Prêmio Marcantonio Vilaça
Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça
A Fundação Nacional de Artes – Funarte, por meio do Centro de Artes Visuais (CEAV), realiza há 15 anos o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça. Em sua primeira edição, em 2006, contemplou cinco projetos artísticos nas áreas de pesquisa e fomento. Já na segunda edição, em 2008, foi adotado um novo formato que permitiu a aquisição de acervo por oito instituições museológicas das cinco regiões do país.
Atualmente, o concurso encontra-se na 10ª edição e tem o objetivo de fortalecer acervos de patrimônios de arte e sua exibição pública. Além disso, visa estimular a produção artística digital, a reflexão sobre as artes visuais e a difusão de suas várias formas de expressão artística. Pela primeira vez, o edital abrange exclusivamente formas de arte produzidas por meio digital – tais como: arte sonora, escultura, arte cibernética, bioarte, “net-art”, “glitch-art”, arte imersiva (AR, VR e MR), “pixel art” (arte pixel) e “game-art” – arte para jogos (no caso, eletrônicos) –, além de poesia, entre outras expressões.
O Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça possui grande representatividade no campo das artes visuais. Ao longo dos anos foram doados mais de 50 conjuntos de obras artísticas para instituições museológicas do país. O certame foi instituído pela Lei 11.125, de 20 de junho de 2005.
Marcantonio Vilaça
Personalidade atuante nas artes visuais, nas décadas de 1980 e 1990, e advogado por formação, Marcantonio Vilaça dirigiu a revista de arte Galeria. Fundou com sua irmã a galeria Pasárgada Arte Contemporânea, provocando um movimento renovador em sua cidade natal, Recife (PE). Inaugurou, ainda, com Karla Ferraz de Camargo, a galeria Camargo Vilaça, em São Paulo (SP), considerada a mais importante referência para a arte brasileira nos anos 1990.
Por sua atuação, projetou a arte contemporânea brasileira internacionalmente, fazendo com que artistas desse segmento passassem a frequentar bienais e feiras no exterior. Galerias fundadas por ele reuniram obras, catálogos e livros. Graças a essas instituições, muitos nomes de artistas brasileiros entraram em acervos de grandes museus e coleções particulares. Vilaça também investiu, ao expor artistas estrangeiros no país, numa tentativa de divulgar para o público brasileiro a produção contemporânea mundial.
Faleceu aos 37 anos, no dia 1º de janeiro de 2000. Foi homenageado com a criação de duas iniciativas de incentivo à produção artística, regulamentadas por lei federal. Além do concurso da Funarte, há o Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Mais informações sobre edições e inscrições, aqui.