Teatro Dulcina
Sobre o Espaço
- Linguagens artísticas atendidas: dança, circo e teatro
- Formas de ocupação: chamamento e edital públicos
- Fluxo de ocupação: contínuo
- Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17 - Centro, Rio de Janeiro (RJ)
CEP: 20031-130 - E-mail: ceteatro@funarte.gov.br
NOVIDADES DA PROGRAMAÇÃO
Funarte recebe “A Moratória”, em terceira temporada, no Teatro Dulcina
Clássico dos palcos brasileiros, A Moratória, de Jorge Andrade, chega à sua terceira temporada, agora no Teatro Dulcina – espaço cultural da Funarte, no Centro do Rio de Janeiro – , de 3 a 19 de julho. “A proposta do espetáculo é trazer uma interpretação contemporânea de um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira, que aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café”, diz a produção. Os ingressos têm preços populares.
Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional, diante da perda de status social e da sua incapacidade de se adaptar a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a Crise do Café de 1929, o enredo expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.
Realizada pela ArKano Produções, em parceria com a Companhia Churros de Polvo, a nova montagem é dirigida por Daniel Herz e reúne os jovens intérpretes do coletivo. O projeto tem a assinatura do produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou o grupo, com a proposta de uma abordagem contemporânea.
Um mergulho na obra de Jorge Andrade
O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de imersão no contexto histórico do roteiro original, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.
Como parte do processo, os(as) intérpretes visitaram vários lugares ligados à história do cultivo do café e à própria formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil – que fica um prédio que já abrigou a antiga Bolsa de Valores. Foram a diversos pontos históricos da cidade, entre eles a Floresta da Tijuca e o Parque Lage – locais que, no século XIX, sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.
A pesquisa seguiu para outros municípios, no Vale do Café, com destaque para Vassouras. Os(as) artistas visitaram a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário, originais, de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao Ciclo do Café.
Como escolha de dramaturgia para a encenação, os personagens Lucília, Marcelo e Tia Elvira são interpretados em revezamento entre os integrantes da companhia. Isso permite que diferentes presenças revelem novas camadas desses papéis, ao longo da temporada.
“O espetáculo realizou temporadas de sucesso na Capital Fluminense, no Teatro dos 4 e na Casa de Cultura Laura Alvim. Agora chega à terceira temporada em um teatro importante para o repertório cultural nacional, o Dulcina”, comentam as realizadoras. O elenco é composto por Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza.
Serviço
Espetáculo teatral
A Moratória
Realização: ArKano Produções, em parceria com a Cia. Churros de Polvo
Apoio: Funarte
Classificação indicativa: 12 anos
Temporada: 3 a 19 de julho de 2026 – exceto em dias de jogo do Brasil na Copa
Horários: Quintas, sextas e sábados, 19h | Domingos, 18h
Ingressos: R$ 40 | Meia-entrada R$20 | Vendas no site Sympla, neste link, ou na bilheteria
Local: Teatro Dulcina
Rua Alcindo Guanabara 17, Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Espaço cultural da Funarte
PROGRAMAÇÕES ANTERIORES
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- Comedia 'Enfermeira Zilda' se apresenta no Teatro Dulcina
'Eles Não usam Black-tie' em nova temporada no Funarte Aberta Ocupa-o Teatro Dulcina
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'Professor Samba – Uma Homenagem a Ismael Silva' tem curta temporada no Teatro Dulcina
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- Oficina multiartística ‘Corpo: território que possibilita experienciar a vida na Terra’ realiza-se no Teatro Dulcina
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- Funarte apresenta ‘As Loucas de Copacabana’, no Rio de Janeiro
- No Teatro Dulcina, Funarte sedia o Prêmio Anônimos do Carnaval
Informações Técnicas
- "Rider" técnico, com planta e descrição de itens de acessibilidade - acesse aqui (Maio 2026)
- Chamamento mais recente - Acesse aqui
APRESENTAÇÃO DO ESPAÇO
O Teatro Dulcina está localizado na Cinelândia, área de efervescência cultural do Rio de Janeiro, a poucos passos da Estação Cinelândia do Metrô. Em sua vizinhança, estão o Teatro Rival, o Centro Cultural da Justiça Federal, a Biblioteca Nacional, o Theatro Municipal e o Museu Nacional de Belas Artes.
Antes de pertencer à Companhia da atriz Dulcina de Moraes, a casa de espetáculos, inaugurada em 1935, era conhecida como Theatro Regina e assim permaneceu, até a metade de 1944, quando sofreu um incêndio e precisou ser fechada.
O nome do teatro foi uma homenagem a atriz e diretora Dulcina Mynssen de Moraes, considerada uma das grandes damas do teatro nacional, agraciada em 1939 com a medalha do mérito da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT), como melhor atriz daquele ano pelo conjunto da obra.
Alguns dos trabalhos de maior sucesso de Dulcina foram os espetáculos Amor, em 1933 e A Chuva, em 1945. Ambos permaneceram por anos em cartaz e percorreram o país. Em 1955, Dulcina inaugurou a Fundação Brasileira de Teatro, dedicando-se integralmente a este projeto, realizado no prédio onde hoje está o Teatro Dulcina.
Com a reinauguração, em 2 de agosto de 2011, o espaço cultural voltou a ser administrado pela Fundação Nacional de Artes - Funarte, após obras de modernização, que recuperaram o projeto arquitetônico original do teatro.
Com 429 assentos. Integra o Corredor Cultural do Centro do Rio de Janeiro. Está disponível para ser ocupado por companhias e grupos de circo, dança e teatro - linguagens cênicas relacionadas à Funarte. A programação ocorre por meio de chamamentos ou editais públicos; ou, em casos excepcionais, mediante outorgas extraordinárias.
