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Com participação da Funarte, MinC e MEC lançam ação para fortalecer arte e cultura na educação integral
Foto: Caio Diniz
Com objetivo de promover a circulação, a produção e a difusão da diversidade cultural e artística nas escolas públicas do Brasil, a ação “Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral” foi lançada nesta quarta-feira, 1º de abril, na Bahia. Realização do Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Educação Básica (SEB), e do Ministério da Cultura (MinC), através da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte), como parte do Programa Escola em Tempo Integral, a iniciativa se concretiza a partir da adesão de secretarias de Educação e de Cultura de estados e municípios.
O evento promovido em Salvador, junto ao Governo do Estado da Bahia, por meio das suas secretarias de Cultura e de Educação, simboliza o início da ação, que já conta com a adesão de 24 estados brasileiros. Em todo o país, a estratégia deve alcançar cerca de 123 mil estudantes em mais de 600 escolas, distribuídas por 346 municípios, incluindo unidades do campo, indígenas e quilombolas.
Reunidos no Colégio Estadual Luiz Viana, na capital baiana, estavam gestores de todas estas instituições que reúnem forças pelo acesso às artes pelas juventudes do Brasil. Maria Marighella, presidenta da Funarte, acompanhada do diretor de Memória, Pesquisa e Produção de Conteúdos da Fundação, Glauber Coradesqui, e Fabiano Piúba, secretário de Formação, Livro e Leitura, representaram o MinC.
“É uma emoção muito grande este lançamento um dia após o decreto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Política Nacional das Artes. Um sonho formulado em 10 anos, e o Brasil agora tem uma política de Estado para as artes. O ‘Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral’ se desenvolve neste alinhamento e temos o compromisso de fazer com que esse tempo expandido nas escolas tenha a cultura como eixo do desenvolvimento, da autonomia, da liberdade, da promoção de subjetividades para estudantes”, afirma Maria Marighella. “É o potencial não apenas da pedagogia, da licenciatura em artes, mas também da experiência de mediação que a presença de artistas e das artes oferece. Reconhecemos a escola como também um equipamento cultural e reconhecemos a importância da cultura na educação: uma educação com cultura é uma educação libertadora, emancipadora, como pensou Paulo Freire”, completa a presidenta da Funarte.
No conjunto de sua colaboração estratégica ao “Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral”, a Funarte, portanto, traz os princípios da Política Nacional das Artes, decretada no último dia 31 de março. Além de compor a formulação desta ação, a Fundação terá a responsabilidade de acompanhamento, monitoramento e apoio técnico de uma das linhas estratégicas da ação: Artista Residente na Escola, que já conta com a adesão de 15 estados.
A Funarte também se orienta pelos conteúdos do Programa Nacional de Mediação Artística, pesquisa realizada em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que investigou, junto a experiências educativas de todo o Brasil, o papel da mediação artística para a garantia do direito de acesso às artes no país. Fruto deste trabalho, os “Cadernos Técnicos de Mediação Artística” surgem como uma nova linha editorial das Edições Funarte e o seu primeiro volume, “Mediação para o acesso às artes nas escolas em tempo integral”, foi lançado no evento.
Com caráter formativo e orientador, o caderno reúne referenciais teóricos, diretrizes metodológicas e experiências práticas que contribuem para o desenvolvimento de ações de mediação artística no contexto da educação em tempo integral, voltado à formação e ao suporte técnico de gestores, educadores e agentes culturais.
Testando a metodologia
Como parte das atividades na Bahia, a Funarte também realiza uma experiência piloto da metodologia que orienta a linha Artista Residente na Escola, por meio de residências artísticas desenvolvidas com estudantes do próprio Colégio Estadual Luiz Viana, em parceria com o Governo do Estado da Bahia.
As ações envolvem práticas em música, dança e circo, com participação de artistas e educadores, e têm como objetivo mobilizar a comunidade escolar e demonstrar, na prática, estratégias de integração entre processos artísticos e educativos. As residências que estão sendo operadas na escola são: Música/Canto, com Manuela Rodrigues, com assistência de Marcelo Neder, Tatiana Brito, Caíque Vidal e Mainha Madelê; Circo, com a artista circense Luana Serrat e equipe do Circo Picolino; e Dança, com o artista-educador Denny Neves e integrantes do coletivo Rapadura com Urucum e Dendê.
Neste dia do lançamento, o público acompanhou intervenções artísticas resultantes dessas atividades, integradas à programação institucional do evento, além da apresentação do trecho da obra teatral “Akoko Lati Wani - Tempo de Ser”, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana (BA), com direção de Onisajé.