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Integrando o marco de seus 50 anos, Funarte celebra memória e debate futuro das artes em ato público nas cidades de Manaus e Brasília
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A Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal (MinC), celebra seu cinquentenário, afirmando a importância histórica da instituição, refletindo sobre o futuro, partilhando as conquistas de 50 anos de fomento às artes brasileiras e ecoando a força do Brasil das Artes, sua política nacional. Após o lançamento deste marco celebrativo no último mês de dezembro, envolvendo o anúncio de ações de recuperação institucional, do estabelecimento de parcerias e redes e dos programas de fomento do Brasil das Artes, a Funarte agora realiza o segundo ato oficial desta jornada. Desta vez, o foco está na memória dos grupos e coletivos de Teatro e no exercício e sustentabilidade profissional da Dança.
“Ao lado de artistas, gestores, realizadores, instituições e públicos, seguiremos neste marco celebrativo de 50 anos de invenção de um povo que tem nas artes um ativo de direitos, liberdades, soberania e emancipação. A Funarte retomada, casa pública das artes brasileiras, com o símbolo da democracia, é parte da construção do Brasil das Artes, marco institucional pioneiro de promoção e proteção das artes brasileiras, com a missão de recuperar participação social e organização setorial”, afirma a presidenta da Funarte, Maria Marighella, que completa. “Priorizar um sistema de financiamento capaz de nacionalizar o acesso aos recursos e o direito às artes e garantir o direito à formação, criação, difusão, pesquisa, memória e internacionalização, é a missão dos nossos programas, que, com articulação institucional e federativa, devem dar escala e tamanho às políticas públicas para as artes brasileiras”, completa.
No dia 28 fevereiro, em dois equipamentos públicos do Amazonas em Manaus, haverá uma ação de reflexão a partir do lançamento de livro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS) e do espetáculo “Sebastião” do Ateliê 23 (AM). No dia 4 de março, em Brasília (DF), será aberto debate junto à sociedade civil organizada no Centro de Dança do DF e promovida uma sessão do espetáculo “A Escultura”, que traz ao palco do Teatro Nacional Claudio Santoro, aos 87 anos, a mestra da dança Yara de Cunto, ao lado da hoje também mestra Giselle Rodrigues.
Juntas, as ações “Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro” e “Memória e Futuro da Dança Brasileira: políticas públicas que atravessam o tempo” fortalecem a perspectiva setorial das políticas para as artes, com um olhar sobre temas prementes nos campos do Teatro e da Dança. Todas as atividades são abertas ao público.
Tendo como eixo central o papel da instituição e o “Brasil das Artes: Uma Política Nacional”, as cerimônias do cinquentenário da Funarte se somam a um conjunto de entregas que fortalecem o cumprimento de sua missão. Responsável pelas políticas públicas para as Artes Visuais, o Circo, a Dança, a Música e o Teatro no Brasil, a Funarte vem desenvolvendo, desde 2023, um trabalho de recuperação e atualização institucional para o fortalecimento das ações desenvolvidas e o estabelecimento de uma política nacional articulada ao Sistema Nacional de Cultura, bem como da restituição da participação social como fundamento do processo qualificado de formulação e consolidação destas políticas.
Somam-se ao arcabouço de conquistas institucionais, neste cinquentenário, a reestruturação administrativa da Funarte, com a recuperação de estruturas extintas e reorganização de diretorias específicas para as linguagens artísticas; o concurso público para novos servidores, após mais de dez anos de sua última realização, por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU2) em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI); a reabertura do Centro Técnico de Artes e do Centro de Documentação e Pesquisa (CEDOC Funarte) como articuladores nacionais das políticas para as áreas técnicas e para a memória das artes; a inauguração da nova lona da Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha (ENCLO); e, ainda, o retorno da Funarte à sua sede histórica, no Palácio Gustavo Capanema.
No conjunto dos programas da Funarte, estão contempladas as variadas frentes da rede produtiva das artes. Como diretriz prioritária de política pública, está o Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, que promove manutenção e previsibilidade para iniciativas artísticas de caráter continuado, de todas as regiões do Brasil: espaços, grupos e coletivos e eventos calendarizados, em suas experiências essencialmente coletivas. Em duas edições, mais de R$ 30 milhões foram investidos anualmente em mais de 100 projetos a cada biênio. A partir de 2026, o Programa avançou em articulação com a Política Nacional Aldir Blanc: o Programa Nacional Aldir Blanc de Apoio a Ações Continuadas conta, em sua 1ª edição, com a participação de 12 estados e sete capitais, numa atuação coordenada que faz somar mais de R$ 100 milhões de recursos federais numa rede ampla de ações artístico-culturais a cada ano no Brasil.
