Programação de 27/02 a 05/03
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Programação
Espetáculo “NUVEM” - foto: Caule
BELO HORIZONTE
TEATRO
Espetáculo “Nuvem”
Datas: 28/02, 01/03, 07/03 e 08/03 – às 19h
A montagem é uma provocação poética sobre as tensões contemporâneas do mundo do trabalho, inspirado por discussões sobre precarização e relações humanas na contemporaneidade. Os ingressos custam R$30 (inteira) / R$15 (meia) e estão à venda na Sympla.
“NÚVEM” transita entre a distopia e o cotidiano, acompanhando a rotina de Margareth, Nehemias, Robert e Jussara, quatro trabalhadores contratados para treinar uma inteligência artificial em um ambiente que oscila entre o cuidado com o bem-estar dos funcionários e a precarização das relações laborais.
Ao longo dos episódios, suas histórias pessoais, sonhos, falhas e temores se misturam às interações com a IA revelando os esforços e tropeços de cada um em busca de equilíbrio entre suas ambições e as dificuldades impostas pelo cotidiano desta “empresa”.
Ingressos: R$30 (inteira) / R$15 (meia) — aqui
Duração: 1h
Classificação: 12 anos
Local: Funarte MG – Rua Januária, 68. Centro. Belo Horizonte.SÃO PAULO
ARTES VISUAIS
Exposição GerminaçõesDe 07 de fevereiro até 08 de março de 2026
Abertura: 7 de fevereiro de 2026 (sábado), das 12h às 15h
Visitação: quarta a domingo, das 14h às 19h
A exposição Germinações entra em cartaz na Galeria Mário Schenberg a partir de 7 de fevereiro, reunindo obras de Vera Martins e Armarinhos Teixeira, com curadoria de Marcus de Lontra Costa.
A mostra propõe um diálogo entre pintura, escultura e instalação a partir da matéria como processo marcada por desgaste, repetição, mutação e transformação. Com 18 obras, a exposição investiga a natureza não como representação, mas como método ativo de construção artística, tensionando as ideias de forma, suporte e permanência.
No conjunto apresentado por Vera Martins, a pintura é tratada como corpo físico. Obras como Coluna (1998–1999) e Chicotadas sobre tela (2012) partem da tela como superfície a ser tensionada: o tecido é desfiado, costurado, marcado e exposto em sua fragilidade estrutural. A artista trabalha por meio de gestos repetitivos e controlados, próximos a procedimentos construtivos, que evidenciam o embate entre método e colapso. A pintura deixa de ser campo de ilusão para se afirmar como objeto, marcado pelo tempo, pelo esforço e pela exaustão da matéria.
Já Armarinhos Teixeira apresenta um conjunto de esculturas e instalações recentes que aprofundam sua pesquisa em torno de formas híbridas e organismos instáveis. Trabalhos como O que virá depois (2022–2025), O redentor vegetal (2022–2026) e Simiordialis articulam metais, biocomponentes, minerais e pigmentos em estruturas que evocam crescimento, mutação e adaptação. Em suas obras, a figura humana aparece diluída ou deslocada, dando lugar a corpos que parecem responder mais a lógicas biológicas do que antropocêntricas.
A exposição marca ainda o lançamento do livro A Violência sob a Delicadeza – 40 anos de Arte, dedicado à trajetória de Vera Martins, com subsídio da Fundação Pollock.
Galeria Mário Schenberg – Complexo Cultural Funarte SP
Entrada Gratuita
Classificação Livre
ARTES INTEGRADAS
Artesãos do Corpo – Repertórios no Complexo Cultural Funarte SP
Dias 04 e 11/03 (QUARTAS)
Espetáculo: LIMINAL (ensaio aberto)
Horário: 15h
06,07 e 08/03 (SEX, SÁB E DOM)
Espetáculo: HIKARI
Horário: 20h
13,14 e 15: (SEX, SÁB E DOM)
Espetáculo: ESTRANHOS SERES NEBULOSOS E ILUSÓRIOS
Horário: 20h
A Cia. Artesãos do Corpo apresentará, na Sala Renée Gumiel, no Complexo Cultural Funarte SP, o projeto Cia. Artesãos do Corpo – Repertórios, programa que apresentará três obras em contextos diferentes: Liminal, Hikari e Estranhos Seres Nebulosos e Ilusórios, a partir de março. Criada em 1999, a companhia se configura como um grupo de repertório, e suas criações são constantemente revisitadas, atualizadas e apresentadas.
O ensaio aberto Liminal busca dialogar com as ideias de liminaridade e ambiguidade para levar ao palco corpos que se misturam a objetos orgânicos, sintéticos e tecnológicos, a fim de falar sobre as fronteiras entre o humano e o não-humano, entre o passado, o presente e o que está por vir.
Inspirada no ideograma japonês Hikari, a criação utiliza luz e sombra alternadas em uma dança que busca um equilíbrio delicado, traçando gestos no ar como uma caligrafia invisível. Associado aos significados de luz e esperança, o trabalho cria uma conexão íntima e sensível entre corpo, tempo e natureza.
