bioproteção.

- Fernando Molento, coordenador do Laboratório NB3, e Cássia Kahwage, chefe da Seção de Tecnologia da Informação, compartilham com os participantes as experiências do grupo de Biossegurança e Bioproteção
Resposta Integrada
A participação no Guardião Cibernético vai além das áreas de tecnologia da informação e segurança digital. As simulações também testam a capacidade de atuação integrada da gestão, das áreas técnicas e da Comunicação Social diante de uma situação de crise. Nesse contexto, a comunicação contribui para organizar o fluxo de informações, orientar os diferentes públicos e responder às demandas da imprensa com rapidez, precisão e informações validadas.
A diretora do IEC, Lívia Caricio, visitou, no dia 23 de setembro, as instalações do hub de Belém, durante a programação destinada à observação das atividades pelos dirigentes das organizações participantes. “Desde o ano passado, o IEC envia uma equipe multidisciplinar para participar do Guardião Cibernético, com profissionais das áreas de tecnologia da informação, comunicação social e dos laboratórios da instituição, porque acreditamos que um gabinete de crise que combine diferentes expertises é fundamental para uma resposta assertiva e tempestiva”, afirmou a diretora.
A equipe do IEC foi composta por Fernando Molento, coordenador do Laboratório NB3; Bruno Tardelli Nunes, pesquisador e chefe substituto da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas; Ananda Krishna Ramos, chefe da Seção de Biossegurança e Gestão da Qualidade; Cássia Kahwage, chefe da Seção de Tecnologia da Informação; Matheus Aguiar, analista de Engenharia de Controle e Automação; Vander Silva, analista de Segurança; e Kelvin Souza, analista de Comunicação Social.
É o segundo ano consecutivo em que o Instituto Evandro Chagas participa do exercício no grupo temático de Biossegurança e Bioproteção. O setor integra as áreas prioritárias definidas pelo Plano Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas (Plansic), que atribui ao Ministério da Saúde a responsabilidade pela articulação das ações nessa área. No IEC, um dos pontos de atenção é a proteção de seu Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), estrutura destinada ao trabalho seguro com agentes biológicos que exigem medidas reforçadas de contenção.
“A presença do IEC no Guardião Cibernético reforça o papel estratégico da instituição na Amazônia e no Brasil, especialmente pela responsabilidade sobre ativos biológicos de interesse em saúde pública e pela atuação em biossegurança e bioproteção, por gerir uma infraestrutura crítica. Participar dessas simulações ajuda a incorporar a segurança cibernética à nossa cultura de biossegurança e a fortalece a capacidade institucional de prevenir e responder a situações de crise”, afirmou Fernando Molento, coordenador do Laboratório NB3 do IEC.
A participação no exercício também permitiu à equipe avaliar fluxos internos de resposta, identificar pontos de aprimoramento e fortalecer a articulação entre as áreas envolvidas na gestão de eventuais incidentes. As experiências obtidas nas simulações poderão contribuir para o aperfeiçoamento dos procedimentos institucionais de prevenção, gerenciamento de crises e continuidade das atividades.
O que é um laboratório NB3?
Um laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3) é uma instalação de alta contenção projetada para permitir o trabalho seguro com agentes biológicos que podem causar doenças graves e apresentar risco de transmissão, especialmente por aerossóis. Esses ambientes contam com controles rigorosos de acesso, sistemas específicos de ventilação e equipamentos de proteção e contenção para reduzir riscos aos profissionais, à comunidade e ao meio ambiente.