O Programa Funarte de Difusão Nacional, o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais, o Programa Funarte Aberta e o Programa Funarte Memória das Artes são outros constituintes do Brasil das Artes. Junto a circuitos artísticos mobilizados em rede em todas as regiões do país e em internacionalização, está o Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes, que, em suas duas edições, investiu R$ 10 milhões no reconhecimento de uma centena de mestras e mestres, acima de 60 anos e reconhecidos por seus pares, com notório conhecimento e atuação para os segmentos artísticos.
Em 2025, a Funarte também completou uma agenda de decisão institucional de reconhecimento dos setores artísticos, na recuperação da participação e organização social fundamentais aos avanços políticos, tendo também em vista a construção dos sistemas setoriais previstos no Sistema Nacional de Cultura.
Destes encontros, as demandas prioritárias de Teatro e de Dança se desdobram neste segundo ato do marco celebrativo dos 50 anos da Funarte. O Encontro Nacional de Políticas para o Teatro, realizado em setembro em Fortaleza (CE), identificou o fortalecimento do trabalho continuado de grupos de teatro do país como uma prioridade. Já os encontros “Dança É Política”, realizados pelo Fórum Nacional de Dança em parceria com a Fundação em agosto e setembro, em Brasília (DF) e remotamente, destacam os direitos trabalhistas dos profissionais do campo, que têm seus corpos como ferramenta laboral.
Instituída em 16 de dezembro de 1975 (Lei n° 6.312), com regulamentação em 16 de março de 1976 (Decreto n° 77.300), a Funarte concentra o período celebrativo entre essas duas datas, com um chamado que afirma a importância da defesa pública de políticas para as artes, que devem ser vistas como bem coletivo e direito de cada brasileira e brasileiro.
A série de ações, virtuais e presenciais, em diferentes estados, conectam diversas frentes e agentes que fazem parte dessa história. Celebrando, fomentando, difundindo, conectando e protegendo as artes do Brasil, a Funarte demonstra como, por meio de seus programas e da força das artes brasileiras, cada iniciativa se desdobra em contágio, numa constelação de agentes, linguagens, públicos, comunidades, territórios, em todas as regiões do país.
FUNARTE 50 ANOS - ATO 2
28 de fevereiro - Manaus (AM)
Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro
Em Manaus (AM), no dia 28 de fevereiro, a Funarte celebra o teatro brasileiro. A programação começa no Centro Cultural Palácio da Justiça, das 15h às 19h, com abertura da presidenta da Funarte, Maria Marighella, que fará anúncios como do mapeamento nacional de grupos de teatro de ação continuada, através da plataforma Rede das Artes, lançada pela Funarte em 2025 – um compromisso firmado no Encontro Nacional de Políticas para o Teatro.
Na sequência, haverá a roda de conversa “Grupos, Memória e Acervos”, com a participação de grupos de todas as regiões do Brasil: Galpão (MG), Bando de Teatro Olodum (BA), Cia Vitória Régia (AM), Imbuaça (SE), Tá na Rua (RJ), Teatro Experimental de Alta Floresta - TEAF (MT) e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS), sob mediação de Annie Martins. A programação contará com a condução da artista Correnteza Braba e participação do gestor cultural Márcio Braz.
Finalizando a programação no Centro Cultural Palácio da Justiça, será lançado o livro “Por um Museu de Memórias da Cena: incursões da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em acervos de grupos longevos do Teatro Brasileiro”, com presença do autor Clóvis Dias Massa, professor doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A obra, realizada com apoio da Funarte, relata a pesquisa da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em sedes e espaços de memória de oito coletivos brasileiros longevos de teatro. Na ocasião, ainda será lançada a edição nº 22 da revista “Cavalo Louco”. Ambas as publicações são do selo Ói Nóis na Memória.
Já às 20h, no Teatro Amazonas, haverá um momento solene com apresentação do premiado espetáculo “Sebastião”, do Grupo Ateliê 23 (AM). A peça, dirigida por Taciano Soares e Eric Lima, traz para a cena memórias da década de 1970, direto do Bar Patrícia, primeiro reduto gay em Manaus, aliadas a experiências dos atores, em números musicais e depoimentos sobre vivências LGBTQIAPN+.