Já Estranhos Seres Nebulosos e Ilusórios é uma criação livremente inspirada na série de fotografias “Escultura do inconsciente”, do fotógrafo Tatewaki Nio. Em meio ao caos, Nio captura paisagens suspensas no tempo, aparentemente desocupadas, repletas de sombras, sobras, texturas atemporais e inacabamentos
Sala Renée Gumiel – Complexo Cultural Funarte SP
Entrada Gratuita
Classificação: 12 anos
TEATRO
Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária ou No Brasil Todo Mundo é Peixoto
De 12 a 29 de março de 2026
Dia 20 de março não haverá espetáculo
Quinta à sábado às 19h30 / Domingo às 18h
O espetáculo Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária ou No Brasil Todo Mundo é Peixoto, com texto de Nelson Rodrigues e direção de Nelson Baskerville, estreia sua última temporada no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, de 12 a 29 de março.
Na distopia criada pelo diretor, a obra ressurge como um espelho cruel das hipocrisias brasileiras, amplificadas pelo recente avanço da extrema direita. Em um cenário sufocante de pneus e borracha, figuras mascaradas simbolizam uma sociedade corrompida pelo poder e pela aparência.
O protagonista Edgard é um homem marcado pela miséria, apesar de anos de dedicação ao patrão Werneck, quando recebe uma proposta tentadora: casar-se com Maria Cecília, jovem rica e “bonitinha”, mas envolta em um passado controverso. O dilema entre dinheiro e moralidade o arrasta por um universo de desejos reprimidos, traições e valores distorcidos.
A música ao vivo embala sua jornada, pontuando a ironia e o desencanto dessa tragédia cotidiana. Entre promessas de ascensão social e a herança ética deixada por seu pai, Edgard precisa decidir se o preço do luxo vale o abandono da própria dignidade.
Sala Augusto Boal – Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia)
Sympla: https://acesse.one/XOGVc
A bilheteria abre 1h antes do espetáculo
Duração: 100 minutos
Classificação: 18 anos
Pagu – Do Outro Lado Do Muro
30 e 31 de janeiro e 6, 7, 27 e 28 de fevereiro
Sextas e sábados às 20h
O monólogo “Pagu – Do Outro Lado do Muro” entra em curtíssima temporada no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, com apresentações nos dias 30 e 31 de janeiro e 6, 7, 27 e 28 de fevereiro, sempre às 20h.
O texto é baseado no livro “Dos Escombros de Pagu”, resultado da tese de mestrado de Tereza Freire, que também assina a dramaturgia do espetáculo. A pesquisa resgata a vida e a obra dessa importante precursora dos comportamentos político-socioculturais brasileiros, feminista, militante política, ilustradora, comunista e crítica literária e teatral. Pagu marcou a história do Brasil ao revolucionar e chocar a sociedade dos anos 1930 com suas ações e pensamentos inovadores.
Em “Pagu – Do Outro Lado do Muro”, a personagem retorna para narrar sua trajetória de vida, revisitando acontecimentos vividos e superados, sem qualquer sentimento de culpa ou vitimização. A interpretação mergulha nas memórias da personagem e emociona pela veracidade dos fatos apresentados, deixando o público livre para construir sua própria leitura da história. Assim, a narração alcança uma dimensão que vai além da simples informação.
Sala Augusto Boal – Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
A bilheteria abre 1h antes do espetáculo
Sympla: https://encurtador.com.br/oMIO
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
RIO DE JANEIRO
Espetáculo Imagens de um c(ego)
Datas: de 26 de fevereiro a 22 de março
O texto e direção de Imagens de um c(ego) são de Paula Wenke, artista multimídia e criadora do Teatro dos Sentidos, e também atriz da montagem. Esta apresenta a história de dois personagens profundamente contrastantes: Óscar, vivido pelo ator cego Oscar Capucho, é um personagem igualmente cego — e dotado de grande capacidade perceptiva. Já Boca Berreiro, interpretado por Kakau Berredo, é psicologicamente cego, narcisista e incapaz de enxergar o outro para além de si mesmo.
Cheio de ironias e contradições, o texto constrói um diálogo intenso — ora divertido, ora denso e, por vezes, aterrador — sobre deficiência, identidade e percepção. Escrita em 2016, Imagens de um c(ego) nos provoca a perceber que, na vida, as limitações impostas não têm proporção em si mesmas: todos somos, ao mesmo tempo, protagonistas e antagonistas de nossas próprias vivências. Diagnosticada com autismo nível 1 de suporte e altas habilidades, em 2024, nas áreas de criatividade, inovação e pensamento divergente, Paula Wenke imprime ao texto um mergulho em uma mente de processamento diferenciado. Por esse motivo, a obra realiza um forte apelo ao respeito às diferenças, transformando a cena em um espaço de reflexão ética, poética e humana.
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: R$ 40 | Meia-entrada: R$ 20
Vendas: online, no site sympla.com.br, ou na bilheteria do espaço – de quarta-feira a domingo, das 14h as 19h
Local: Teatro Glauce Rocha, no Espaço cultural da Fundação Nacional de Artes – Funarte (Av. Rio Branco 179, Centro – Rio de Janeiro/RJ)