Programação de 03/04 a 09/04
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Programação
Teatro Glauce Rocha (RJ) / “Peça de Amar” - foto: Rodrigo RZM
RIO DE JANEIRO
TEATRO
Grande Sertão: Veredas — 70 Anos de Travessia”
Espetáculos
1 a 24 de abril de 2026
Quartas – Espetáculo: Riobaldo – 19h
Quintas – Espetáculo: No Meio do Redemunho – 19h
Sextas – Espetáculo: O Julgamento de Zé Bebelo – 19h
Apoiado pela Funarte, o projeto inclui uma trilogia de montagens teatrais, criada e interpretada por Gilson de Barros – indicado ao Prêmio Shell – e dirigida pelo mestre Amir Haddad, a partir do texto original de Rosa. A proposta é promover uma ocupação artística e reflexiva, que conecta o sertão de Minas Gerais ao “humano universal”, com base do romance do renomado escritor – natural do estado –, traduzido para vários idiomas. “É um dos maiores monumentos da literatura mundial”, comentam os artistas.
Os espetáculos e as atividades formativas
O trio de montagens teatrais, Riobaldo, No Meio do Redemunho e O Julgamento do Zé Bebelo, mergulha em Grande Sertão: Veredas profundamente. São apresentados sempre às 19h. As outras atividades são educativas e de formação e totalmente gratuitas. Elas ampliam a experiência para além das montagens cênicas e compõem a imersão. Entre as ações estão a oficina Tradução da prosa rosiana para a dramaturgia, nos dias 15 e 22 de abril, das 16h às 18h; a exposição de arte Grande Sertão, da artista plástica Graça Craidy, com abertura no dia 1/4, às 18h, e visitação até o dia 26; e as Conversas com Guimarães Rosa, em universidades – UFRJ, UERJ e UFF – e também no Colégio Pedro II. As rodas de conversa ocorrem nos espaços acadêmicos das instituições, reforçando o caráter de pesquisa do projeto; ampliando o diálogo com estudantes e estudiosos; e contribuindo para o aprofundamento crítico da obra de Guimarães Rosa, para além do ambiente do espaço cultural
Classificação indicativa etária: 16 anos
Temporada de Ingressos Populares
Valores: R$ 40 / Meia-entrada: R$ 20 / R$ 10
Venda no site Sympla, (com taxas da plataforma), e na bilheteria.Teatro Glauce Rocha - Centro (RJ)
Sarau Cartas à Mãe e Outras Palavras: 04 e 05 de abril de 2026, com a Cia. Pandêmica e convidados(as)
“Peça de Amar”
De 11 a 26 de abril de 2026
Sessões com Libras: 12, 19 e 26 de abril – domingos
Inspirado no livro “Cartas às Mãe e Outras Palavras”, de Henfil, o enredo acompanha o relacionamento entre Georges e Henfil, dois atores que vivem um amor intenso, atravessado por questões íntimas e políticas. O enredo percorre o encontro do casal, a experiência de uma relação interracial e o enfrentamento do vírus HIV, tendo como pano de fundo um Brasil em crise.
Além de contar uma história de amor, a montagem articula memórias afetivas e história coletiva, criando uma reflexão sobre o país, suas contradições e suas possibilidades de transformação. Ao dialogar com a obra de Henfil, conhecido por suas críticas à ditadura militar (1964 – 1985), o espetáculo constrói uma ponte entre diferentes momentos da história brasileira, aproximando passado e presente, em uma narrativa teatral sensível e política.
A temporada no Glauce Rocha é aberta com o Sarau Cartas à Mãe e Outras Palavras, nos dias 4 e 5 de abril, sábado e domingo. É um evento de literatura, que propõe diálogo entre o livro Cartas da Mãe, de Henfil, e textos de dramaturgos convidados. Eles participam, juntamente com o elenco, de uma leitura performativa de trechos da obra do autor e de textos contemporâneos, escritos por ele. O objetivo é criar um espaço de encontro entre literatura, memória e reflexão.
Entrada gratuita – disponível no site https://www.sympla.com.br/eventos?s=pe%C3%A7a%20de%20amar e na bilheteria | Retirada sujeita a lotação
Local: Teatro Glauce Rocha - Av. Rio Branco, 179, Centro - Rio de Janeiro (RJ)
Espaço cultural da Fundação Nacional de Artes – Funarte
Mais informações
Sobre o projeto: natallydoo@hotmail.com |
SÃO PAULO
TEATRO
Espetáculo SACAROSE, por Edu Rosa
Data: de 02 a 19 de abril
Não haverá apresentação no domingo dia 05/04
Horário: Quinta à Sábado 20h30; Domingo 18h
Em SACAROSE, o ator e dramaturgo Edu Rosa transforma a própria história familiar em um potente gesto político e teatral. Filho de migrantes nordestinos que trabalharam como bóias-frias nos canaviais do interior paulista, o artista parte de memórias pessoais para investigar os vestígios ainda presentes do passado colonial brasileiro. Edu entrelaça lembranças de sua infância com a história da cana-de-açúcar, um dos grandes símbolos do progresso brasileiro, para trazer à cena a contradição que marca a formação do país: o desenvolvimento econômico sustentado pelo maior mercado de pessoas escravizadas do mundo. Ao mesmo tempo, evidencia como essas estruturas ainda reverberam nas relações de trabalho contemporâneas.
Desde sua estreia em 2022, no SESC Ribeirão Preto, SACAROSE vem construindo uma trajetória consistente de circulação e reconhecimento em festivais e instituições culturais pelo país, como o Festival de Teatro da Amazônia (AM) e o Festival Nacional de Teatro de Passos (MG), onde recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Espetáculo em Espaço Alternativo e Melhor Ator, além de indicação ao prêmio de Melhor Dramaturgia.
Valores Ingressos: Meia entrada: R$25 / Inteira: R$50 / Lista amiga: R$30 / Ingresso apoiador: R$100 (o ingresso apoiador dá direito a uma camiseta oficial do espetáculo)
SymplaMais informações: @eu_edurosa @sacaroseespetaculo
Murro em Ponta de Faca
de 3 a 26 de abril de 2026
Sextas, às 19h30. Sábados e domingos, às 19hA montagem mostra um grupo de exilados brasileiros que passam por conflitos sociais e individuais, ao viver, contra a sua vontade, em terras estrangeiras – neste caso, no Chile, Argentina e França. Com a direção de Kiko Marques, três casais de diferentes classes sociais e ideologias (intelectuais, trabalhadores e burgueses) são forçados a conviver no mesmo espaço e a enfrentar os contrastes e a falta de liberdade. Apesar das diferenças, eles se descobrem ligados por um mesmo sentimento: o de viver em um tempo suspenso e não pertencer a lugar nenhum.
O espetáculo Murro em Ponta de Faca foi concebido por Augusto Boal durante o período em que esteve obrigado a viver fora do país pela ditadura militar. Boal dirigiu o Teatro de Arena, que foi palco de muitos dos seus trabalhos, mas nunca de Murro em Ponta de Faca.
Teatro de Arena (Teatro Funarte de Arena Eugênio Kusnet)
Rua Dr. Teodoro Baima, 94, Vila Buarque
Duração: 2h
Classificação: 12 anos
Capacidade: 99 lugares
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)