4 de março - Brasília (DF)
Memória e Futuro da Dança Brasileira: políticas públicas que atravessam o tempo
Tendo como ponto de partida o debate setorial sobre o Projeto de Lei Federal 4.768/2016, que dispõe sobre o ofício profissional da dança, uma conquista histórica das trabalhadoras e trabalhadores da dança do Brasil, a Funarte, em construção conjunta com a sociedade civil, leva o tema do trabalho e seguridade na dança em programação no dia 4 de março, em Brasília (DF).
No Centro de Dança do DF, das 15h às 18h, com a presença da presidenta da Funarte e autoridades, os artistas Iago Gabriel e Úrsula Zion conduzem como MCs a “Roda Dança”. Inspirada na tradição da roda presente nas culturas afro-brasileiras, como a capoeira, a “Roda Dança” afirma a circularidade como princípio estético e político para colocar em debate a Dança, reafirmada como prática pública, plural e viva, conectando ancestralidade e contemporaneidade na construção compartilhada de políticas culturais.
Já às 19h, a programação solene será na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro, começando com um momento institucional. Na sequência, sobe ao palco a mestra da dança Yara de Cunto, ao lado da também mestra Giselle Rodrigues, com o espetáculo “A Escultura”, com direção de Adriano Guimarães (DF), estreado em 2024 por meio do Programa Funarte Retomada. Mestra das artes reconhecida pelo Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes, Yara de Cunto, aos 87 anos, é uma referência da dança brasileira. A dramaturgia do espetáculo constrói-se a partir da sua profunda relação com a dança e de momentos marcantes de sua vida. Reencenando esses acontecimentos, que antes se desenrolavam em um corpo jovem e normativo, agora a bailarina explora um corpo def e moldado pela passagem do tempo. A cena revela a plasticidade do envelhecimento que emerge dessa transformação, questionando a ideia de limite e desafiando paradigmas sobre o corpo que dança.
Serviço
FUNARTE 50 ANOS - ATO 2
Grupos, Memória e Acervos do Teatro Brasileiro
Manaus (AM)
28 de fevereiro (sábado)
CENTRO CULTURAL PALÁCIO DA JUSTIÇA
Av. Eduardo Ribeiro, 901 – Centro [Lotação: 60 lugares]
Horário: 15h às 19h
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Abertura com presença da presidenta da Funarte, Maria Marighella, e autoridades
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“Criação de memória, territórios, memórias presentes e ausentes”, fala de Márcio Braz
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Roda de conversa “Grupos, Memória e Acervos”
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Bando de Teatro Olodum (BA)
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Cia Vitória Régia (AM)
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Grupo Galpão (MG)
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Grupo Imbuaça (SE)
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Grupo Tá na Rua (RJ)
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Teatro Experimental de Alta Floresta - TEAF (MT)
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Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS)
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Márcio Braz, ex-integrante do Teatro Experimental do Sesc do Amazonas (AM)
Mediação: Annie Martins
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Lançamento do livro “Por um Museu de Memórias da Cena: incursões da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em acervos de grupos longevos do Teatro Brasileiro” e da revista “Cavalo Louco”
TEATRO AMAZONAS
Av. Eduardo Ribeiro, 659 - Centro [Lotação: 600 lugares - ingresso na hora e local]
Horário: 20h
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Espetáculo “Sebastião”, do Grupo Ateliê 23 (AM)
Entrada gratuita | Sujeita à lotação dos espaços
Memória e Futuro da Dança Brasileira: políticas públicas que atravessam o tempo
Brasília (DF)
4 de março (quarta-feira)
CENTRO DE DANÇA DO DF
SAN, Quadra 1, Bloco E - Setor Cultural Norte
Horário: 15h às 18h
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“Roda Dança” com participação da presidenta da Funarte, Maria Marighella, do diretor do Centro de Dança da Funarte, Rui Moreira, e performances de Iago Gabriel e Úrsula Zion
TEATRO NACIONAL CLAUDIO SANTORO - SALA MARTINS PENA
Setor Cultural Norte, Via N2
Horário: 19h
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Momento solene com presença da presidenta da Funarte, Maria Marighella, e demais autoridades
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Espetáculo “A Escultura”, de Yara de Cunto e Giselle Rodrigues, com direção de Adriano Guimarães (DF)
Entrada gratuita | Sujeita à lotação dos espaços