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Curso de atualização
Profissionais dos nove estados da Amazônia Legal passam por atualização de diagnóstico da malária
Ao longo das duas últimas semanas (14 a 25 de setembro), profissionais dos nove estados brasileiros que integram a área da Amazônia Legal passaram por um curso de atualização de diagnóstico da malária.
Participaram cerca de 20 microscopistas e profissionais dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) da região. Tendo passado por uma primeira etapa de formação virtual, eles se reuniram presencialmente no Instituto Evandro Chagas (IEC), em Ananindeua (PA), para discussão de procedimentos e práticas laboratoriais.
A atualização é um dos objetivos estratégicos do Plano Nacional de Eliminação da Malária. Ele visa a realização, a cada três anos, do fortalecimento e ampliação da "rede de diagnóstico laboratorial existente, com a capacitação de microscopistas e de outros profissionais para a realização do teste de diagnóstico rápido."
Passado um intervalo de cinco anos, a retomada da formação foi uma iniciativa da Coordenação-Geral de Eliminação da Malária (CGEMA), em parceria com a Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB). A realização das atividades contou com a expertise do Laboratório de Malária do IEC. Todos os três estão vinculados à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde.
A importância do curso, no ponto de vista dos participantes

- A diretora do IEC, Livia Caricio (à esquerda), e a coordenadora do curso, Giselle Rachid (à direita), ouvem os depoimentos dos alunos.
O curso permite uma padronização dos diagnósticos e procedimentos, alinhados a normas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O foco da atividade está na qualidade dos processos, contribuindo para a vigilância da malária e o objetivo de sua erradicação.
"É importante para manter a qualidade do diagnóstico, através da gota espessa, do teste rápido", destaca Márcio Fabiano, da CGEMA.
Segundo ele, os participantes são responsáveis por difundir capacitações também em seus municípios. "Com certeza, após esse treinamento, a qualidade e o ensino desses profissionais dentro dos municípios vão melhorar", acrescenta.
De acordo com a diretora do IEC, Livia Caricio Martins, as mudanças climáticas trazem novos desafios para a vigilância em saúde, requerendo novas ações: "mais do que nunca, a gente tem que trabalhar as estratégias. Uma das principais, além do controle vetorial, é a do diagnóstico rápido, acompanhado de um tratamento eficaz."
"Hoje, cada vez mais sabemos da importância da investigação laboratorial para a vigilância, o controle e a prevenção em saúde", complementa ela.
O encontro possibilitou ainda o compartilhamento de experiências, com as particularidades vividas em cada Lacen da região amazônica. Vindo de Rondônia, Eduardo Souza destacou o "network" (rede de contatos) criado, como o grupo formado no Whatsapp, do qual não pretende sair "de jeito nenhum".
Outros participantes agradeceram a oportunidade da formação e destacaram a realização vivida em poder conhecer de perto o IEC.
"Minha família me perguntava: 'aonde você vai?'. Eu dizia: 'eu vou aprender com os melhores desse país'", exaltou Luiz Henrique, do Tocantins.
Camila, do Amazonas, também declarou: "para mim, e acredito que para todos (os presentes), é uma honra estar aqui, aprendendo com as referências".