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Teatro Cacilda Becker recebe “Tudo que eu (não) vivi – um anticirco-teatro documental”
Espetáculo “Tudo que eu (não) vivi” / Rafael Moura
O Teatro Cacilda Becker, espaço cultural da Funarte no Rio de Janeiro, recebe o espetáculo “Tudo que eu (não) vivi – um anticirco-teatro documental” entre os dias 8 e 12 de outubro. A peça, apoiada pelo Programa Funarte Aberta, traz histórias de retirantes das regiões Norte e Nordeste do Brasil e propõe uma reflexão sobre o sentido da vida e a realidade do país, a partir da vivência no circo.
O enredo traz três rapazes, que saíram do Norte e do Nordeste do Brasil tentando a vida como artistas de circo mambembe. Eles se conhecem em um quarto precário, em uma pensão na dita Cidade Maravilhosa, onde já mora uma mulher que também está em busca de um futuro melhor.
“Os personagens trazem seus medos, sonhos, paixões e a insegurança de pisar num território desconhecido: Assis sonha em ser poeta na Cidade Maravilhosa; Juliano, busca se formar em medicina e concretizar suas utopias; Zé Palmares, cujo objetivo é mudar sua história e melhorar de vida; e a moça que, no morro, chamam de Maria, que às vezes não tem nome, apenas alguns apelidos — ‘a que foi, mas também ficou’, e que ficou só. De modo, ora inusitado ora cotidiano, eles contam como fizeram – e fazem –, para não deixar de viver e continuar a sonhar”, descreve a sinopse. A encenação mescla técnicas de teatro, circo e performance e cinema.
“Tudo que eu (não) vivi reúne histórias reinventadas. Mistura crônica, ensaio, autobiografia, ficção e memória para construir uma narrativa fragmentada, onde se entrelaçam as histórias dos migrantes. O mosaico de lembranças, cenas e reflexões do dia a dia convida o espectador a perder-se nos labirintos das cidades e das memórias, em uma imersão poético-política, em uma verdadeira cartografia, questionando as fronteiras entre realidade e ficção. Dar novos significados a narrativas sociais e pessoais brasileiras, abordando questões raciais e de gênero, classe, trabalho, migrações e pertencimento é a proposta central”, dizem Jean Fontes, idealizador da peça e seu coautor – ao lado de Priscila Raibott –, além de ator do elenco; e o diretor, Wellington Júnior.
As apresentações ocorrem de quarta-feira a domingo às 19h. Há, ainda, sessões extras de 9 a 11 de outubro – quinta a sábado – às 15h
Serviço
Espetáculo “Tudo que eu (não) vivi”
8 a 12 de outubro de 2025
Horários: 8 a 12 de outubro, de quarta-feira a domingo às 19h. Sessões extras: 9 a 11 de outubro – quinta a sábado, às 15h
Local: Teatro Cacilda Becker
Rua do Catete, 338, Catete – Rio de Janeiro (RJ) | Próximo ao Metrô Largo do Machado
Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 30 | (Meia-entrada: R$ 15 | Lista Amiga: R$10 | Vendas no site Sympla e na bilheteria.